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portugal dos pequeninos

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UM LIVRO

João Gonçalves 4 Abr 06


Da Cidade Nervosa, de Enrique Vila-Matas (Campo das Letras). Também passa por cá.

A POLÍCIA DELE

João Gonçalves 4 Abr 06

No tempo do dr. Santana Lopes - e mesmo do dr. Barroso - era relativamente vulgar dar com altos dirigentes da administração pública a perderem a confiança nos respectivos ministros e a baterem ruidosamente com a porta. Esta originalidade - costuma ser ao contrário - passou para o actual governo, como se viu com as declarações do ex-director da PJ. Não havia relação institucional, disse o homem várias vezes. Digamos, por piedade, que se desautorizaram mutuamente. Porém, o dr. Alberto Costa para já permanece. Nos tempos do bonzinho Guterres, ficou famoso por ter alegadamente dito que a PSP, que então tutelava, "não era a sua polícia". Pelos vistos a Judiciária também não é. É caso para perguntar a Alberto Costa se ele tem a certeza que é o "nosso" ministro da Justiça.

GOVERNAR POR SIGLAS

João Gonçalves 4 Abr 06

Graças ao Paulo Gorjão, apercebi-me que há mais uma sigla governativa a ter em consideração, o PAMPA (Programa de Apoio às Missões de Paz em África). Até Vasco Pulido Valente, um céptico por natureza, se rendeu na crónica do passado domingo ao sortilégio da sigla SIMPLEX (Programa de Simplificação Administrativa e Legislativa). Eu próprio começo a sentir-me mal por não arranjar uma sigla de estimação nas múltiplas que o governo me propôe. Para além destas, temos o reluzente PRACE (Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado), o PNACE (Programa Nacional de Acção para o Crescimento e o Emprego), o famoso PEC (Programa de Estabilidade e Crescimento), o PNE (Plano Nacional de Emprego), o PARES (Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais) e o extraordinário PT (Plano Tecnológico) do dr. Pinho. Suponho que não será pela falta de siglas fantásticas que o governo vai falhar nos seus propósitos "modernizadores", uma actividade circum-escolar que tem invariavelmente ocupado os governos da nação, pelo menos desde o Marquês de Pombal, com o sucesso que conhecemos. Daqui até ao fim da legislatura, outras siglas aparecerão de certeza. Nessa altura, então, falamos.

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