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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

INCRÍVEL?

João Gonçalves 25 Jun 06

Como é que uma pessoa inteligente e perspicaz como o Rui Costa Pinto pode escrever estas linhas dignas de um Manuel Luís Goucha? "O estado de espírito dos portugueses na rua é único. Sente-se confiança nos olhares. A simpatia explode em cada frase. Os sorrisos cúmplices marcam cada encontro." Até o meu amigo já está neste estado? É incrível , não é?

LUX AETERNA

João Gonçalves 25 Jun 06

Este Requiem, se possível, ainda é mais sublime que o outro, dirigido por Barbirolli. Cantam, com o coro e a orquestra do Alla Scalla, dirigidos por Herbert von Karajan, Leontyne Price, Fiorenza Cossotto, Luciano Pavarotti e Nicolai Ghiaurov. É bom para ver durante a bola, já que há em dvd.

LENDO OUTROS

João Gonçalves 25 Jun 06

Filipe Nunes Vicente, no Mar Salgado, "Hannibal Lecter na parvónia". "Era inevitável: o caso de Santa Comba trouxe à tona um batalhão de aspirantes a Clarice Sterling; ele é "passagem ao acto", ele é "retrato psicológico do psicopata", ele é tentar meter o Rossio na Betesga: conciliar uma colecção de louvores e décadas de boa vizinhança com a "personalidade do monstro"."

SERENIDADE

João Gonçalves 25 Jun 06

Dra. Ana Gomes, por que não experimenta o Zoloft? Não tem efeito imediato, mas, depois, é duradouro. Vá por mim.

FUTEBOLÃNDIA

João Gonçalves 25 Jun 06

Num dia como o de hoje, por que é que o José Pacheco Pereira ainda teima em ver televisão?

O ELOGIO DOS EUNUCOS

João Gonçalves 25 Jun 06


Sempre com o atraso de um dia, li no Mil Folhas do Público o habitual "ensaio" de Eduardo Prado Coelho. Antes de chegar ao livro de Coetzee, EPC discorre sobre Augusto M. Seabra que, no mesmo suplemento, tem andado a escrever sobre "crítica". Confesso que não tenho acompanhado a prosa de AMS. Pelo contrário, há muitos anos que acompanho a de EPC. Li a sua "tese" Os Universos da Crítica quando tinha vinte e poucos anos, acabadinha de sair. Naturalmente que a minha puerilidade adolescente - ainda por cima a estudar Direito - se deslumbrou com tanta citação, com tanto autor e com tanta "sabedoria". Dos ditos quinze livros (ainda segundo o Mil Folhas, noutro local) que o EPC escreveu, já li bastantes. E, em alguns deles, aprendi efectivamente alguma coisa, como, aliás, tinha aprendido muito nos do seu pai, o prof. Jacinto do Prado Coelho. Por razões várias, talvez ligadas à intensa presença do EPC em praticamente tudo, as suas escritas mais recentes deixaram de me impressionar e, no limite, de me interessar. Por outro lado, o seu imenso umbigo e vaidade, também me maçam. É o caso desta prosa dedicada ao AMS. A meio da coisa, EPC "explica" que AMS é um ressentido e alguém que não é digno "de confiança". E, por "não ser digno de confiança", nunca passou pela cabeça de ninguém atribuir-lhe "responsabilidades". Este segmento estalinista, lido a contrario, significa que EPC é alguém "de confiança" e a quem, por consequência, se pode entregar "responsabilidades". Não deixa de ter razão. No PREC, o EPC foi um diligente activista do PC como Director-Geral da Acção Cultural (só o termo, "acção cultural", põe os cabelos em pé a qualquer um), pelo que era nitidamente "de confiança". Depois, com a mesma naturalidade, EPC "deslocou-se" progressivamente para um "plano", digamos, mais "libertário-corporativo", traduzido no apoio a essa maga do "basismo católico" que foi a generosa Maria de Lurdes Pintasilgo. Desses tempos ficaram umas résteas que EPC usa em prol do Bloco de Esquerda, quando lhe apetece ou convém, o que não o impediu de ter feito a "corte" ao então primeiro-ministro Cavaco Silva, a quem deve a aquiescência para o cargo de "conselheiro cultural" da pátria em Paris. Até aqui, só "confiança" e "responsabilidades", naturalmente. Como lhe compete, parece que é militante do PS, sem ser um "ortodoxo". Esteve com Manuel Alegre e zurziu metodicamente no dr. Soares. Nos seus textos, promove e despromove quem ele entende ser digno da tal "confiança" - a dele - e de eventuais" responsabilidades". Para este efeito, o Augusto M. Seabra é, no plano em que se move EPC, um homem morto. O argumento da "confiança", usado por alguém que até normalmente consegue pensar, é perigoso. E faz escola noutras áreas. Nunca esperei ver o EPC fazer o elogio dos eunucos.

LIBERA ME

João Gonçalves 25 Jun 06


Ouço, neste dia do Senhor onde sobram as nuvens, a "missa dos mortos" de Verdi. Um Requiem onde cantam as vozes sublimes de Montserrat Caballé, de Fiorenza Cossotto, de Jon Vickers e de Ruggero Raimondi. São o sol possível neste dia absurdo, não tão diferente assim dos outros com sol.

Libera me, Domine, de morte aeterna,
in die illa tremenda,
quando coeli movendi sunt et terra.

DIVIRTAM-SE

João Gonçalves 25 Jun 06


Leio que cerca de trezentas (300...) pessoas participaram na "parada gay" de Lisboa. Parece que se seguiu um "arraial" que deve ter sido tão deprimente como a "parada". Há coisas que só valem a pena quando são a sério e sérias. É claro que, no caso vertente, nada pode ler levado a sério. Nem sequer a título de festa, de pura festa, como lá fora, com milhares ou milhões de pessoas indistintas. Em primeiro lugar, folclorizar as alegadas diferenças sexuais com manifestações de rua perfeitamente ridículas, só contribui para estigmatizar ainda mais - sobretudo numa sociedade analfabeta e nada cosmopolita como a nossa - a "diferença" de que se reclamam os "activistas" destas coisas. Aliás, a volúpia dos "activistas" é mesmo essa: acentuar a pretensa "diferença" para passarem a vida nestes fandangos, "culpando" a mazinha da sociedade pela "exclusão". Vai daí os "activistas" exigem, como vulgares sindicalistas do sexo, direitos. Casamento, divórcio, pensões de alimentos, adopção de criancinhas, condomínios fechados, etc., em suma, tudo o que um bom "homem médio maioritário" gostaria de ter. Não percebem, na sua alegre inconsciência, que, quanto mais berram, menos têm. Em segundo lugar, há que assentar definitivamente uma coisa. Não adianta vulgarizar rua afora comportamentos privados. Nem homossexuais, nem heterossexuais. Até porque as "barreiras" entre uns e outros estão demasiado esbatidas e a realidade está longe de ser o que os "activistas" ou o crédulo "homem médio" supõem. Quantos "heterossexuais" não correm do amante ou da amante para os braços quentinhos e aconchegadores da mulher ou do marido ao fim do dia? E quantos "homossexuais" não gostam de "curtir", para além do namorado ou da namorada, com pessoas de sexo diferente? Tenham juízo. Vão para casa - todos, sem excepção - e divirtam-se.

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