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portugal dos pequeninos

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João Gonçalves 18 Nov 06

Mais do mesmo Saramago, pelo Pedro Correia, na semana em que deve estar cheio de babugem alheia e própria.

MME.

João Gonçalves 18 Nov 06

Meu caro Carlos M. Castro,
Nada me move contra a Mme. Royal no sentido que V. me atribui no post. Já sou suficientemente crescidinho para não ter complexos ou preconceitos sexistas, seja num sentido, seja no outro. O que critico na senhora é o mesmo que critico a qualquer político da "modernidade": muita parra e pouca uva. Não se vota na beleza, apesar de ela a ajudar muito mais do que à pobre senhora Merkl. As suas posições aparentemente "contraditórias" e "originais" sobre determinadas questões, não fazem dela - julgo eu - um ícone do "novo" socialismo francês, seja lá isso o que for. Mitterrand era contraditório, só que tinha uma densidade política e humana que Mme. Royal, por mais que se esprema e sorria, nunca terá. Nem ela, nem Sarkozy e, muito menos, Chirac que ainda pode tentar-se a ficar, coisa que Mme. agradecia. Só que, nestes casos politicamente "brancos", escolho sempre os "meus". Apenas isso.

COMPLACÊNCIA...

João Gonçalves 18 Nov 06


... acerca de Pedro Santana Lopes, "passado, presente e futuro", no Abrupto. Tem razão JPP quando recorda esses tempos - foi apenas ontem - em que insuspeitas luminárias, da "esquerda" e da "direita", nos jornais, nas televisões e nos blogues, derramaram sobre a emergência de Lopes no governo as mais espantosas prédicas. Por essa altura, escrevi uma mini-série de posts a que chamei "primeiro estranha-se, depois entranha-se", para além de outras coisas que valeram ao "Portugal dos Pequeninos" ser apontado na altura - na revista Visão, por exemplo - como um dos blogues mais visivelmente "anti-santanistas". Algumas, senão muitas dessas luminárias, são agora as mesmas que "descobriram" em Sócrates o "modelo" do estadista ideal português e que, quando se perceber a falácia, serão os primeiros a abandoná-lo. Eu gosto - sempre o disse - do Pedro Santana Lopes da mesma maneira que Barroso, como carácter, me é insuportável. Até por isso, entendi, para bem dele, que quanto mais depressa "aquilo" passasse, melhor. Infelizmente, Lopes tem uma pulsão demoníaca para o desastre que tempera com a capacidade para cair e levantar-se todos os dias. Isso não desculpa nada nem o absolve. Todavia, já repararam que há já alguns dias que não falamos de outra coisa?

UM HOMEM BOM

João Gonçalves 18 Nov 06

Bonito perfil de Mário Sottomayor Cardia, desaparecido esta semana. Cardia, talvez poucos se lembrem disso, foi ministro da Educação do 1º governo constitucional de Mário Soares, apenas dois anos depois do "25 de Abril" e em pleno pós-PREC. Corajoso, fez o que pôde para devolver às escolas um módico de normalidade, o que lhe valeu valentes contestações da "esquerda". Merece ser recordado como um homem bom e íntegro.

ÁGORA NOSTRA

João Gonçalves 18 Nov 06


De acordo com as "audiências" televisivas, os seios da menina Pereira venceram Santana Lopes, e Santana Lopes, por uma vez, venceu Cavaco. Graças à minha muito querida amiga São, estou provido com o derradeiro livro de memórias de Gore Vidal, Point to Point Navegation, A Memoir 1964-2006. Logo nas primeiras páginas, Vidal escreve que "para a Ágora, a Arte agora é som e imagem; e os livros estão fechados. De facto, a leitura, seja do que for, está em declínio. Metade do povo americano nunca leu um jornal. Metade nunca vota nas presidenciais - a mesma metade?". Aqui é mais ou menos a mesma coisa. Da menina Pereira ao livro de Santana Lopes - escrito com os pés e com tiradas que não ocorreriam à sra. Rowling -, passando pela inútil entrevista presidencial, a nossa "Ágora" não se recomenda. Cada vez mais tenho pena de não ter crescido umas gerações atrás. A minha, tão tragicamente representada pelos "Pedros", "Paulos", "Zé Maneis", "Sarmentos", "Costas" e "Sócrates" desta vida (como sublinhava a Constança Cunha e Sá no Público de ontem), falhou redondamente às mãos de uma delirante demência, ambiciosa, egoísta e nula. Em apenas quatro, cinco anos, mostraram - estão a mostrar - o que valem e de que "matéria" são feitos. De todos, o mais "humano" ainda é "o Pedro". Que pobre consolação.

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