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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

SEPARADOS À NASCENÇA

João Gonçalves 15 Nov 06

A Fernanda Câncio está cada vez mais parecida com o Pedro Santana Lopes: uma menina guerreira.

Adenda: Não há nada de mal em chamar à Fernanda menina guerreira. Pelo contrário. É um elogio num país de bananas. E, pelo que já pude ler, Santana Lopes tem pelo menos o mérito de dar a conhecer - a quem ainda não tinha esse "privilégio" - o "lado negro" de Durão Barroso, uma figura enigmática cujo carácter deixa muito a desejar. Agora não se esqueçam dele para Belém numa próxima encarnação, ok? Entre dois fugitivos, antes o bonzinho dos refugiados.

NOH

João Gonçalves 15 Nov 06


Depois de assistir nas televisões a mais uma reunião dos sindicatos da administração pública com o governo - afinal, ainda não aprenderam nada - ocorreu-me o conceito de teatro "noh", tal como a Wikipédia o define: "o Noh é caracterizado pelo seu estilo lento, de uma graça espartana, rígida, subtil, bem como pelo uso de máscaras típicas."

NÃO É FÁCIL DIZER BEM - 9

João Gonçalves 15 Nov 06

O profeta Saramago esteve mais de meia hora a falar sozinho para um babado Mário Crespo na SIC-Notícias. Trata-se de mera publicidade borlística às "memórias" do senhor. Para encerrar a dita, o Nobel e grande saneador de jornalistas no Diário de Notícias, lá falou do inefável direito da mulher a dispor do seu corpinho, da "humilhação", a propósito do referendo. Tem graça. Quando "trocou" a Isabel da Nóbrega pela espertalhona espanhola, e correu com ela das dedicatórias da sua magnífica "obra", não lhe terá ocorrido nada parecido com "humilhação" a pairar na cabeça da autora de "Viver com os outros", um livro que vale bem mais do que muita da treta que ele escreveu?

O GLORIOSO CAMINHO DA MODERNIDADE -2

João Gonçalves 15 Nov 06

Não resisto, apesar de anónimo, a publicar este "comentário" largado no post anterior, presumo que por uma senhora a qual, certamente depois de ter queimado o soutien noutra encarnação, anda agora a chamuscar o próprio corpo: "Vida, meus caros -mais as pobres e mentecaptas pamóias, que vos apoiam - é a que habita uma MENTE e um corpo feminino, que não pode mais, HOJE, deixar de tomar o leme do seu próprio projecto reprodutivo. Como diz o Mário Cesariny e uma vez que este é um blog muito literário:"Já cansa a cona."

O GLORIOSO CAMINHO DA MODERNIDADE

João Gonçalves 15 Nov 06


Por sete votos a favor e seis contra, os juízes do Tribunal Constitucional deram "luz verde" à abstrusa pergunta sobre o aborto que aparecerá nos boletins de voto. Dou de barato que, desta vez, o "sim" pode ganhar. Tal como escrevi outro dia a propósito da adesão de Agustina e Lídia Jorge à causa liberalizadora - a verdadeira questão consiste em concordar ou não com a liberalização total do aborto se praticado até às 10 semanas de gestação pela exclusiva vontade da mulher - essa vitória anunciada não muda a natureza das coisas. Não muda nem a natureza da vida, nem a natureza da morte enquanto parte essencial dessa mesma vida. Neste caso, porém, ao travar-se a gestação por um meio legal transformado num contraceptivo mais eficiente do que os habituais, para além do "direito à vida" é igualmente o direito a uma morte digna que desaparece. É evidente que subsiste a "consciência" - de quem a tem - e o crime quando o método ultrapassa o limite temporal ou não se encaixa nas excepções em vigor. De qualquer forma, foi dado mais um passo no nosso (português e do mundo) glorioso caminho para a "modernidade". Força.

A "VIRAGEM"

João Gonçalves 15 Nov 06

Já cá o homem tinha prometido "viragens" e "mudanças". Agora é para a Europa e para 2007. De acordo com o Portugal Diário, para Durão Barroso "2007 representará um ponto de viragem, já que marcará o momento em que uma Europa a 27, "após preparativos minuciosos", explorará todo seu poderio renovado para responder às expectativas dos cidadãos, com um novo quadro orçamental (2007-2013) que "permitirá pôr em marcha programas de financiamento modernizados que vão no sentido do novo projecto europeu". Não haja dúvida que, para onde quer que nos viremos, estamos em boas mãos. Valha-me Deus.

INTERPELAR

João Gonçalves 15 Nov 06

Aos poucos, o ministro Santos Silva - que "tutela" a comunicação social ( o termo "tutela" é, desde logo, um programa) - lá vai explicando para que é que serve o absolutismo democrático. Num seminário para jornalistas - ter-se-ão calado? - o sociólogo ministro explicou que "escrutinar" os jornalistas significa "interpelar a definição de agenda". A sofisticação no uso do verbo - interpelar - não altera o propósito, tal como não altera a peregrina ideia da "auto-regulação", também mencionada. Nunca senti temores ou tremores reverenciais pela opinião que se publica. Todavia gosto de a ver livre, desde a séria ao lixo, despojada de "interpelações". Num estado de direito, a "interpelação" faz-se noutro sítio e não na "agenda". Interpelar uma agenda noticiosa costuma ter outra designação. Se a ideia pega, sabe-se lá o que mais pode ser "interpelado".

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