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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

LENDO OUTROS

João Gonçalves 3 Jul 06

Este belíssimo post da Fátima</a> sobre um grande filme - Nostalgia, de Andrei Tarkovski - que pouco deve dizer aos "cinéfilos" de hoje, mais "encantados" com coisas chamadas "Bonecas russas". "Gorchakov acaba por morrer também. E tanto a sua morte como a de Domenico - repare-se que Gorchakov representa a memória de uma pátria verdejante e imensa, uma Rússia inexistente, e Domenico representa as ruínas italianas, a memória histórica de algo que já foi mas nada mais é que ruínas - acentuam uma ideia: o mundo continuará o mesmo apesar da morte deles."

OS PADRÕES ESTABELECIDOS

João Gonçalves 3 Jul 06

Nem toda a "esquerda" embandeira em arco com a semântica do futebol. Este post do Filipe Nunes sobre o inenarrável professor Marcelo "dos últimos dias", evidencia como a bola pode ser a epifania do regime. Não apenas por causa do Mundial, mas sempre. "E se fosse Santana Lopes? Já toda a gente lhe tinha caído em cima, claro. Não por ter havido, desde sempre, uma deliberada má-vontade para com Santana, mas porque Santana é Santana e Marcelo é Marcelo. Marcelo está ali sempre no limite do aceitável, mas, para os padrões estabelecidos, nunca chega a ultrapassar esse limite."

UM VENCIDO

João Gonçalves 3 Jul 06

"Todos os políticos acabam vencidos", disse Pulido Valente na entrevista ao Diário de Notícias. No seu "adeus às armas", Freitas do Amaral foi elogiado por Jerónimo de Sousa. O seu inexplicável "centrismo" e a sua pusilanimidade "diplomática" acabaram por agradar ao PC. Mais vencido do que isto não conheço.

LENDO OUTROS

João Gonçalves 3 Jul 06

"A I República foi uma ditadura. Pelo menos até ao consulado de Sidónio Pais [1917] foi uma ditadura jacobina, que tinha as cadeias cheias, destruía jornais, prendia pessoas sem julgamento ou bania-as arbitrariamente do território português. Não trouxe ao País nada de bom."

Vasco Pulido Valente, ao Pedro Correia, do Corta-Fitas, no Diário de Notícias

O NOME DA COISA

João Gonçalves 3 Jul 06


Ouço na rádio, logo pela "fresquinha", um juíz de tribunal de família comentar o início do julgamento das treze "crianças" que executaram friamente um sem-abrigo do Porto, a ou o tal que nunca teve direito a um rosto. O referido juíz falava acerca da circunstância de o julgamento não ser público. Perorou sobre as "crianças" e sobre os "prejuízos incalculáveis" (sic) que a "exposição pública" das ditas poderia trazer aos pobres quando crescerem. Para suavizar os "traumas" previsíveis das "crianças" entre os doze e os dezasseis anos, o "colectivo" é constituído por um juíz - supôe-se que a sério - e por dois "juízes sociais". Este assistencialismo insuportável e politicamente correcto impede, para não chocar a nossa hipócrita sociedade, que se dê o nome à coisa, tal como nunca se deu um rosto à vítima. As "crianças" vão acusadas de tortura, homicídio e ocultação de cadáver. Que eu saiba - e onde me ensinaram direito e outras coisas porventura ainda mais úteis para a minha vida - , estes, sim, constituem "prejuízos incalculáveis". O criancismo institucional e cínico deve parar à porta da evidência. Estes miseráveis não são crianças. São monstros em potência, meros criminosos comuns.

GRANDES FRASES

João Gonçalves 3 Jul 06


"Mourir est passivité, mais se tuer est acte."

André Malraux, La Condition Humaine

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