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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O METRO

João Gonçalves 18 Fev 06


Para além da Casa da Música, o Porto também arranjou um sarilho chamado "Metro do Porto". De acordo com um relatório oficial que a "teoria da licenciosidade" em vigor não permite que se conheça na íntegra, a administração do dito tinha direito a uns "prémios" de gestão, uma simpática extravagância outorgada em 2000 pelo dr. Coelho na sua breve encarnação como ministro das obras públicas. Valentim Loureiro e os outros autarcas responsáveis pelo "Metro" avalizaram a coisa e o dinheiro foi distribuído em conformidade. Agora o governo quer "avocar" o "Metro", presumivelmente para colmatar os disparates que o tal relatório evidencia, mas que a opinião pública e pagante só pode conhecer "em parte". Nada disto seria muito importante se o referido "Metro" fosse um "modelo" em todos os sentidos e não apenas no estético e utilitário. Acontece que não é. É mais uma trapalhada onde, como dizia o ex-pai da Pátria, "o dinheiro aparece sempre".

INCREDULIDADE

João Gonçalves 18 Fev 06

Li e não acreditei.

COMEÇA BEM

João Gonçalves 18 Fev 06


O sr. Pedro Burmester, um dos expoentes da "cultura musical" portuguesa, que acumula com a de pianista e de gestor de equipamentos culturais, voltou à Casa da Música. A "inculta" Câmara Municipal do Porto e outros beneméritos da "direita" "conduziram" aparentemente Burmester para uma estrondosa demissão pela qual, aliás, recebeu a devida indemnização. Primeiro houve um "fadinho choradinho" em que participou o presidente da República com vista à "recuperação" do dito Burmester. Depois "traçou-se" um perfil de director artístico que, por mera coincidência, era o do pianista. Finalmente o próprio veio falar de "excessos", em jeito de mea culpa - não por causa da indemnização que prudentemente guardou, mas os dele contra Rui Rio - e aí o temos, de novo, ao leme do ex libris portuense. O que esta fantochada custa em dinheiro, não parece que custe muito em carácter. Razão tinha o dr. Soares que, numa das suas deambulações eleitorais, passou pela Casa da Música e lá foi dizendo que "o dinheiro aparece sempre". Para não destoar, a Casa da Música começa bem.

FAZER SENTIDO

João Gonçalves 18 Fev 06


Precisamente há um ano, a dois dias das eleições legislativas, escrevia-se aqui o seguinte: "Quando descer do limbo à realidade, Sócrates estará prisioneiro da velha evidência de que a vida é infinitamente mais rica do que a imaginação. Nunca o PS teve a votação que terá no domingo, e nunca o PS terá tanto trabalho duro pela frente, tanto mais exigível quanto maior for a "maioria". O país não está em condições de dar um segundo de tranquilidade a Sócrates, e ele sabe disso. Até agora, o PS cavalgou mais ou menos tranquilamente o nosso "não-querer-Santana-Lopes-e-Portas". A seguir, Sócrates terá que dar provas da sua coragem fria para fazer outra coisa. É esse o sentido do voto de muitos portugueses que normalmente não votariam no PS. Caso contrário, esse voto não fará sentido nenhum." Um ano depois, terá mesmo feito "sentido"?

DIZ O ROTO AO NU

João Gonçalves 18 Fev 06


O senhor "um milhão de votos", Manuel Alegre, permanece impavidamente em Marte. Perdeu as eleições, com os outros quatro, mas tem um "movimento" e tem "causas". Talvez por isto e por se supôr subtil e imprescindível, Alegre está à espera que José Sócrates lhe telefone. Imaginam para quê? Eu não e suponho que Sócrates também não. Como o primeiro-ministro não lhe telefona, Alegre manda-lhe recados. "Sócrates não tem experiência internacional e Freitas, no estado em que está, não dá garantias", disse o bardo. Realmente, Freitas não está - como, aliás, raramente esteve - em muito bom estado. Todavia será que Manuel Alegre já reparou no "estado" dele?

OBRIGADINHA

João Gonçalves 18 Fev 06

"As posições de Freitas do Amaral enquanto ministro dos Negócios Estrangeiros são posições do Governo."
Siva Pereira, Ministro da Presidência

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