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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

ESTADOS DE ALMA

João Gonçalves 6 Mai 06


Estado em que uma pessoa pode ficar se pensar excessivamente em Portugal (cortesia O Jumento)

ALMEIDA

João Gonçalves 6 Mai 06

Apareceu na televisão um rapazinho chamado João Almeida. Com o cabelo cortado "à penico", como compete a um "beto" que se preza, o dito Almeida parece que cobiça o lugar do dr. Ribeiro e Castro, o líder bruxelense do CDS. Almeida é, à direita, um produto do 25 de Abril, da mesma forma que Bernardino Soares o é à esquerda. Este é ligeiramente mais crescidinho e já tem direito a ser presidente do grupo parlamentar do PC. Almeida é mais ambicioso apesar da tenra idade. Com criaturas destas a representarem a "política", não admira que mais de 60% dos autócnes não ligue pevas à dita política. Almeida gere uma juventude partidária e é um retrato fiel do que se pode esperar dos futuros interessados em pastorear a pátria. O CDS merecia melhor do que isto. Nós também.

GLOSAS

João Gonçalves 6 Mai 06


Em alguns comentários anónimos é salientada a minha admiração intelectual por Joseph Ratzinger como incongruente com o que digo. Por exemplo, ter escrito que "gosto de pouca gente e desconfio da natureza humana, como Ratzinger" torna impossível que, segundo o comentarista, Ratzinger possa ser líder espiritual e institucional de milhões de pessoas quando "desconfia" delas e "gosta de pouca gente". Apenas uns esclarecimentos. Quem efectivamente gosta de pouca gente sou eu e não o Papa. Com ele partilho "intelectualmente" um certo pessimismo antropológico que me faz, e à Igreja, desconfiar da natureza humana. Se a Igreja confiasse plenamente no "homem", não precisava existir. Bastava-lhe ir para as feiras vender tapetes persas e ler a Bíblia em voz alta. A Igreja existe justamente porque o homem é imperfeito e tolo. Nada disto tem a ver com a "caridade cristã" distribuída como preservativos pelo assistencialismo "social" e pela caridadezinha burguesa. Se os comentaristas lerem com atenção a encíclica de Bento XVI, "Deus caritas est", a noção lá expressa da "caritas" - imperfeitamente traduzida para português como "amor" - nada tem a ver com essa concepção hipócrita do "amor pelo próximo" divulgada em actos e omissões por aqueles que, por muito baterem com a mão no peito, se julgam "melhores" que os outros. Aprendi há muitos anos que Deus nos manda ser bons, mas que não nos manda ser parvos. Ratzinger também.

PAÍS SIMPLEX

João Gonçalves 6 Mai 06

Ler aqui um exemplo de como, por mais que nos espremamos, não vamos a lado nenhum.

FAÇA FAVOR

João Gonçalves 6 Mai 06

Em Julho do ano passado, Freitas do Amaral alimentou publicamente a esperança de poder ser apoiado pelo PS para Belém. Dentro do partido, pessoas como José Lello andavam pelos corredores a defender a ideia e a angariar "apoios". No primeiro de muitos gestos negativos da sua candidatura, Mário Soares fez a famosa entrada de leão para impedir esta deriva "liberal" do partido de que foi fundador. O desfecho é conhecido. A "marca" inicial de Freitas no governo socialista teve contornos caricaturais, não apenas por causa do objecto da controvérsia, mas sobretudo pela ambiguidade demonstrada pelo ministro, isto para ser caridoso na adjectivação. Sucederam-se entretanto outras peripécias e, ainda recentemente, Freitas declarou-se não politicamente morto o que não significava, antes pelo contrário, que estivesse exactamente "vivo". Agora vem dizer-nos - a nós, leitores, e em primeira linha a Sócrates - que está "cansado" de ser ministro e que lhe doem "as cruzes" por causa das viagens constantes. Freitas está enfastiado, um pouco como Guterres ficou em 1999 quando, por um triz, não lhe deram a maioria absoluta. A ele, Freitas, não lhe deram a candidatura. Amuou porque percebeu que é um homem "datado". Quer ir manifestamente embora. Faça favor.

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