Portugal dos Pequeninos © 2003 - 2015 | Powered by SAPO Blogs | Design by Teresa Alves
Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
portugal dos pequeninos
"Os tempos são ligeiros e nós pesados porque nos sobram recordações". Agustina Bessa-Luís
João Gonçalves 29 Ago 06

João Gonçalves 29 Ago 06
Deus sabe - e alguns amigos também - como sou indiferente ao objecto "automóvel". Tenho o mesmo pequeno carro há dez anos - se quisesse, graças ao mencionado Deus, podia ter um melhor - todavia para o uso que tem, para já, basta. Não invoco o nome de Deus em vão. Acontece que, ao regressar a casa a bordo do meu Fiat velhinho, parado num semáforo, reparo que ao meu lado está um veículo igual ao da foto (marca BMW 525 d) conduzido pelo franciscano socialista Vitor Melícias. Devia ir tão fresquinho que até trajava a habitual camisolinha de gola alta que é a sua griffe. O regime trata bem os seus melhores serventuários. Melícias, provavelmente, ainda preside às Misericórdias e a outras coisas mais que lhe devem dar "o direito" a transportar-se de forma nada franciscana. Não imagino que o veículo seja fruto da renúncia à mundanidade ou ao voto de pobreza dos discípulos do Santo de Assis. Vitor Melícias nunca me impressionou a não ser negativamente. Se ainda restasse um pingo de decoro às instituições, Melícias jamais deveria entrar em Belém enquanto Cavaco lá estivesse. Não me esqueço de uma célebre entrevista em que o confessor de Guterres - sempre este homem fatal pelo meio - afirmou a alegria que sentiu e a vontade que lhe deu de vir para a rua tocar uma pandeireta quando, em 1995, Cavaco saiu pelo seu próprio pé. Por isso, pobreza franciscana, só mesmo na cabeça dos idiotas úteis que o sorridente Melícias consegue convencer.João Gonçalves 29 Ago 06
João Gonçalves 29 Ago 06
O que um homem tem de fazer para não se maçar. Cavaco Silva acha "absolutamente natural" que se enviem tropas portuguesas para o Líbano ou, mesmo, só um barquinho simbólico. Segundo o Presidente, "Portugal não pode deixar de ser sensível ao apelo do secretário-geral das Nações Unidas dirigido à União Europeia", já que "tem sido solidário em muitas situações de crise, como prova a presença das Forças Armadas em vários teatros de operações". Em suma, rematou, "tudo tem corrido de acordo com aquilo que cumpre fazer". Modestamente parece-me que, neste caso, o que "cumpre fazer" é não fazer nada e deixar a tropa quieta. O "ser solidário" passa por outras coisas e não necessariamente por mimetismos extravagantes. Ou então levava-se a coisa a sério - como se fosse possível - e falava-se em "contingente" e em material mais pesado (que não existe ou não tem condições). Pelos vistos, Cavaco prepara-se para estrear o passaporte que o dr. Costa lhe deu com uma viagem ao Líbano, às nossas gloriosas tropas "solidárias" (com o quê?) "no terreno", quando e se a famosa UNIFIL se constituir. Tudo está bem assim e não podia ser de outra maneira, sibilava o cínico Salazar que conhecia bem a choldrice nacional. Façam, pois, todos boa viagem.
Primeiro tem de me explicar o que é isso do “desta...
obviamente nao é culpa do autor ter sido escolhi...
Estou de acordo. Há questões em que cada macaco se...
Fui soldado PE 2 turno de 1986, estive na recruta ...
Então António de Araújo foi afastado do Expresso p...