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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

DOS BANANAS

João Gonçalves 11 Jul 06


"Portugal não pode ser uma República das bananas, muito menos de bananas." Meu caro prof. Vital Moreira, não pode ter mais razão. No nosso caso, porém, temos de viver com as bananas e os bananas que nos calharam em sorte. Como é que chegámos a descobrir mundos, é que eu ainda estou hoje para saber.

UM ABRAÇO...

João Gonçalves 11 Jul 06

... ao O Insurgente pelo destaque. Temos em comum o sermos liberais. Nem sempre pelos mesmos motivos, porém todos ferozes defensores da liberdade.

ALICE JÁ NÃO MORA AQUI

João Gonçalves 11 Jul 06


De uma penada, um porta-voz da GM disse tudo. Os custos logísticos, a pequena dimensão da fábrica da Azambuja quando comparada com o espaço em Saragoça, a quase totalidade dos fornecedores que não são portugueses, a "desvantagem competitiva" com a Espanha na produção do "Opel Combo". Em suma, um país da periferia, condenado a ser cada vez mais periférico. Chegou a condoer-me a conversa do pobre do dr. Manuel Pinho, sempre na estratosfera. Que vêm aí mais investimentos, nacionais e estrangeiros - onde estão, a não ser no "power point"? -, que vão pedir uma indemnização, etc., etc. Começo a pensar que nós é que devíamos pedir uma indemnização por termos um dr. Pinho como ministro da Economia. Alice já não mora aqui. Não há quem lhe explique?

A LICENCIOSIDADE

João Gonçalves 11 Jul 06

O Henrique Silveira regressou, em boa hora, da sua "digressão artística". Até eu, que tenho alguma estima política por Rui Rio, não posso deixar de me solidarizar com o Augusto M. Seabra. Por uma questão de maturidade da democracia em que é suposto vivermos. Gostava que o "colega" de jornal do Augusto também fizesse o mesmo. O ministro que inventou a "teoria da licenciosidade" já se foi embora. Ficaram sombras por aí?

SHOW BUSINESS - 3

João Gonçalves 11 Jul 06

Neste torvelinho que atravessa a "cultura", existe uma personagem misteriosa que é o actual secretário de Estado, Mário Vieira de Carvalho. Três anos depois, julguei que não fosse necessário voltar "à vaca fria". Mas, infelizmente, é. Vieira de Carvalho, segundo julgo saber, tem a tutela dos teatros nacionais por delegação da prof. ª Pires de Lima. Foi, até bastante tarde, um fervoroso adepto dos "amanhãs que cantam", na versão aprimorada da falecida RDA. É, por consequência, um musicólogo e um "intelectual" formado na melhor escola marxiana. "Reciclou-se" na "esquerda moderna " e aterrou de cabeça na Ajuda. A única posição pública de relevo que se lhe conhece, consistiu na transformação do Teatro Nacional D. Maria II numa delegação da FNAT/INATEL, da qual, até agora, não brotou uma ideia original. Pelo contrário, o TMDMII jaz, de novo, numa modorra incompreensível depois de uns anitos de alguma notoriedade graças a António Lagarto, expeditamente corrido por Vieira de Carvalho para dar lugar, no Rossio, a uma remake pífia do Teatro da Trindade do "neo-realismo" democrático. Acontece que Lagarto, à frente do TNDMII, deixou um acervo que a Direcção-Geral do Tesouro, a "accionista" da "sociedade anónima", sempre avalizou positivamente. E eu nem sequer sou adepto do "modelo SA". Mas tão-pouco simpatizo com a actual situação em que o "plano de actividades(?)" da nova dupla gestionária não "passou" no crivo da DGT, que tem obrigado o Teatro a governar-se com o que tem. E o que há - ou havia -, é um saldo positivo de cerca de 500 mil euros da anterior gestão e a reserva de capital legal obrigatória da SA. Em suma, Vieira de Carvalho, quando decidiu intervir, interveio mal, apenas para o pequeno episódio ad hominem. Se ele ainda for secretário de Estado da Cultura quando o famoso PRACE entrar em vigor, lá para a época Outono/Inverno, é de esperar o pior para os teatros nacionais e equiparados, à excepção de um ou outro caso mais "amigo". Aliás, é sintomático que uma criatura tão "reivindicativa" e imaginativa como Ricardo Pais, do São João do Porto, esteja tão caladinho. E quem diz Pais, diz outras personagens que silenciosamente tecem as suas teias. E não, não estou a pensar no actual director do São Carlos - com quem trabalhei e de quem discordei quando tive de discordar - pelo que posso afirmar tranquilamente que deve ter um papel decisivo na nova entidade que irá gerir o teatro de ópera e a Companhia Nacional de Bailado. Vieira de Carvalho, talvez por causa da sua "formação" política, não esqueceu nem aprendeu muita coisa. A "cultura" é que não tem culpa.

DANÇA COM LOBOS

João Gonçalves 11 Jul 06


Não fosse o mecenato da Fundação EDP e o dinheiro que a Companhia Nacional de Bailado recebe do Estado pouco mais daria do que para pagar o respectivo funcionamento. Existe, nos teatros nacionais, um tropismo insanável que só uma reforma profunda do modelo de gestão poderá eventualmente atenuar. O peso das despesas de funcionamento é brutal quando comparado com o que sobra para a produção artística. É assim na CNB, é assim nos restantes teatros nacionais. Por exemplo, no São Carlos, que eu conheci bem, num orçamento de, digamos, onze milhões de euros, nove são para funcionamento, sobrando dois para a produção artística, a que acresce o mecenato do BCP. O ministério da Cultura, ao abrigo da famosa "gestão flexível", passa o tempo a tapar um buraco aqui ou ali, até que se destape o próximo. Não se sai disto. Quando eu defendi que o São Carlos devia fechar para se "reestruturar", caíu-me o "carmo e a trindade" em cima. A "técnica" é sempre a mesma: "chutar a bola para a frente" e remover a poeira para debaixo de tapete. A auditoria que o Tribunal de Contas realizou à CNB, olha para o modelo de gestão em vigor e, naturalmente, critica-o e propôe sanções. Se o Tribunal fizesse o mesmo aos restantes organismos similares, as conclusões não seriam muito diversas. Basta estar atento à "história" dos últimos vinte e tal anos destas instituições para se perceber que a tutela, quer sob a forma de secretaria de Estado, quer sob a forma de ministério, nunca soube bem o que fazer delas. A instabilidade legislativa e financeira a que têm estado sujeitas, não é da responsabilidade dos respectivos órgãos de gestão, também eles permanentemente em "danças" e em "mudanças". Meio a brincar, meio a sério, enquanto estive na direcção do São Carlos costumava dizer que aquilo só era governável em ditadura. Depois, pelo meio, há uma imensa pusilanimidade em tudo isto. Da parte da tutela - quase sempre - e da parte dos "escolhidos" para dirigir. Não é à toa que o relatório do Tribunal de Contas teve tanta publicidade quando, todos os dias, saem idênticas prosas sobre outras organizações públicas. Piedosamente, o ministério veio garantir "ajuda" e "confiança" em quem primeiro deixou ser enxovalhada, sozinha, na praça pública, sabe-se lá com que intenções. Ana Pereira Caldas é apenas um caso de "dança com lobos". Há por aí muitos mais.

O REQUERIMENTO

João Gonçalves 11 Jul 06

O sr. Gilberto Madaíl, um dos "sempre-em-pé" mais patuscos do regime, pretende que as finanças isentem de IRS os rapazolas da selecção - inerente ao prémio de 50 mil euros que cada um vai receber - em virtude dos "feitos" transcendentes a favor da pátria, realizados na Alemanha. Se isto pegar, todos os que sentem que o seu contributo para o prestígio da nação merece uma isenção fiscal, corram à repartição de finanças mais próxima e acenem com o requerimento.

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