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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

DE RASCAS NÃO TÊM NADA

João Gonçalves 16 Nov 06


Por este andar, ainda escrevo as minhas memórias. A uma ou a várias mãos. Agradecido pela distinção.

O ISTO DA QUESTÃO

João Gonçalves 16 Nov 06

O prof. Vital Moreira, o "bispo civil" do regime, verbera a Igreja na pessoa do Arcebispo de Braga (curioso recurso à maiúscula no "arcebispo", mesmo assim) por este ter repetido uma banalidade: o aborto é um crime. Tanto assim é que, mesmo a pergunta chocha do referendo, parte desse pressuposto. Dito de outra forma: gosto de pertencer a uma civilização que entende que o aborto é um crime e que cria as condições legais para que, em casos perfeitamente excepcionais, racionais e explicáveis clinicamente, ele - o crime - possa ser desculpado. Uma gestação interrompida por exclusiva vontade da mulher, digamos, aos seis meses, como é que se classifica? Um "direito fundamental", senhor professor? No dia em que deixar de existir sanção - nem que seja ética - para o acto, passa a valer tudo. Até tirar olhos.

CAVACO, UM ANO DEPOIS

João Gonçalves 16 Nov 06


"Acompanho com exigência a actividade do governo", "longe dos holofotes", "a situação não é fácil", "recordar a ética republicana", "mais eficácia na investigação criminal", "o PR não comenta nem livros nem notícias", "vou para o terreno falar com os jovens cientistas, com os jovens empresários", "nós não somos piores do que os outros", "um mobilizador das energias nacionais", "eu escolho os bons exemplos", "cada um tem que fazer mais, melhor, com mais qualidade", "passado é passado", "há aqui um trabalho de explicação", "o investimento não está a recuperar", "os indicadores gerais vão em sentido positivo", "eu compreendo as pessoas", "este governo revela um espírito reformista", "nós estamos a fazer o que é necessário fazer", "o PR pode estimular entendimentos". Frases soltas apanhadas da entrevista de Cavaco Silva à SIC. Escolha a sua. Está encontrado o "presidente de todos os portugueses" do costume.

INTERPELAR -2

João Gonçalves 16 Nov 06


Eduardo : ninguém - blogues, jornalistas - comenta isso, da mesma forma que não se comenta isto ou isto. Será que a "agenda" já começou a ser "interpelada"?

OS TEMPOS DA HISTÓRIA

João Gonçalves 16 Nov 06


"Os amigos políticos normalmente têm mais dificuldades em serem justos uns com os outros...", escreve José Medeiros Ferreira. Até parece que já leu os primeiros capítulos do livro de Santana Lopes. Ou são reminiscências dos idos de Março de 2005? "Vou reler os pensamentos de Marco Aurélio para entender melhor as virtudes necessárias ao futuro das democracias. Com um imperador tudo é mais claro! Mesmo que filósofo, mesmo que testemunha da decadência de Roma." Para o ano, e olhando ao timing editorial do primeiro-ministro do XVI governo constitucional, pode ser que alguém escreva alguma coisa sobre 2005, sobre o primeiro-ministro do XVII governo constitucional. Os tempos da história estão cada vez mais curtos.

PORTUGAL ESTÁ MAIOR?

João Gonçalves 16 Nov 06

A entrevista do Chefe de Estado, daqui a pouco na SIC, é de acompanhar nem que seja porque é interessante saber até que ponto Cavaco Silva está ou deixa de estar "contaminado" pela síndrome albanesa em vigor.

ACTO FALHADO

João Gonçalves 16 Nov 06


Carmona Rodrigues, alguém que Santana Lopes inventou, e que, para mal dos nossos pecados lisboetas preside à autarquia (tudo por causa da soberba infantil de Carrilho), retirou os pelouros a Zezinha Nogueira Pinto por quebra de "lealdade" e de "confiança". Eu, que votei nela para ser eleita vereadora, teria feito exactamente o mesmo. Nogueira Pinto tem legítimas ambições de liderança a tudo, até do seu pequeno partido, e, como um esperto sapateiro, quer sempre ir além da chinela. O PS de Lisboa, no seu autismo caceteiro, também já tinha dado o seu contributo para a anarquia camarária com o episódio Gaioso-Carrilho que meteu gabinetes, esferográficas e tudo a que o outro já não tinha direito. Entretanto, no meio desta irresponsabilidade autárquica generalizada- que só contribui para o "prestígio" da classe - a cidade sobrevive na ambiguidade, no caos do trânsito e nos intermináveis buracos por tudo o que é sítio. Parece-me que a única pessoa que tem ali alguma cabeça é a Paula Teixeira da Cruz que é a presidente da assembleia municipal. Zezinha sonhou-se um marquês de Pombal da cidade, na linha do "social-betão". Nem toda a gente tem a sorte de viver num palacete ao Campo Grande. Enfim, na minha já longa lista de actos e de pessoas falhados, esta senhora veradora é apenas mais um.

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