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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

À LAPELA

João Gonçalves 15 Jul 06

Vagueando por outros blogues, percebo que ainda há quem considere a Maria João Avillez uma "boa" jornalista. Parece-me que ela tem dias. É um híbrido entre uma dona-de-casa sofisticada e uma curiosa com pretensões a "fazer história". Nunca percebeu que os outros - que ela entrevista - é que fazem "história" à conta dela. Nunca me hei-de esquecer de uma vez que ela chamou a Hintze Ribeiro, o "Índice Ribeiro". Não esteve, como é óbvio, à altura de Sócrates. Quis armar-se em "política", logo ela que não tem um pingo de talento para fazer perguntas sobre o que quer que seja. É "bem" estar de bem com a Maria João. Por isso, não houve ninguém, neste anos de democracia, que a não tivesse usado à lapela. Nisso, ela serve às mil maravilhas o regime, tal como o regime se serve dela.

COM A CABEÇA DENTRO DE ÁGUA - 2

João Gonçalves 15 Jul 06

Uma das instituições mais ferozmente corporativas, o Ministério Público, promoveu, no Porto, um jantar alegadamente destinado ao "convívio" entre magistrados e à comemoração dos 30 anos da Constituição. O dr. Cluny, o "patrão" do respectivo sindicato, lá veio com a magnífica conversa da "independência" face a quaisquer maiorias ou minorias. E aproveitou - ele e outros - para deixar a mensagem habitual, numa altura em que Souto Moura está de saída: os procuradores nao querem ninguém fora da corporação a mandar neles. Nos primórdios da "revolução", o esquerdismo dominante também contagiou o Ministério Público. Foi criado o sindicato e a respectiva corporação conseguiu ser equiparada a magistratura, como a judicial. Cluny, por exemplo, navegou anos a fio nas águas do PC. Outros, na extrema-esquerda. Só o pobre do dr. Souto Moura é que foi "criticado" em silêncio lá dentro - imagine-se - por ir à missa. O MP, ao contrário dos juízes, não administra a justiça nem, tão-pouco, a política. É bom que se assente nisto, de uma vez por todas. Não existe, como o dr. Cluny pretende sugerir todos os dias, nenhuma cabala contra o MP. Se alguma coisa de menos agradável sucedeu pelo caminho, deve-se mais a comportamentos casuísticos do órgão competente para promover a acção penal do que propriamente à "política", essa eterna "porca". O próximo PGR deve ser escolhido fora do Ministério Público. O regime tem muitas "figuras" adequadas e o poder judicial também. O MP é, naturalmente, independente. Todavia, ser independente não significa ir além do que deve ser. O Estado "acusador-público" não é etéreo. Vive e defende o Estado democrátic0 de direito, aquele que, por mais que lhe custe, resulta do sufrágio eleitoral. Não foi para isso que se fez a "revolução", onde tantas das actuais figuras de proa do MP se "formaram"?

PARABÉNS, PRESIDENTE

João Gonçalves 15 Jul 06


Quando vi o Presidente da República chegar aqui de comboio, alegrei-me. Afinal, sempre tinha dispensado uma avioneta ou um helicóptero. E obrigava os concidadãos a pensar no prazer que é suposto constituir uma viagem de comboio. Fiz muitas para Tavira, quando andava na tropa. Era uma experiência medieval. Tudo começava em Lisboa, no cais em frente ao ministério da Finanças. Seguia-se uma travessia de barco até ao Barreiro onde se "apanhava" o dito comboio. Entre cais e chegada, a coisa demorava mais de oito horas. Pelo caminho, parava-se por tudo e por nada, sobretudo para deixar passar outros comboios. Entretanto as auto-estradas cresceram, os comboios "modernizaram-se" e os carris ficaram sensivelmente na mesma. Para a viagem correr bem ao PR, veio uma "locomotiva-batedora" à frente para garantir que as linhas estivessem libertas para o "Alfa" presidencial. Pensava que era apenas a família Cavaco Silva. Parece, afinal, que eram mais. A "comitiva" deu para carruagem e meia, com direito a "gnr's" por todo o lado. Cavaco, educado na austeridade e nas linhas modestas do Algarve, não necessita que lhe preparem o fausto. Basta-lhe ser, como chefe de Estado, igual a si mesmo. Discreto, competente, oportuno e atento. Parabéns, Presidente, e muitos anos de vida.

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