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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

VENDO OUTROS

João Gonçalves 18 Jul 06

Como não estou com pachorra para "ilustrações", fica este "retrato de trabalho no Líbano", "postado" pelo João Morgado Fernandes.

O ÍCONE

João Gonçalves 18 Jul 06

Uma nota "cultural". A sra. D. Guta Moura Guedes - de quem Santana Lopes se lembrou para fazer companhia ao vetusto prof. Fraústo da Silva "dos últimos dias", no Centro Cultural de Belém -, vai agora para "directora de marketing" da Casa da Música. A D. Guta possui um dom especial que consiste em gerir os seus interesses privados paredes-meias com os públicos, e vice-versa. Nada de particularmente grave neste país em que nada é para levar verdadeiramente a sério. Acresce - factores a ter em conta - que não tem nada de burra e é bonita. Chega para a fazer circular intermitentemente pelos equipamentos culturais disponíveis? Não chega. Porém insiste-se em fazer o mesmo com os mesmos. Burmester será o director artístico da Casa, como se (e ele) esperava, e a "maltosa" do "norte" fica, grosso modo, a dominar a coisa. Não acho bem, nem acho mal. Apenas espero que o poliedro funcione como uma instituição nacional e não como um ícone de província. O dinheiro que os contribuintes - todos - lá investiram, não reclama outra coisa.

OS MACHADINHOS DE AÇO

João Gonçalves 18 Jul 06

"Confiança" é uma palavra gasta. Todavia, não há dia nenhum em que, por isto ou por aquilo, ela não nos seja prometida. O dr. Pinho, que se supôe ministro da Economia e da Inovação - este último título, olhando para a personagem, dá direito a quinze dias ininterruptos de riso nacional - foi a um lado qualquer e disse que era preciso dar com um "machadinho de aço" no "pessimismo". Logo ele, cujo facies transpira optimismo e "confiança" por todo o lado. Não contente com este exercício, Pinho foi não sei onde lançar a famigerada "primeira pedra" de qualquer coisa. Saiu, uma vez mais, incólume da peripécia. Acontece que, há precisamente um ano, o mesmo dr. Pinho, mais o dr. Lino e o próprio primeiro-ministro, num talk show dirigido a uma plateia muito especial, apresentavam o power point mais famoso da saison: a OTA e o TGV. Segundo julgo entender, ambos os mamutes vão fazendo o seu perigoso e irresponsável caminho. Estamos já todos a imaginar os milhares de passageiros que vão andar entre Lisboa e Madrid todos os dias, não estamos? Ou o risível "check in" na estação do Oriente para voar a partir da Ota, não é verdade? Cavaco Silva, tudo o indica, terá que "fazer linha" e um "stop" oportuno a estes dislates ou, pelo menos, exigir que nos expliquem detalhadamente a célebre relação "custo/benefício". Que falta fazem os machadinhos de aço em certas cabeças.

A FUNDAÇÃO

João Gonçalves 18 Jul 06

A gloriosa Fundação Gulbenkian fez cinquenta anos. Jamais se saberá o que deu na cabeça do arménio para vir aterrar aqui. Ainda bem que o fez. Salazar, a obscura figura que nos pastoreou durante anos a fio, percebeu rapidamente o interesse da coisa e deu "luz verde" ao "aportuguesamento" da instituição. Até eu aproveitei, frequentando umas aulas de música, em criança, num edifício que já não existe, em frente à instituição. A minha primeira ópera, uma estopada de Monteverdi, ouvi-a no Grande Auditório, com o meu pai, teria eu para aí uns onze anos. Lembro-me que assistia a veneranda figura do Chefe do Estado, o mesmo que tinha inaugurado as instalações actuais da Avenida de Berna. Hoje, pelo que pude ver à distância, o actual regime esteve em peso nos jardins da Gulbenkian. Até o eterno coronel Vasco Lourenço, não percebo bem porquê. Será que o 25 de Abril "também" tem a ver com a Fundação e vice-versa? Enfim, muitos anos e bons a uma boa coisa que, como o país em que assentou as fundações, tem dias.


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