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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O MANDARIM

João Gonçalves 21 Nov 06

O respeitinho ainda é o que era. As carpideiras do regime juntaram-se ao mandarim Mega Ferreira para chorar a perda da "Festa da Música" como se o CCB - esse mesmo, o do sr. comendador - fosse o Royal Albert Hall e a dita "Festa" os "promenade" ou os "concertos para jovens" de Bernstein. Sugiro a todos os organismos "culturais" em regime espartano, dos nacionais aos municipais e regionais, que sigam o "exemplo" do mandarim para ver o que é que as mesmas carpideiras dizem.

O REGIME DO CARECA

João Gonçalves 21 Nov 06

A "ideia" de um procurador especial "político" para chafurdar no lixo, designadamente provocado pela "política, e que não vai para os tribunais ou que os tribunais e a investigação competente entendem não ter merecimento, não lembra ao careca, como diria Marcelo. Acontece que ocorreu ao PS e, por simpatia, ao PSD. Este regime, se não existisse, tinha que ser inventado.

O CORPO ESQUISITO

João Gonçalves 21 Nov 06


Houve uma altura em que o prof. Cavaco, referindo-se à administração pública e ao alegado "excesso" de funcionários, encolhia os ombros e desabafava que era preciso "esperar que eles morressem". Por acaso, o mesmo Cavaco não só não precisou de "morrer", como se aposentou como professor do ensino superior público e foi eleito, felizmente, Chefe de Estado. Agora, alguém descobriu que, para além de teimarem em não morrer, os ditos funcionários são a "praga" que anda a dar cabo do país, espalhada por aí à razão de um por cada dezassete portugueses (partindo-se sempre do saudável e democrático princípio que os ditos funcionários mal têm direito à naturalidade portuguesa, uns hominídeos ao pé dos outros). Este "corpo esquisito", para recorrer a Cesariny, incomoda um país que, pelos vistos sem eles, seria dos mais desenvolvidos do mundo. Todavia já tivemos muito menos e não consta que tenhamos alguma vez passado do patamar medíocre de sempre. Isto é o resultado dos disparates de um governo que insiste em meter no mesmo jargão coveiros municipais, professores catedráticos, investigadores, escriturários e médicos, só para dar alguns exemplos de "servidores públicos", para consumo dos "outros" portugueses. Um novo racismo, afinal.

O PERB

João Gonçalves 21 Nov 06


Está em curso um "programa especial de recuperação do dr. Barroso", o PERB. Ele é visitas a tudo o que é exposição, ele é entrevistas "íntimas" a revistas - como se um produto típico do "livrinho vermelho" se deixasse enredar em intimidades -, ele é entrevista à SIC, ele é convite do PR para aquela reunião clandestina sobre a globalização em Sintra, ele é o "irrepreensível" de Santana Lopes na televisão e o seu contrário no livro sobre 2004, em suma, ele é uma presença constante em Portugal e menos numa Europa que apenas o tolera. Barroso quer ver-se livre da Comissão Europeia com a mesma rapidez com que se viu livre dos portugueses que o elegeram e do governo do país. Deus manda-nos ser bons, mas não nos recomenda ser parvos. Durão Barroso anda para aí a derramar a sua frieza e o seu cinismo "patrióticos" para o que der e vier, como se fossemos todos ceguinhos. Se calhar até somos. Depois não digam que ninguém avisou.

SOPA DE PEDRA

João Gonçalves 21 Nov 06


O Filipe Nunes Vicente traçou um "retrato" cruel da ministra da Cultura por causa da "Festa da Música" do CCB, a pensar igualmente nos episódios Berardo e Rui Rio: "tudo sempre naquela pose de hortaliceira vagamente atarefada". O presidente da República recebeu agricultores biológicos e exortou à respectiva produção. Para o florilégio ser perfeito, só faltou o ministro Pinho e mais uma catrefada de "investimentos". Cavaco persiste em nos mostrar um país perfeito que ele anda por aí a descobrir por trás do primeiro e mais solitário "bem sucedido" que lhe aparece pela frente. É o "mérito" do velho-novo homem português dos anos noventa a dar frutos, até "biológicos". Os ministros de Sócrates, pelo contrário, lembram-nos diariamente como somos miseráveis e como eles talentosamente nos procuram salvar do atoleiro. A "cooperação estratégica" é, afinal, este caldeirão onde se aquece, em lume brando, o bom, o mau e o péssimo que há em nós. Uma sopa de pedra que, mais tarde ou mais cedo, ou azeda ou se queima.

CAMARATE

João Gonçalves 21 Nov 06

Não haverá mais nada de relevante para fazer na "justiça do pacto" do que desenterrar pela enésima vez Camarate? Onde é que os "desenterradores" profissionais do "caso" querem chegar com isto? A memória de Sá Carneiro e dos seus companheiros merecia que os deixassem em paz e não terem, volta não volta, meia dúzia de mórbidos mabecos a revolver-lhes as ossadas.

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