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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

OUTSIDER

João Gonçalves 7 Dez 06


Rui Rio esteve a ser entrevistado por Judite de Sousa. Judite, como boa jornalista, não percebe por que é que Rio não se submete às "agendas mediáticas" dos seus colegas nem nutre por eles um particular temor reverencial. Ele explicou a coisa bem. Não está lá para dizer ou fazer aquilo que os outros gostavam que ele dissesse ou fizesse. Não tem um estilo politicamente correcto, é economista e tem uma educação alemã. Pelos padrões em vigor, são só defeitos. Mesmo dentro do PSD, tem um pensamento próprio e não pactua com aqueles, como Menezes, que se julgam subtis. Não é "cão-de-fila" de ninguém. Parece-me um político apresentável, sem necessidade de maquilhagens ou esgares "modernistas". Gosto.

EM MINÚSCULA -2

João Gonçalves 7 Dez 06

Esclareço já. Fátima, filha de Maomé, é tida por muitos muçulmanos como a nossa "Virgem Maria" e muitos deles crêem que a Nossa Senhora de Fátima que surgiu na Cova de Iria seria Fátima, descendente do Profeta. Para nós, católicos, não existem dúvidas acerca da "natureza" da Mãe do Filho do Homem, Jesus, um profeta ao lado de outros no Islão e Deus vivo para nós. Para qualquer explicação adicional, bastam os dois livros de entrevistas de Joseph Ratzinger com um jornalista alemão, traduzidos em bom português. Quanto às obrigações da Teresa sem aspas como ser humano, limito-me a congratular-me com isso. É que nem sempre a condição de mãe ou de pai coincide com condição humana. Não preciso explicar a pessoas de "causas" ao que me estou a referir. Manifestamente esse não é o caso da Teresa sem aspas a quem calhou uma mãe que, ao contrário do que julgava, é uma péssima católica. Percebo que isso tivesse "traumatizado" a Teresa sem aspas, todavia tal não justifica a referência à "imaculada conceição de Maria", para sermos claros, da forma citada. Só faltou vestir-lhe uma t-shirt a dizer "aqui não mando eu". Ao contrário da Teresa sem aspas, da Fernanda Câncio e de muitos apoiantes do "não", não faço da questão do aborto uma questão religiosa, nem uso a religião para defender os meus argumentos ou contrariar os dos outros com "imagens" de mau gosto. Como "ser humano" - respondendo directamente à Fernanda Câncio - cumpro pessimamente as minhas obrigações. De vez em quando sou mais "humano" do que o habitual e faço festas ao meu cão. Estamos conversados, como diria a avó da Teresa sem aspas.

SÉGOLÈNE E "O JOSÉ"

João Gonçalves 7 Dez 06

Mme. Ségolène e o nosso Sócrates - bem como as elegâncias respectivas - mais pareciam modelos de um desfile de Yves Saint Laurent do que membros de uma reunião de socialistas europeus. O "tu-cá-tu-lá" foi esmagador sobretudo quando Ségolène elogiou o "José" pela sua coragem por causa do referendo de Fevereiro próximo. Ao pé desta reunião, a célebre de 1976, também no Porto, da "Europa Connosco", tem qualquer coisa de filme mudo. Blair e Clinton, comparados com isto, são verdadeiros doutrinadores e Guterres, que tanto suspirou pela "internet", um político obsoleto. A nova beautiful dupla da "esquerda" tecnológica está encontrada.

EM MINÚSCULA

João Gonçalves 7 Dez 06

Leio no blogue onde escreve a Fernanda Câncio esta "pérola", tirada de um jogo floral entre a autora de um comentário e o autor de um post: "(... ) nossa senhora da imaculada conceição, padroeira de portugal, mãe solteira e que não conheceu homem, mas que levou até ao fim uma gravidez não planeada, não desejada e com muito poucas condições físicas e psicológicas."
Mesmo para quem não é cristão, parece de elementar evidência o que representa, por exemplo para os católicos e para os que professam o islão ("Fathma", Fátima é a mãe de um profeta, Jesus), a figura de Maria, mãe do Filho do Homem, mais conhecido por Cristo ou Jesus. Não faço da questão do aborto uma questão religiosa. Trato da fé à parte. E, por isso, a não relevar-se o comentário da "Teresa" no plano da mera ignorância, a sua menção à "imaculada conceição", nos termos em que é feita, é uma rematada idiotice. É pena que a Fernanda dê guarida à insolência gratuita e ofensiva só porque a "Teresa", coitadinha, conta a sua história maternal relativamente à qual não fez mais do que cumprir a sua obrigação, como ser humano, e porque se coloca, graças ao "coitadinha" explorado demagogicamente, do lado do "sim". Em minúscula.

FIQUEM VERDES

João Gonçalves 7 Dez 06

Miss Pearls, senhora dona do bom gosto, não resistiu ao charme desdentado da "soprano-lírico-dramática" Natália de Andrade. "O nosso amor é verde" é um must em qualquer parte do mundo. Ainda sou do tempo da nossa Andrade na cave da Valentim de Carvalho, a vinil, na Rua Nova do Almada. A avaliar pelas suas opções em matéria lírica, diria que o secretário de Estado da Cultura, o dr. Vieira de Carvalho, deve ouvir Natália muitas vezes. Oiçam-na e fiquem literalmente verdes.
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OPERAÇÃO BRISA LEVE

João Gonçalves 7 Dez 06


No âmbito da "operação furacão", várias autoridades, com o estrondo habitual, irromperam pelos escritórios de duas ou três portentosas construtoras civis do regime. É sempre assim que se começa, "última hora" nos telejornais, primeiras páginas nos jornais e rádios. Durante uns minutos parece que qualquer coisa estremece. Depois, percebe-se que algumas dessas construtoras financiaram campanhas eleitorais dos dois maiores partidos. Aos microfones de uma rádio, o dr. Vitalino Canas, com toda a beatitude política do mundo e com o que aprendeu junto dos chineses em Macau, explica que os cidadãos - leia-se, os administradores das ditas construtoras - estão a zelar pelo "bem comum" (palavra de honra) ao investirem nos partidos. Quem investe nos partidos, investe na democracia, diz Canas. Com este argumentário, Canas acabou por não responder à pergunta do jornalista que lhe falava nas legislativas de 2002 ao que ele repenicava com o novo regime de financiamento dos partidos por particulares. Do PSD, não se ouviu ninguém mas recordou-se Paulo Morais, do Porto, e as "trocas e baldrocas" para a aprovação de projectos betoneiros pela câmara. A "operação furacão", como todas as "operações" que mexem no "núcleo duro" do regime, acabará numa leve brisa. Por isso, e já que falamos em construtoras, se se mexer muito, acabar-se-á por perceber que as "estruturas" estão podres. A rapacidade é atomista, nunca tem rosto, nome ou lugar. Depois não se admirem do Salazar ser escolhido no divertimento da D. Elisa como o "grande português".

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