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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

MISSA OFICIAL

João Gonçalves 10 Abr 06

Ainda falam do Berlusconi. Há pouco, no telejornal monitorizado pelo "sexy" escritor português José Rodrigues dos Santos, na RTP- 1, tivemos direito a minutos infinitos da tomada de posse do novo director da PJ como se fosse a tomada da Bastilha. Para além de piroso, o gesto dá que pensar.

EH...EH...EH

João Gonçalves 10 Abr 06

Ainda acaba a rir-se... Como escreve o Francisco, "o problema é os jornalistas quererem sempre votar, em directo, com entusiasmo e várias vezes por dia, nas eleições do estrangeiro. Foi assim nos EUA, foi (está a ser) assim em Itália."

PASTORAL AMERICANA

João Gonçalves 10 Abr 06

"Sim, estamos sós, profundamente sós e haverá sempre, à nossa espera, uma camada de solidão, ainda mais profunda. Não há nada que possamos fazer para contrariar isso. Não, por mais espantoso que isso nos pareça, a solidão não nos deveria surpreender. Podemos virar-nos todos cá para fora, mas a única coisa que acontece nessa altura é ficarmos virados para fora e sozinhos em vez de ficarmos virados para dentro, sozinhos."

Philip Roth, in "Pastoral Americana" via Desfazedor de Rebanhos

LER OS OUTROS

João Gonçalves 10 Abr 06

Sobre as eleições italianas, "Afinal, quem manipula?", de Pinho Cardão no Quarta República.

"Todas as opiniões recolhidas nas ruas são anti-Berlusconi; todos os intelectuais e jornalistas ouvidos opinam contra Berlusconi; todos os relatos da campanha salientam a truculência e má educação de Berlusconi. Um marciano que pousasse em Portugal ficaria a pensar que o homem é um facínora a monte ou a transladação para Itália de algum feroz ditador africano ou asiático dos nossos dias. Esquece-se que Berlusconi se submeteu a eleições livres e que já ganhou, já foi arredado e já voltou a ganhar. Esquece-se que a imprensa é livre em Itália, que os jornais o criticam violentamente e que existem outras estações de televisão para além da sua."

UM PRESIDENTE PROTAGONISTA

João Gonçalves 10 Abr 06

O Público traz um estudo da Universidade Católica (Pedro Magalhães) sobre o comportamemto do eleitorado nas últimas eleições presidenciais e sobre as expectativas dos pares em relação ao desempenho do PR. Quanto à primeira questão, confirmam-se duas coisas que já se sabiam. Cavaco Silva "atravessou" todos os eleitorados partidários - BE incluído - e, sobretudo, "furtou" ao PS votos que lhe tinham sido outorgados - a Sócrates, obviamente - em Fevereiro de 2005. Depois, as presidenciais e os candidatos mais votados mobilizaram o chamado eleitorado "independente" e que não simpatiza especialmente com o regime, leia-se, com os partidos do establishment (são todos). As campanhas partidariamente "brancas", como as de Cavaco e de Alegre, foram as que mais beneficiaram com este incómodo político-cultural do eleitorado. Daqui partimos para a segunda questão abordada no estudo da Católica. Decididamente os portugueses não querem uma banana no lugar do presidente. É clara a vantagem dos que esperam de Cavaco Silva uma presidência protagonista. É natural e era expectável. O regime, na sua demência narcísica, afundou-se de tal maneira na sua falta de credibilidade que as pessoas se viraram, com poucos meses de diferença, para duas personagens simetricamente austeras, Sócrates e Cavaco. Acontece que Sócrates, quando troca essa imagem pela da propaganda fácil, tende a deixar para um Cavaco solitário - o da "nova fase" da sua presidência - o papel da liderança político-institucional que, afinal, se espera do Chefe do Estado neste transe difícl por que passamos. As eleições presidenciais foram uma "lição" para os partidos, para todos sem excepção. Eu não alimento sentimentos anti-partidos, muito menos desejo partidos novos que normalmente já nascem envelhecidos. Todavia compreendo o cansaço que os cidadãos manifestam face ao regime e face aos "aparelhos" partidários, muito mais do que em relação aos partidos enquanto formulações indispensáveis em democracia. Daí o sentido do voto de Janeiro último. Um sinal de que o presidente não pode estar demasiado tempo sentado no famoso cadeirão.

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