Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

UM LIVRO

João Gonçalves 20 Jul 06


"A tragédia não reside nos tempos mas nos nossos corações."

Malcolm Lowry, Under the Volcano

COMO ELA

João Gonçalves 20 Jul 06

A ministra da Educação é uma pessoa competente e independente. Duas pechas lamentáveis para o regime e para o pior PS. António Vitorino, um político intermitente e oportunista, de vez em quando lembra-se que usa cartão partidário. E não se furtou a exibi-lo contra Maria de Lurdes Rodrigues. A ministra não devia ter consentido na repetição de exames? Não devia, naturalmente. Não é por muito repetir os exames que a rapaziada lá vai. Fosse "isto" sério e a sério, a maior parte dos que vão concluir o 12º ano, por pudor e por decência cívica, nem devia pôr os pés numa universidade. É verdade que muitas das universidades são puros estabelecimentos comerciais ou, no caso das públicas, antros de má tradição e de péssimos hábitos. De nada disto Maria de Lurdes Rodrigues tem culpa. Pelo contrário, está já a pagar o preço da sua independência e de alguma ingenuidade. Dar "poder" aos pais contra os professores, meter estes todos no mesmo saco e ser benevolente para com a malandragem a que também chamam "alunos", só contribui para afundar ainda mais o "sistema". Lurdes Rodrigues, como diria Borges, precisa de encontrar o seu "centro" e ser politicamente apoiada. Ninguém é perfeito. Todavia tomara Sócrates ter mais ministros como ela.

O CASTIGO DO VERÃO

João Gonçalves 20 Jul 06

Um bom barómetro da "confiança" e do "crescimento" que diariamente o sr. ministro das Finanças vem certificar, está nas férias dos portugueses. Segundo me explicaram, as "famílias" acotovelam-se em T0 e T1 - ou seja, onde deviam estar dois, estão quatro, onde deviam estar três estão seis e por aí fora -, não usam os restaurantes - levam "geladeiras" e "sandochas" e à noite usam o fast-food dos centros comerciais - e poupam os carrinhos, pressurosamente tapadinhos e estacionados até à partida. Os que não "fazem praia", vão às prestações para o Brasil e para o Caribe. Outros ainda, passam as pontes respectivas e vão até às praias adjacentes às grandes cidades. Esta é a "mobilidade" possível. O pior de tudo é o inferno das criancinhas que berram por todo o lado. É um castigo. O castigo do Verão.

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Últimos comentários

  • Gabriel Pedro

    Meu Caro,Bons olhos o leiam.O ensaio de Henrique R...

  • Maria Petronilho

    Encontrei um oásis neste dia, que ficará marcado p...

  • André

    Gosto muito da sua posição. Também gosto de ami...

  • Maria

    Não. O Prof. Marcelo tem percorrido este tempo co...

  • Fernando Ferreira

    Caríssimo João, no meio da abundante desregulação ...

Os livros

Sobre o autor

foto do autor