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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O EMPREENDEDORISMO

João Gonçalves 3 Mai 06

As "empresas numa hora", tão pomposamente anunciadas pelo eng. º Sócrates como um "ex-libris" do Simplex, já começaram a dedicar-se à suave arte portuguesa do gamanço. Ou seja, criaram-se "numa hora" para aldrabarem melhor e mais depressa em seguida. Existe melhor empreendedorismo do que este?

A PRECISAR DE FREUD

João Gonçalves 3 Mai 06


Para comemorar os cento cinquenta anos do nascimento de Sigmund Freud, várias prosas têm sido deitadas cá para fora um pouco por todo o lado. Hoje, no Público, calhou a vez a Eduardo Prado Coelho. Fico-me por esta frase: "enquanto os homens se definem por uma identidade simplistamente fálica, as mulheres têm uma identidade em aberto, oceânica, que nenhum artigo definido poderá limitar". Palavra de honra. Deve ser por estas e por outras que, como escreve o João Pedro George, EPC pode provocar "uma euforia enorme, seguida de perda de consciência". O velho divã continua a fazer muita falta.

UMA OBRA

João Gonçalves 3 Mai 06

A acção, com ampla cobertura mediática e devidamente orquestrada por um especialista na matéria, o secretário de Estado José Magalhães, visava "combater" o tráfico de armamento. Pelo Anarca e pela capa de um jornal, fico a saber que o Estado, por intermédio de seiscentas pessoas (600...) , entre elementos das forças de segurança, agentes da PJ e magistrados, "conseguiu" a fantástica proeza de apreender "13 caçadeiras, três carabinas, uma pistola de 9 milímetros e duas pistolas de calibre 6.35, 500 munições, 22 carregadores de 9 milímetros e dois silenciadores". O pormenor dos "dois silenciadores" é tocante e o "arsenal" encontrado ainda mais. Bendito Estado que zela tão eficazmente pela nossa segurança e que obtém estes estrondosos resultados na luta contra o crime. É, sem dúvida, uma obra. Ontem foram seiscentos para isto. Amanhã, quem sabe, uns milhares. Podemos dormir descansadinhos.

UMA ESTÁTUA PARA BÉNARD

João Gonçalves 3 Mai 06

A saga "Bénard da Costa" continua. Suspeito que só terminará algures no próximo século quando lhe erguerem uma estátua à porta da Cinemateca Portuguesa. Aparentemente não param os apoios à continuação da criatura à frente do organismo, sobretudo de gente que nada tem a ver com o cinema. Luís de Pina, por exemplo, nunca existiu e a "história" da Cinemateca parece ter sido escrita exclusivamente a partir do cândido e generoso Bénard. É, pois, de utilidade ler o que António-Pedro Vasconcelos diz sobre o assunto, conforme reprodução do Eduardo Pitta. A modéstia tem impedido Bénard de "comentar" estes copiosos apoios. Também não precisa. Os encómios e o embaraço de Isabel Pires de Lima - que não resistiu à "pressão" de tanto vulto - falam por si. Os mandarins ainda podem muito.

A IRONIA

João Gonçalves 3 Mai 06

À conta da "reforma" da segurança social, o governo pretende fomentar a natalidade pela via contributiva. Tens mais filhos, pagas menos. Não tens nenhum ou poucos, pagas mais. Este criancismo forçado, imposto a partir do Estado democrático, incomoda e viola o princípio da sagrada "igualdade" constitucional, como se ele fosse real. A ideia do "casai-vos uns com os outros e pari" para salvar o país do apodrecimento genético e robustecer os cofres da segurança social, vinda de um executivo socialista, é uma ironia. No entanto, pensando bem, o que é este país senão uma imensa ironia?

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