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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

DESTEMPEROS

João Gonçalves 21 Dez 06

Nem mais. O que vale ao CDS/PP é que o país não lhe presta a menor atenção. Nem à dra. Ana Gomes e à sua "aviação" problemática.

O MONITOR E O CATEDRÁTICO

João Gonçalves 21 Dez 06

"Pedro Santana Lopes não serve para governar nada", disse à RTP esse grande governante nacional que foi e poderá ainda vir a ser - seja lá quem mande, basta-lhe que mande - o prof. dr. Freitas do Amaral. A "forma" como explicou a sua chegada ao governo Sócrates podia ser posta em banda desenhada, devidamente explicada às criancinhas. A única "revelação" interessante respeita a Pedro Silva Pereira e ao poder que este possui num partido ao qual só aderiu há quatro ou cinco anos. Prestem mais atenção a este monitor e menos ao catedrático.

O PRINCÍPIO DO FIM

João Gonçalves 21 Dez 06

Desde que o nome de Maria José Morgado foi anunciado como "prefeita para a congregação do combate à corrrupção desportiva", não têm parado as "notícias" sobre os seus movimentos, aparentemente com a respectiva aquiescência. De casa ao metro, do metro à PGR, dos processos que "desenterra", enfim, tudo em que ela mexe e como se mexe, vem à tona. Isto não é um mau princípio. É um péssimo princípio. É o princípio do fim.

MORTAL IMORTALIDADE

João Gonçalves 21 Dez 06



"Of all the gin joints, in all the towns, in all the world, she had to walk into mine."

"Rick" (Humphrey Bogart) em Casablanca

O PIOR

João Gonçalves 21 Dez 06

Tal como enunciei o acontecimento e a criatura do ano, também devo esclarecer o que tenho por pior. E aproveito a pantomina em curso no Parlamento, mais conhecida por "debate mensal" (um evento circense destinado a promover a figura do primeiro-ministro, seja ele quem for), para o fazer. Sócrates escolheu - por aqui vê-se logo a natureza da coisa, o "1º" é que "escolhe" - o ensino superior, uma trapalhada tesa gerida pelo inefável engº Gago, uma eterna promessa científica da nação. As universidades são apenas um exemplo daquilo que quero exprimir. O pior acontecimento do ano foi o governo e o seu cortejo fúnebre de acólitos, de assessores e de cristãos-novos, sendo esta última categoria infinitamente mais perigosa do que as outras duas. Um governo que surpreende em cada português e em cada coisa que mexe um inimigo, não pode ser um bom governo. Em 2007, e apesar do controlo e do auto-controlo que se pratica presentemente nos media, a verdade virá amargamente à tona como o azeite na água. Como é que eles dizem...coragem, não é? Os cemitérios estão cheios de corajosos. É por isso que gosto de os visitar.

FELICIDADE E FRACASSO

João Gonçalves 21 Dez 06


Só não concordo com a parte de me levar a sério e, muito menos, de levar quem quer que seja ou o que quer que seja a sério, João. De resto, tem razão. Falhei como ser humano. Sou amargo, incomoda-me a felicidade alheia sobretudo quando praticada em família, tenho inveja dos casalinhos cúmplices por mais primitivos que sejam, rejeito a dádiva desinteressada ou interesseira a uma causa, a um líder, a um partido, irritam-me as "namoradinhas de Portugal" que as televisões me impingem, dispenso o "Gato Fedorento/PT", não gosto de ser governado por ninguém, não percebo o jazz, recuso o Estado a que isto chegou, enfim, João, sou um triste que não consegue produzir um daqueles sorrisos instantâneos como os da sra. dra. Maria de Belém ou embrulhar o Advento num postalinho de natal ou num pacote colorido apelidado de "prenda". O momento verdadeiramente jubilatório do ano, imagine, foi, como não podia deixar de ser, passado fora daqui, em Roma. Uns belos dias de outono, solares, enredado entre ruínas e igrejas, igrejas e ruínas, por entre o esplendor de um tempo que passou. E, finalmente, o Santo Padre na célebre janelinha a recitar o Angelus. Com Ratzinger - outro infeliz, outro triste - tenho estado a apreender o fundamental, isto é, a não dar tanta importância ao visível, ao tangível (à "felicidade") e a prestar mais atenção àquilo que verdadeiramente me ajuda a viver. Não dei propriamente em beato - isso seria "felicidade" a mais - mas, a cada dia que passa, percebo a necessidade de Cristo na minha vida. Essa é - veja lá a tristeza da coisa - a minha certeza. Nunca nada do "homem" é outra, bem sedimentada no ano que felizmente está a acabar. Se eu fosse ler o "The Economist" para saciar por instantes a minha amargura, ficava rigorosamente no mesmo ponto de partida onde vegeto há muitos anos. Assim, fico-me pela palavra do Papa, a de que a esperança de Deus é maior que o meu fracasso.

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