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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

ORIGEM

João Gonçalves 31 Ago 06

"Não temos mais começos", Steiner dixit. Nem sempre, nem nunca. O Francisco (re)começou há um ano. E, como todos aqueles que não são meramente palha ou plasticina, começa todos os dias e todas as noites. Palpita-me que prefere as noites. Sorte a dele. Sorte a nossa.

BONZINHOS

João Gonçalves 31 Ago 06


Afinal, a missão portuguesa no Líbano é "humanitária", coisa que parece incomodar o José Pacheco Pereira que porventura acredita nas virtudes militares - as propriamente ditas - da lusa tropa. Todos, aliás, imaginamos os nossos bravos guerreiros a colocar o Hezbollah em sentido, v.g. tirando-lhes as armas, ou a ensinar o exército local a tomar conta do país. Mal por mal, mais vale seguirem o exemplo do senhor da foto. Bons, mas em bonzinhos.

A ETERNIDADE É INSUPORTÁVEL

João Gonçalves 31 Ago 06

"Si l'on avait proposé à l'homme de vivre éternellement, je l'aurais, quant à moi, refusé, car l'éternité est insupportable."

Naguib Mahfouz, 1911-2006, via Almocreve das Petas

A GRAVIDADE DO CASO

João Gonçalves 31 Ago 06

O sr. Madaíl, ao fim de alguns dias de oportuno casulo, voou a correr até Zurique para ser sumariamente vergastado pela FIFA. Cá fora declarou que as eminências da bola consideravam o mais recente folclore doméstico "um caso muito grave". Também concordo. E a gravidade do caso começa logo no referido sr. Madaíl, no sr. Major, no sr. Leal e noutras luminárias do futebol institucional que já têm o rabo calejado à conta dos anos que andam nisto. Podia aproveitar-se a ocasião, não apenas para remover as equipas portuguesas das competições internacionais por indecente e má figura, mas também para dar o pontapé definitivo nos rabos dormentes destas inutilidades todas.

O REGRESSO DA REALIDADE

João Gonçalves 31 Ago 06

Aqui há coisa de duas semanas, quando o dr. Silva Pereira - um clone quase perfeito do seu "mentor" - veio praticamente "anunciar" o fim da época de incêndios e fazer um "balanço" em "hectares" chamuscados, escreveu-se que ele "veio "deitar água" na fervura, sem nenhumas garantias de que, amanhã ou depois, a realidade lhe volte a entrar pela casa adentro." Como a realidade não toma assento no conselho de Ministros do qual o dr. Silva Pereira é quase sempre porta-voz, teima em incendiar mais hectares e em não dar por terminadas as famosas "ignições" do dr. Costa. Aparentemente a natureza não se deixa intimidar pela autoridade governativa. E, pelos vistos, os incendiários também não

ALEGRIA DE VIVER

João Gonçalves 31 Ago 06



À excepção do João Villalobos e do José Pacheco Pereira, não vi a brigada blogueira muito interessada na primeira entrevista do dr. Mário Soares depois das presidenciais. Dir-me-ão que Soares passou, que o tempo é doutra gente, que as gerações não-sei-quê e outras merdas do género. Descontando o enlevo com o governo - eventualmente "sol de pouca dura" - e as referências às leituras e à vida internacional (com que eu concordo), apreciei, nesta estiagem intelectual que atravessa a política portuguesa, rever o dr. Mário Soares de que eu gosto. Este:

"A felicidade só relativamente tem a ver com a política. Sinto-me feliz. Quando entrei na campanha sabia perfeitamente que corria o risco de perder. Perdi! Mas a vida continua, como a alegria de viver (...) [Foi] uma experiência com muitos aspectos positivos - que darão frutos no futuro - e, obviamente, altos e baixos. Tenho, como se sabe, uma vida rica: fui uma dezena de vezes preso, deportado, estive no exílio. Foram batalhas perdidas. Sou resistente, tenho uma couraça sólida. Não sou uma anémona impressionável por qualquer crítica que me façam ou por um simples desaire eleitoral.."

Welcome back, dr. Soares. No hard feelings.

PASTORÍCIA INTERNACIONAL

João Gonçalves 31 Ago 06


Com a gravidade própria do grande país que Portugal é, o poder anunciou ontem que vão 140 soldados pastar a vaca para o Líbano. A fragata, afinal, já não vai. Em Timor, entretanto, os GNR's patrulham as ruas em vão e a nossa gloriosa "herança" desfaz-se todos os dias mais um bocadinho nas mãos daqueles irresponsáveis trauliteiros. Como dizia uma amiga minha, em marreco é o melhor que se pode arranjar.

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