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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

SEMPRE EM PÉ

João Gonçalves 17 Jul 06

Se as taxas de juro aumentarem em 2007 e se a economia mundial sofrer um qualquer "choque" - que, tudo o indica, irá sofrer -, o balsâmico e salomónico dr. Constâncio, garante, pela enésima vez, que as famosas décimas do nosso extraordinário "crescimento económico" podem vacilar. Só Constâncio não vacila e ninguém se preocupa com isso.

PÃO COM MANTEIGA

João Gonçalves 17 Jul 06

Vi agora na televisão. George W. Bush estava a comer o seu pãozinho com manteiga enquanto ouvia Blair dissertar sobre a "crise" do Médio Oriente. Não foi de modas e desejou que aquela "merda" acabasse depressa, naturalmente às mãos de Israel. Mencionou, como lhe competia, a Síria. Confesso que sinto uma enorme ternura pela boçalidade texana de W. Bush. E sou francamente pró-americano. Talvez por isso, penso ser oportuno recordar que foi justamente esta parelha do pãozinho com manteiga que levou os EUA - a Europa não conta - a soçobrar no Iraque, de tal maneira que até Blair já sorri menos quando fala numa "força internacional" em Israel para "acalmar" os indígenas e, por tabela, parar com os ataques terroristas. Daqui para diante, tudo é possível. Quando Bush voltar de novo à terra, não vai gostar de que vai ver. Como dizia Ratzinger em Les Combes, no fim-de-semana, "espero que Deus ajude". Apesar de Deus andar involuntariamente metido nesta loucura.

LENDO OUTROS

João Gonçalves 17 Jul 06

De Eduardo Pitta, "O prazo", em torno das andanças da "colecção Berardo" e do CCB. Não deve ter sido por acaso que Sócrates, no debate do "estado da Nação", omitiu, entre outras coisas, a "cultura". Não fará parte da "revolução tranquila" que inclui o plano tecnológico e o "tgv"? Se nunca fez, por que iria fazer parte agora? O remanso em que vivem os habitantes da Ajuda, desde os tempos de Carrilho, é a melhor resposta. Quando haverá coragem para acabar, de vez, com o ornamental ministério?

BANDEIRAS -2

João Gonçalves 17 Jul 06

Isto não é politicamente correcto, porventura, mas eu simpatizo tanto com a "causa" isrealita como com a "causa" terrorista. Estão muito bem uns para os outros. Só é pena que, para acabarem uns com os outros, matem tanta gente como se engolissem tranquilamente galões. E que, como se verá em breve, ponham ainda mais em causa esta treta chamada hipocritamente de "ordem internacional", sobre a qual paira uma inutilidade chamada ONU. Por causa de três militares seus terem sido raptados - num daqueles eternos jogos florais entre Israel e a rapaziada circundante "comandada" à distância" por aquela figura excêntrica que é o presidente do Irão -, Israel decidiu arrasar o Líbano e, em resposta, os terroristas lá acolitados decidiram arrasar Israel. Pelo meio, mata-se tudo o que aparecer pela frente, de um e do outro lado. O mundo está, de novo, perigoso. A nós só nos interessa pacoviamente salvar a pele de uma dúzia de portugueses que moram no Líbano. Aparentemente os que vivem em Israel estão seguros. Ou dar-se-á o caso de não morar lá nenhum luso ou, morando, sentir-se-á mais seguro do que no Líbano? Por que será?
Adenda: Filipe, eu não teria assim tanta certeza que Israel seja um paraíso para o "outro", seja lá a forma que esse "outro" exiba. Quanto aos "outros", tenho apenas mais algumas certezas. E é mais fácil nós nos "judaíficarmos" do que Israel deixar de temer a sua própria sombra.

BANDEIRAS

João Gonçalves 17 Jul 06

O PS anda pelo país a "explicar-se" aos "camaradas". Um dos "explicadores" foi o dr. Ascenso Simões, um ajudante do dr. Costa para os incêndios. Pediu - imagine-se - "ideias", uma coisa que manifestamente não sobra na cabeça dele. Ontem foi a vez da Juventude Socialista - uma agremiação que, à semelhança das congéneres, devia ser pura e simplesmente extinta - falar nas suas "bandeiras" a que chamam irritantemente de "fracturantes". Sócrates foi lá dizer-lhes que a única "bandeira" que lhe interessa é a do governo. Finalmente, o dia terminou com o dr. Silva Pereira, um dr. Morais Sarmento em sofisticado, a falar na 2: e no Público. Também foi clarinho como água. Para a "esquerda moderna", que ele o engº Sócrates subtilmente representam, só existe uma "agenda", a do governo. As coisas dos "costumes" espevitam os "camaradas" mais impenitentes, mas não o governo. Na sua perturbadora inconsciência, a "camarada" Ana Gomes, manifestamente da "esquerda da idade da pedra", continua perturbada, lá do seu exílio parlamentar europeu, com os aviões americanos que alegadamente atravessaram o espaço aéreo nacional, ameçando os bons costumes democráticos que ela supôe representar. É outra "bandeira". Enfim, de "bandeira" em "bandeira", o PS veio para ficar. Naturalmente até ao dia em que Cavaco lhe apetecer reler o seu programa de candidatura, uma "bandeira" como qualquer outra.

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