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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O BABÃO

João Gonçalves 7 Nov 06

O Mário Bettencourt Resendes está na SIC-Notícias a babar-se sobre Sócrates ("em grande forma", diz ele, depois de tantas viagens, "discurso eficaz e inteligente"...) da mesma maneira que, há ano e meio, mais ou menos, se babava sobre Santana Lopes com o mesmo entusiasmo na mesma SIC-Notícias.

DA NATUREZA DAS COISAS

João Gonçalves 7 Nov 06


Grande post do Eduardo Pitta sobre a natureza e não contra ela. Por acaso, adquiri há umas horas - lembrando-me, depois, que tinha a velha edição da defunta Moraes, "escritos póstumos" - o recente Escritos Corsários - Cartas Luteranas - uma antologia, de Pier Paolo Pasolini (Assírio & Alvim). A maior parte dos textos, de um e outro livro, tem mais de trinta anos. Um amigo italiano dizia-me outro dia que Pasolini escreveu coisas que só agora podem ser compreendidas ou que são (deviam ser) meros lugares-comuns. Por causa delas, Pasolini conheceu o ódio dos "intelectuais orgânicos" do PCI, tão ou mais homofóbicos que a "direita", a repulsa da igreja (era católico e contra o aborto, "uma legalização do homicídio" - v. texto de 19 de Janeiro de 1975, publicado no Corriere della Sera -"Sou contra o aborto"-, incluído em ambos os livros com o título "o coito, o aborto, a falsa tolerância do poder e o conformismo dos progressistas") e as ameaças constantes e cobardes que culminaram no repulsivo assassinato de Ostia. O funeral, em Roma, foi um momento de hipocrisia colectiva em que, da esquerda à direita, todos procuraram exorcizar o melhor possível os seus públicos e privados demónios. "O amor homossexual não deixa marcas indeléveis, nem deformações racistas, nem manchas que façam de um homem um intocável: deixam-no perfeitamente tal qual era. E mesmo, talvez o ajude a exprimir totalmente a sua potencialidade sexual "natural", na medida em que não há nenhum homem que não seja também homossexual", escrevia Pasolini em 1974. Chama-se a isto, tão simplesmente, a natureza das coisas.

BOA TEMPERATURA

João Gonçalves 7 Nov 06


Depois de ouvir o 1º ministro na apresentação do orçamento de Estado, decidi regressar ao PSD através do PSD/Madeira. Gosto muito da temperatura, das gentes e dos horizontes, amenos o ano inteiro.

Adenda: As explicações acerca da tributação dos deficientes e da animação da "consciência" dos doentes para os custos da sáude, mediante as taxas moderadoras para os internamentos, seriam risíveis se não fossem trágicas. Sócrates, sem o papel e as "fichas", au naturel, começa a "ir-se abaixo".

LER OS OUTROS

João Gonçalves 7 Nov 06

Sobre a telenovela Cahora Bassa, o artigo de José Medeiros Ferreira no Diário de Notícias, significativamente intitulado "Pagar sem saber".

O LUSITO

João Gonçalves 7 Nov 06



De gente desta, é de esperar tudo e o seu contrário.

O "SOCIAL"

João Gonçalves 7 Nov 06

Na apresentação do OE para 2007 - o tal que é a primeira cavadela - parece que o 1º ministro vai "puxar ao social", uma cartilha gasta para a qual não existe a mínima pachorra. Quando os do "social" começarem (já começaram) a perceber que tudo isto não passa de lágrimas socialistas de crocodilo, o "social" será varrido rapidamente para o lixo da história de onde, de vez em quando, sai par delicatesse. O "social" não faz esquecer que "o pior ainda está para vir".

REALISMO SOCIALISTA

João Gonçalves 7 Nov 06


De um mail de uma leitora assídua:

"Sabe o que aconteceu num serviço de um hospital público com nova (bright and shinning) administração socialista que deliberou com eficácia e rapidez a retirada de todos os crucifixos e outras imagens religiosas? Os doentes passaram a comprar Nossas Senhoras de Fátima de gosto ainda mais duvidoso do que os sóbrios crucifixos, e a trazer outras imagens de santos das suas devoções para encher o lugar. Pior a emenda do que o soneto... E o fenómeno das religiões "exóticas" é sobretudo urbano. No Portugal profundo são poucos os Adventistas do Sétimo dia, os muçulmanos ou os hindus..."

UM RESUMO

João Gonçalves 7 Nov 06

Splendour in the Grass
What though the radiance 
which was once so bright

Be now for ever taken from my sight,

Though nothing can bring back the hour

Of splendour in the grass,

of glory in the flower,

We will grieve not, rather find

Strength in what remains behind;
In the primal sympathy
Which having been must ever be;
In the soothing thoughts that spring

Out of human suffering;
n the faith that looks through death,

In years that bring the philosophic mind.


William Woodsworth


Quando era vivo, acreditava no "amor" (que puta de frivolidade) e frequentava "ciclos de cinema", apareceu-me, em plena adolescência - agora ninguém quer ser adolescente e toda a gente é "muito" adulta aos 14 e permanece em deliciosa inconsciência eternamente - Esplendor na Relva, de Elia Kazan. Passaram vinte e muitos anos e o Pedro Correia fez o favor de me resumir:
"-És feliz?
-Não costumo pensar muito nisso."

O BANDO DOS QUATRO VISTO DA AMORA

João Gonçalves 7 Nov 06


O que é que aqueles que estão a pagar a arca frigorífica, o carro para o filho adolescente com um piercing nas beiças, a casa comprada na Amora através do banco, as férias com os pequeninos ranhosos e o referido adolescente na praia, enfiados oito num apartamento para quatro na Praia da Rocha, um plasma para ver a Sport TV e um computador para o mais velho do piercing "bater umas" e jogar - tudo naturalmente a prestações - dirão das "contas" que os quatro senhores-professores-doutores-economistas-advogados estiveram a fazer no "Prós & Contras" da Sra. D. Fátima?

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