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portugal dos pequeninos

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João Gonçalves 20 Set 06

E querem "meter" esta gente na Europa?

DEIXEM-NOS EM PAZ

João Gonçalves 20 Set 06


O João Morgado Fernandes resume bem a coisa. Seguia eu na 2ª circular, pela manhã, quando, nas "colunas" do automóvel, apareceu um jornalista do Diário Económico a explicar, como se fosse dele, a "proposta" do "Compromisso Portugal" para a segurança social. Parece que a ideia parte do dr. Carrapatoso que, aliás, é um homem cheio de ideias. Veja-se, por exemplo, as que transmitiu ao fisco em relação às suas dívidas fiscais ou a forma bestialmente imaginativa como os chamados "jornais de economia" e o dr. Nicolau, o do laço, tratam qualquer murmúrio do "Compromisso". O dr. Carrapatoso impôe, de facto, respeito. Eles todos lá saberão porquê. Mas adiante. O "Compromisso" gostaria eventualmente de tratar da famosa "concertação social" como os seus mentores tratam das suas empresas. Sucede que, por enquanto, ainda não foi restaurada a Câmara Corporativa do dr. Salazar, da engª Lurdes Pintasilgo e do prof. Freitas do Amaral. Mal ou bem, há um governo legitimado para governar e uma oposição legitimada para criticar. A segurança social, sendo uma questão de contas, é, antes disso, uma questão política, de opções políticas. Que eu tivesse dado por isso, o "Compromisso Portugal" nunca foi a votos. Donde, só posso desejar felicidades pessoais e profissionais ao dr. Carrapatoso e aos seus amigos. De resto, deixem-nos em paz.

DO BEM COMUM

João Gonçalves 20 Set 06

O Carlos - permita-me que o trate assim depois daquelas coisas que não partilhamos - elogia eloquentemente o novo PGR, o ilustre dr. Pinto Monteiro, por justa contraposição ao dr. Souto Moura que nunca pareceu ter compreendido o que é que estava ali a fazer. Pinto Monteiro jura que não pertence à Maçonaria - como se isso fosse vitupério - mas, graças ao Jorge, fica-se a saber que foi, designadamente, presidente do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol e membro do Conselho Jurisdicional da Associação de Futebol de Lisboa. É igualmente um "especialista" no combate à corrupção, coisa que eu pensava ser co-natural a quem exerce funções judicativas ou de investigação penal ou equiparada. Apresentar isso como uma extravagância, diz bem do estado a que a justiça - a do "pacto"- chegou. O que se deve esperar do futuro PGR é que encare as patologias do "sistema" e da sociedade - onde a bola não está excluída, bem pelo contrário - com a coragem, determinação, discrição e isenção que a salubridade da nossa vida cívica e dita democrática, exige. Para o bem da PGR e para o nosso. Ou seja, para o bem comum.

O NÚMERO E A SEMÂNTICA

João Gonçalves 20 Set 06


O dr. João Figueiredo mandou contar os funcionários públicos. Apresentou umas contas divertidas. Fica sempre a possiblidade de haver uns quantos que não se sabe o que fazem ou o que ganham, nunca em números inferiores a dez mil, a vinte mil ou mesmo trinta mil. Depois revelou o que já se sabia. A Saúde e a Educação levam a maior fatia - médicos, enfermeiros, restante pessoal do SNS e professores -, e que a Justiça paga bem aos seus magistrados, os do MP e aos judiciais propriamente ditos. Tudo somado, teríamos à volta de quinze por cento do emprego nacional envolvido com o Estado, do central ou local, passando pela Madeira e pelos Açores. Esta percentagem só interessa quando comparada com outros países "similares" O problema é arranjar qualquer coisa similar a isto. No entanto, o mais interessante do exercício foi a semântica. João Figueiredo apareceu solitário, com um ar perfeitamente enjoado, como se viesse a público revelar um crime. No caso concreto, "o crime" da existência de x funcionários públicos - como se fosse uma categoria indivisa -, pedindo quase desculpa por isso. Ainda não cconsegui perceber se a secretaria de Estado da Administração Pública existe para "reformar" a dita, para "reformar" à força os funcionários ou para os perpetuar até serem pré-cadáveres. Dr. Figueiredo, um conselho de um amigo: da próxima vez que aparecer, ponha um arzinho mais satisfeito senão ainda o mandam à junta médica e, mesmo assim, não o deixam ir embora.

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