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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

A PONTE SALAZAR

João Gonçalves 6 Ago 06

Portugal é, como a generalidade dos seus nativos, um país mal-resolvido. Quando disseram a Salazar que iam dar o seu nome à nova ponte que ligava Lisboa a Almada - era assim que um professor de Direito que tive na Católica e que fora ministro da Saúde do dito cujo, se referia à obra - o ditador advertiu que isso só ia trazer sarilhos. Como se sabe, logo a seguir ao "25 de Abril", os "revolucionários" de serviço, com a raivinha toda nos dentes, encheram os pilares da ponte com pichagens anti-Salazar e arrancaram o nome do antigo chefe do governo da placa toponímica. Pressuroso e manietado pela rua, o novo regime apressou-se a mudar o nome da ponte para o que agora ostenta. Acontece que a história não se arruma com uns graffitis ou com "lavagens" ad hominem. A ponte existe e Salazar existiu precisamente no tempo em que ela foi construída. É uma obra que não deve rigorosamente nada à revolução de "25 de Abril". Haveria é há, seguramente, muitos "marcos" para a honrar. A ponte é que não.

DIAS DE CHUMBO

João Gonçalves 6 Ago 06


O que aconteceu há umas horas em Haifa, corrobora, pelas piores razões, o que se tem escrito aqui sobre a "guerra". Israel não sabe lidar com a guerrilha do Hezbollah. O seu exército pode ser genial numa guerra convencional, mas dá-se mal com o "estilo" manhoso da guerrilha terrorista. Depois de Haifa, é de esperar a habitual retaliação israelita e vice-versa. No meio disto, a cândida Miss Rice espera que a famosa "resolução" da ONU resolva o cessar-fogo. Nem a "resolução" vai resolver nada - se chegar a ser aprovada -, nem os EUA estão verdadeiramente interessados num cessar-fogo. Talvez, e quando as coisas correrem decididamente mal para o lado israelita, isso possa acontecer. Pode ser que me engane, mas os próximos dias serão, literalmente, de chumbo.

O COSTUME

João Gonçalves 6 Ago 06


E por cá, tirando os incêndios, não se passa nada. O costume.

QUANDO O TELEFONE TOCA

João Gonçalves 6 Ago 06


A "diplomacia" parece que ainda não compreendeu a sua irrelevância no conflito em curso no Líbano e em Israel. Do alto da sua impotência, a França e os EUA imaginaram uma atitude diplomática, abençoada pela cada vez mais irrealista ONU. O Líbano já respondeu e eventualmente Israel, apenas interessado no seu "espaço vital", fará orelhas moucas. No "terreno", a mortandade e a destruição continuam. Israel jura pela eliminação das "estruturas" do Hezbollah e o Hezbollah responde com mísseis que vão "subindo" pelo território judaico acima. Nada corre bem a Israel. Nem os "amigos", nem a guerra propriamente dita. Aparentemente a guerrilha terrorista está tão ou mais activa do que estava no primeiro dia. E o "avanço" de Israel pelo Líbano adentro apenas tem servido para arrasar um país, sem dó nem piedade, à imagem do que os piores algozes anti-semitas fizeram no passado ao povo judaico. Parece que Israel ainda não se esqueceu - como podia? - do que aconteceu, por alturas da criação do Estado israelita, à conta do seu sagrado "Lebensraum". É por isso que eu achei uma certa graça a um editorial do José Manuel Fernandes, no Público. Jurava ele que, para além dos amáveis panfletos que o exército israelita deixava cair suavemente sobre as localidades libanesas que tencionava bombardear a seguir, "até" chegava a telefonar aos autócnes a "pedir-lhes" para abandonarem as suas casas porque Israel se preparava para as arrasar à conta dos terroristas atomizados um pouco por todo o lado e por lado nenhum. Se telefonassem para a casa do JMF com uma conversa destas, o que é que ele faria? É que nem sempre o telefone toca pelas melhores razões.

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