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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

"PAZ DURADOURA"

João Gonçalves 25 Jul 06

Na versão presidencial, "Condi" - o nickname de Bush para Condolezza - transmitiu bem o recado. Ao falar constantemente de "paz duradoura", sem se rir, Miss Rice devia fazer-se acompanhar de um "dvd" sobre o Iraque. O Iraque é, nesta hora exacta, o melhor monumento à "paz duradoura" que Bush quer ver instituída no Médio Oriente. Há agora quem pense na UE e em países árabes para tapar o buraco. Rice anda de um lado para o outro, feita barata tonta voluntariosa. Já deve ter percebido que A conversa da "paz" não interessa a nenhum dos interlocutores. Só falta Bush, himself, perceber.

LEBENSRAUM

João Gonçalves 25 Jul 06


Andam por aí a circular os habituais "manifestos". Tirando o "manifesto reformador", do António Barreto e do Medeiros Ferreira, de 1979, não me lembro de ter assinado mais algum. Talvez contra a regionalização, concedo. Em geral, sou alérgico por causa da frivolidade do exercício e dos nomes que lá aparecem. Os mais recentes - de que tenho conhecimento - dizem respeito ao Médio Oriente e ao Teatro Rivoli, do Porto. O primeiro abrange "intelectuais" e políticos esquerdinos - mais ou menos os do costume- e um bispo. É um "movimento". Imagino que deve comover imenso os israelistas e demovê-los imediatamente de lutarem pelo seu "Lebensraum". O segundo é mais modesto mas nem por isso menos "significativo". Destina-se a evitar que Rui Rio "venda" o Teatro a privados. É mais tipo "petição". Não falta quase nenhum subsídio-dependente na lista, onde se destacam os grandes sobas Cintra e Silva Melo. Ricardo Pais, na versão de "encenador", também surge. Acontece que ele é o director do Teatro Nacional de São João e não deve estar ali por acaso, apesar de andar mais caladinho do que é seu hábito. É o genéro de rapaz que não costuma dar passos em falso e que gere os seus silêncios tão bem como as suas falas. Por exemplo, quando Lagarto foi corrido do Dona Maria, Pais só se lembrou de dizer qualquer coisinha uns tempos depois. O que nós não fazemos pelo nosso "espaço vital", não é verdade?

LENDO OUTROS

João Gonçalves 25 Jul 06

De Fernanda Câncio, "a maldita gi." O Ministério Público, às vezes, tem razões que a razão desconhece. Nem mesmo a puramente jurídica.

SETE

João Gonçalves 25 Jul 06

O professor Marcelo - de quem tenho saudades de encontrar no Guincho - continua imparável na sua versão mais conhecida, a pantomineira. Este domingo deu nota sete à dra. Maria de Lurdes Rodrigues que, desde a semana passada, anda a ser frita em lume brando, logo a partir do Rato. Já anteriormente tinha dado pesada negativa a Jaime Silva, o homem que, na Agricultura, faz o favor de ir pacientemente explicando ao nosso marialvismo agrícola que já não vivemos nos tempos de Júlio Dinis ou de Sara Beirão. Não é por acaso. Maria de Lurdes e Jaime Silva são dois bons membros do governo que, felizmente, não são perfeitinhos. No caso da primeira, a circunstância de ter como secretário de Estado o dr. Lemos, não a ajuda em nada. Se calhar é para isso mesmo que ele lá está. Marcelo passou um atestado de incompetência política à ministra da Educação que, para utilizar um termo em voga, é manifestamente desproporcionado. Devolvo-lhe, por isso, o sete.

A FÁBULA

João Gonçalves 25 Jul 06

O verão "lava mais branco", como o "Omo". Para a política nacional, isso é bom. Está desaparecida entre a crise do Médio Oriente e um encontro de 45 minutos, no aeroporto da Portela, com Hugo Chavez, essa pérola castrista que tem petróleo para vender. O secretário de Estado da Administração Pública, pelo contrário, parece que continua, sem desfalecimentos, a "reformar" a dita administração pública. Em resposta ao PSD, o seu gabinete afirmou "não ter certezas" de que tenha existido um aumento "tout court" de funcionários públicos, como relatou uma direcção-geral na tutela do mesmo ministério a que pertence João Figueiredo. Que eu não tenha "certezas tout court" é uma coisa. Que um membro do governo assuma, preto no branco, que as não tem, é mais sério. Estimativas, previsões, cenários, diagnósticos, tudo isso é maravilhso, sobretudo se for exibido com bons métodos publicitários. Sucede que existe, fora deste brando contexto, uma realidade. De resto, é só escolher entre ela e a fábula. Eu posso escolher a fábula. O governo não.

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