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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

TOMÁS TAVEIRA

João Gonçalves 17 Fev 06


Por causa de uma prosa que li no Hardblog o mês passado, reproduzida parcialmente aqui, percebi que reinava escândalo na cabeça de "ilustres" figuras da nossa "cultura" e da nossa arquitectura, em particular, por o arquitecto Tomás Taveira ter sido nomeado para o conselho consultivo do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR). O dito escândalo manifestou-se agora sob a forma de "carta aberta", com 150 assinaturas, entregue no ministério da Cultura. Entre outros mimos, as notabilidades consideram um "insulto" e um "ultraje" a presença de Taveira no referido conselho e lembram, quais inquisidores de dedinho espetado, que foi "reformado compulsivamente" da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa. Se lermos os nomes das notabilidades que se eriçam contra Taveira, encontramos a "nata" do establishment no sector. Ou seja, trata-se de uma reacção corporativa e tipicamente de capela por parte de umas criaturas talentosas - algumas são-no, de facto - que o regime tem protegido e abençoado. Estão lá praticamente todas. Esta gente, como na política, considera-se dona dos costumes e das coisas em que mexem e onde sobrevivem. Fazem parte de um petit comité que se protege mutuamente e que, quase sempre, encontra no poder alguém que se babe para cima deles. Muitos ocuparam anos a fio cargos oficiais e "custa-lhes" - o termo é este - que um "renegado" como Taveira também possa ocupar. Tomás Taveira é um grande nome da nossa arquitectura contemporânea e, para sua infelicidade, não é tão "perfeitinho" como os seus algozes. O seu nome caiu na "boca do mundo" apenas por ser um bom profissional com defeitos humanos. As "virgens ofendidas" da "carta aberta" imaginam-se modelos virtuosos e cumpridores de padrões "morais". São mais uns quantos que estão muito bem uns para os outros.

FAZER DE CONTA

João Gonçalves 17 Fev 06


"Everyone enjoys a game of make-believe now and then. Of course, the ways in which we play can vary greatly. Sometimes we tell ourselves work won't interfere with our family life. Sometimes, we imagine certain relationships to be more meaningful than they really are. Occasionally, we put on a show, as if to convince ourselves our secrets aren't really all that terrible. Yes, the game of make-believe is a simple one. You start by lying to yourself... And if you can get others to believe those lies, you win."

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