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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O ORDENAMENTO

João Gonçalves 17 Mai 06


O governo propôe-se "ordenar" o território nacional até 2025. Será que, por essa altura, ainda haverá um Estado-Nação chamado Portugal?

LER OS OUTROS

João Gonçalves 17 Mai 06


De Pinho Cardão, no Quarta República, "Nem um banquinho...". "A separação da Igreja do Estado, princípio fundamental e indiscutível, pode muito bem coexistir com normas de cortesia entre os mais proeminentes órgãos representativos de cada uma daquelas entidades. Se todos os fundamentalismos são condenáveis, incluindo o religioso, este tique de fundamentalismo, jacobinamente republicano, também o é certamente."

ALISTAMENTO

João Gonçalves 17 Mai 06


Ao fazer o gesto cada vez mais reles de ligar a televisão, reparo que o euro-festival da canção está por perto. Ao início, quando essa transmissão ainda era um acontecimento, os da casa ainda conseguiram fazer mais ou menos boa figura, dentro de algum provincianismo vaidoso que sempre os caracterizou. Daqui a uns tempos, vão lá umas petizes avantesmas dignas da produção massificante da imundice. O resto, como e porque convém, interessa muito pouco. Portugal vive enrascado com a bola, com os fogos, com glórias vãs, com gente miseravelmente rica e com o alistamento ao mau hábito das instituições. Safam-se meia dúzia de ricos eruditos, ditos mal dizentes e tratados tão mal quanto é exigido à moléstia.

BICHOS & ALMOCREVES

João Gonçalves 17 Mai 06


Não sou dado aos parabéns blogosféricos. Sou mau em efemérides, sobretudo com as pessoais. Porém, abro duas excepções. Uma por causa da qualidade e a outra por causa da amizade. Boa noite e boa sorte.

OS NÓDULOS DO SISTEMA

João Gonçalves 17 Mai 06


Vale a pena ler este texto de Maria José Morgado sobre "o combate à corrupção". Andamos distraídos pela espuma - bola, milhões para isto e para aquilo, as lideranças da oposição, o governante tal, os apetrechos a que alguns chamam de maternidades, um dichote parvo de alguém, etc., etc. - e escapa-nos o essencial. Quando uma sociedade se dissolve mansamente, é natural que floresça por aí a corrupção - a esconsa e a mais "profissionalizada" - e se acentue a demissão do Estado enquanto "acusador público", para recuperar uma expressão feliz de Medeiros Ferreira. Também a promiscuidade entre distintas funções de soberania, não ajuda ao exercício. MJM chama-lhes "nódulos do sistema". "Num país de empregados públicos o discurso oficial contra a corrupção não existe, ou é supersticioso."

UM DOS NOSSOS

João Gonçalves 17 Mai 06


Por um texto de Teresa de Sousa no Público, fico a saber que Ramin Jahanbegloo, um intelectual iraniano, foi detido pelas "autoridades" do seu país no aeroporto de Teerão, em finais de Abril - só a 3 de Maio é que o Irão revelou o facto - alegadamente por ser demasiado "internacionalista". Dele foi reeditado recentemente entre nós o livro "Quatro entrevistas com George Steiner", pelas Edições Fenda. Aliás, Steiner é o primeiro nome a figurar num pedido público de libertação de Jahanbegloo, promovido a partir da revista Esprit onde colabora o académico iraniano. O cosmopolitismo é um sinal de civilização. Ramin Jahanbegloo é um cidadão do mundo que vive e escreve para "tentar perceber", coisa aparentemente considerada criminosa e "ocidental" pelas luminárias primitivas de Teerão. Por isso Ramin é, acima de tudo, um dos nossos.

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