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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

OS DONOS DA BOLA

João Gonçalves 26 Ago 06


Com o psicodrama da bola em plena roda-livre, é extraordinário que ainda ninguém se tivesse lembrado dessa grande figura do regime - imagino que amplamente consensual - que é o senhor Gilberto Madaíl. Quanto ao sr. Major, já fez - disse ele - o que lhe mandaram. O deputado Hermínio, que lhe vai ocupar o lugar e cuja posse está suspensa por outro psicodrama, safou-se de boa. Há, como na política, rostos para o futebol português. Desde os "senhores presidentes" - são todos, aliás, "senhores presidentes" - aos institucionais, com o sr. Madaíl à cabeça, não falta gente a quem se pode pedir responsabilidades. Todavia, como a promiscuidade, nesta matéria, é transversal - até magistrados ornamentam direcções futebolísticas -, a "culpa" segue dentro de momentos. E os quatro balneários do sr. Vieira terão de esperar por melhores dias. O bom mesmo era a FIFA varrer os clubes portugueses das competições internacionais para ver se aprendiam alguma coisa.

A ESCOLHA -2

João Gonçalves 26 Ago 06

Não sou jornalista, mas tenho, feliz ou infelizmente, uma "memória de elefante". No seu inevitável declínio, o Expresso, pela mão de Ângela Silva, que supunha melhor informada, escreve que a escolha de Souto Moura, em 2ooo, quando era ministro da Justiça o dr. António Costa, passou pela "negociação" com o líder do PSD, Marcelo Rebelo de Sousa. Ângela, que é da "política", devia saber que o líder do PSD, nessa altura, e desde Maio de 1999, era o dr. Barroso. Mas adiante. O dr. Costa, sabe Deus com que esforço, tem mais umas semanas para "engolir" a sua escolha de então. Desta vez, e depois do tenebroso episódio que lhe custou um líder, o PS vai querer gerir o assunto PGR com muito cuidado. Só espero que os diversos intervenientes nesta nova escolha não sejam tão timoratos ao ponto de repetirem a asneira. Deve fugir-se dos homens "consensuais" como o Diabo da cruz. É por isso que eu defendo a subordinação do Ministério Público ao ministro da Justiça. Sempre as coisas ficam, à partida, mais transparentes.

A FORÇA - 2

João Gonçalves 26 Ago 06

O semanário oficial do regime, até ao nascer do "Sol" - sim, porque depois das peripécias desta semana, o Diário de República deixou de apresentar fidedignamente o que se passa no Estado -, informa que, em matéria de tropas portuguesas lá fora, troca-se a Bósnia pelo Líbano. O dinheiro não abunda e, como tal, uma simples fragata ou uma rapaziada "mecanizada" lavam, no Médio Oriente, a face europeia do país. Não lavam coisa nenhuma. Tornam apenas mais ridícula a nossa insignificância. Estas "missões" servem muito justamente para os participantes ganharem mais uns trocos, razão pela qual dentro das forças de segurança - PSP e GNR - e das forças armadas muitos se colocam em bicos dos pés para serem "voluntários". O resto é retórica em torno de uma "importância" internacional e de uma "presença" que manifestamente não temos.

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