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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

ILHAS TROCADAS

João Gonçalves 9 Nov 06

Juntaram-se à lista de links mais uns quantos blogues. O último é dos Açores e tem um vasto conjunto de "linkagens" açoreanas. Talvez nos ajudem a perceber - sobretudo à vasta patrulha anti-Madeira - que pode haver mais "madeira" daquela que a patrulha gosta nos Açores do que no moralismo anti-Jardim que por aí anda.

MAIS...

João Gonçalves 9 Nov 06

... uma praga de que não nos livramos: a mitomania dos eventos "mobilizadores". Da praga e do autor.

DA POLÍTICA DO ESPÍRITO

João Gonçalves 9 Nov 06

Por este andar, o João Morgado Fernandes ainda ganha o "prémio Dutra Faria" para o "melhor Luís Delgado" do ano. O bónus é a obra completa de José Rodrigues dos Santos devidamente autografada. Força. Já faltou mais.

DO REBOLAR

João Gonçalves 9 Nov 06

Neste texto, Eduardo Prado Coelho "explica" a sua natureza "deslizante". No meu tempo, era mais conhecida por "rastejante", mas isso sou eu que sou muito antigo e pouco "dialéctico".

OS BONS E OS MAUS

João Gonçalves 9 Nov 06


Hoje e amanhã estarei a dar o meu pequeno contributo para a redução do défice e da despesa pública. A forma como as televisões "cobrem" as greves na administração pública é muito interessante de observar. Os paizinhos, coitadinhos, que não sabem onde é que vão deixar os filhos, os pobres cidadãos desinformados - pelos vistos, pelas mesmas televisões - que encontram os centros, os hospitais e as repartições de finanças fechados, o justiceiro que pretende justiça justamente no dia da greve, etc. etc. A ideia é perceptível. Existe um bando de energúmenos que deviam estar de perna aberta para nós, cidadãos, e que decidiram ficar em casa, os malandros. Esta divisão artificial entre bons e maus é ridícula. As greves, desde que o mundo é mundo, fizeram-se precisamente para incomodar, para maçar, para perturbar. Caso contrário, mais valia estarem quietos. Eu pago para fazer a greve, doando ao Estado e aos cidadãos incomodados e desinformados o meu dízimo. Por isso, estou-me nas tintas para as lamúrias e para os comícios como aquele que, ao acordar - sim, porque a minha "consciência social" é movida a Lexotan -, estava o sr. ministro de Estado e da Administração Interna a fazer no Parlamento, em directo, como se tivesse inventado a roda. Que diabo de governo que foi inventar esta cada vez mais detestável figura que eu não conhecia. De vez em quando falava da "direita" e contra a "direita" como se ele representasse a "esquerda". Esqueceu-se que o país que, em surdina, se revolta não é propriedade de ninguém. É tanto a "esquerda" como a "direita". Se quiser, é um "bloco central social" que um dia lhe apresentará a factura política. Dr. Costa: ande mais por aí e leia menos dossiês burocráticos que o "povo", em nome do qual imagina falar, explica-lhe.

VISTAS CURTAS

João Gonçalves 9 Nov 06

Os senhores da foto são dois ex-ministros da defesa. Um, nosso. O outro, do sr. Bush até ontem. Será que agora já enxergam melhor o martírio em curso no Iraque do que o belo estuário do Tejo?

"POUCO MAIS SEI"

João Gonçalves 9 Nov 06


Nem os príncipes conseguem ser perfeitos. François Mitterrand escolheu o sr. Jack Lang para perpetuar esteticamente os seus mandatos - sobretudo o primeiro - e o sr. Lang fez-lhe a vontade (quem resistia à sedução de Mitterrand?). Durante alguns anos, imaginou-se Malraux em versão socialisto-monárquica. Como escritor, Lang praticamente não existe embora ele pense que sim. Politicamente também não, apesar de estar sempre na linha da frente para tudo e para nada, com aquele penteado "à Artur Garcia", ridículo para a sua idade. Ao pé dele, Jospin é uma sumidade política. Mas adiante. Ao baú do sr. Lang, a única produção da gestão Pires de Lima na Cultura, o ilustre comendador Berardo, foi buscar o senhor Jean-François Chougnet para director artístico do seu (nosso) museu, que deverá abrir no Centro Cultural de Belém em 2007. Sobre isto, a ministra proferiu esta frase espantosa:"por enquanto pouco mais sei do que a imprensa escreve hoje, mas acredito que é uma boa escolha da administração." O "pouco mais sei" é, desculpem lá a recorrência, todo um programa. Isabel Pires de Lima governa o seu ministério com este lema original. Parece, à medida que o tempo passa, que o ministério para "pouco mais" serve uma vez que o senhor comendador já está servido.

AMONAS

João Gonçalves 9 Nov 06


Caríssimo JMF (o do Diário de Notícias) : fique sabendo que tenho tanta paciência para discutir a sexualidade - com ou sem meta - como a qualidade das mamas da menina Scarlett ou a boca sensual do seu namorado. Dito isto, e sem pretender fazer interpretação autêntica de Pasolini, talvez consiga dar-lhe, em português, uma ideia da coisa. "Não há nenhum homem que não seja também homossexual" quer dizer (é para isso que está lá o "também") que a sexualidade não tem propriamente um paradigma ou uma norma. O Gore Vidal dir-lhe-ia que nem sequer existem hetero ou homossexuais, mas apenas actos avulsos de uma ou de outra natureza, ou, como bem sabe, ambos reunidos numa só pessoa (veja como os imperadores romanos se reviam por igual nos seios das amantes e nos rabos dos amantes). Isso não transforma um hetero num homo, nem um homo num hetero. Voltando ao Pasolini. Há milhares de pessoas por esse mundo de Cristo que, lá por terem o "também", chegam à cova sem saber como é que a coisa funciona entre same sexers, ou o contrário: same sexers que têm outro "também" e que nunca exprimentaram o oposto. Descanse a sua boa consciência sexual que o Pasolini não estava propriamente a passar atestados de maricagem a ninguém. Limitava-se, como qualquer psicólogo ou psiquiatra lhe explicará em cinco minutos, a constatar uma realidade que pode nunca chegar a desenvolver-se. Quanto às "obsessões" e ao "discurso exibicionista da homossexualidade", com certeza que o João não estava a escrever para mim. Por isso, nem lhe respondo. Só lhe deixo duas observações. A primeira, para lhe recordar que Pasolini pensou nestes assuntos há mais de trinta anos, para uma sociedade como era na altura a italiana, e em termos de "luta de classes". Pasolini nunca dissociava o debate sobre costumes do jargão marxiano, lido, naturamente, à sua iconoclástica maneira. Por cá, nunca houve nem haverá jamais nada de parecido. Em segundo lugar, dou-lhe razão nisto: não há nenhum homem que não seja também heterossexual. Pode é levar uma vida inteira sem praticar.

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