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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

ATRACÇÃO FATAL

João Gonçalves 11 Mai 06

Em compensação, há quem esteja satisfeito com os "seus" jornalistas (foto sonegada ao JPH). Carrilho devia pôr os olhos neste magnífico exemplo e, ao mesmo tempo, revisitar o seu passado recente. A atracção mútua entre a política e o jornalismo começa geralmente por ser uma atracção feliz que degenera, quase sempre, numa atracção fatal.

O QUE É A FILOSOFIA

João Gonçalves 11 Mai 06


Tive o cuidado de assistir à entrevista de Manuel Maria Carrilho a Judite de Sousa. O exercício correspondeu ao desenvolvimento de uma célebre frase de François Mitterrand proferida nas exéquias de Pierre Bérégovoy quando, referindo-se à "campanha" movida contra o seu ex-primeiro-ministro, mencionou, a propósito dos jornalistas, "os que puderam lançar a honra de um homem aos cães". Carrilho foi mais incisivo e terá mesmo falado em "matilha". A nuance - fortíssima - é que Carrilho não é Mitterrand. Não está à altura. Insisto. Carrilho tem um problema qualquer do foro psicológico que o impede de reconhecer por que perdeu. Curiosamente tudo o que disse a Judite de Sousa reavivou os principais motivos. Para me esquecer "deste" Carrilho, vou já reler o seu pequeno e instrutivo "o que é a filosofia". Coisa que o seu autor, mais ajuizadamente, também devia fazer.

O MOBILIZADOR

João Gonçalves 11 Mai 06


O sr. Kofi Annan, na sua sábia ingenuidade, nomeou o nosso dr. Jorge Sampaio para, em nome da ONU, "acabar com a tuberculose" no mundo. Sampaio e o seu staff têm dois anos para consumar esta meritória tarefa que consistirá essencialmente em conversinhas "de pé de orelha" e em conferências com vista a "mobilizar a comunidade internacional" para o combate à doença. O propósito é amplamente meritório. Acontece que, em dez anos, o dr. Sampaio não conseguiu "mobilizar" o país a que presidiu. Como é que agora, em apenas dois, vai "mobilizar" o mundo?

UMA SOMBRA

João Gonçalves 11 Mai 06


"Oh vida dos mortais, não é só de hoje que a considero uma sombra, e direi sem temor que entes humanos que passam por hábeis e ávidos de ciência estão condenados à mais dura das punições. Entre os mortais, não há um homem feliz. A opulência, quando aflui, pode dar a um maior êxito que a outro, mas a felicidade não."

Eurípedes, Medeia

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