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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

CADA CAVADELA SUA MINHOCA

João Gonçalves 12 Fev 06

O doutor Freitas do Amaral voltou a falar. Desta vez em Évora onde, com Jorge Sampaio, andou a passear Aga Khan. Num momento digno da pior dramaturgia da ex-FNAT, em boa hora recuperada para o Teatro Nacional que reside no Rossio, Freitas advertiu solenemente que "nós é que somos os agressores" (leia-se "nós", os bárbaros ocidentais). Depois, num exercício de beatitude multiculturalista aprendida à pressa num corredor esconso das Nações Unidas, o nossso ministro dos Negócios Estrangeiros, sem se rir, propôs uma espécie de "campeonato de futebol euro-árabe" para "apaziguar" os espíritos. Não sei se José Sócrates já avaliou no que é que se anda a meter com estas "cavadelas" de Freitas do Amaral. Até agora tem sido só ele a falar. Todavia, e apesar da pré-demência das declarações, parece-me que Freitas, que é simultaneamente ministro de Estado, "fala" pelo governo que Sócrates dirige. Assim sendo, eu tenho que perguntar: afinal a que é que preside Sócrates?
Adenda: Ainda bem que o José Pacheco Pereira também viu e ouviu o que eu vi e ouvi, não fosse eu acusado de má língua.

ATINGIDOS PELA CEGUEIRA

João Gonçalves 12 Fev 06


Devagarinho, sem um murmúrio e em concordância com a "natureza das coisas", a "gripe das aves" vai chegando à "civilização". Na Grécia e na Itália, precisamente os berços da dita, apareceram cisnes infectados com a estirpe mais violenta. Tinham logo que ser cisnes, animais cujo porte altivo e beleza indismentível dificilmente associamos à ideia da morte, salvo nas metáforas musicais de Piotr Iyitch Tchaikovsky e de Camille Saint-Saens. Todavia é um espectro de morte anunciada que mansamente pode descer sobre a Europa e, se assim for, não haverá Luz que nos redima. Os burocratas da medicina e da "saúde pública" garantem, como de costume, que estão prevenidos e que andam a cuidar da nossa "prevenção". Não tarda instalar-se-á um pequeno pânico e o alarmismo populista não conhece limites, muito menos "razoáveis" ou científicos. Os deuses andam definitivamente zangados connosco e escolheram o velho Olimpo para o demonstrar. Na sua peça "europeia", A Morte de Empédocles, Hölderlin escreve que aos mortais nada é dado de graça: "aquele que olhou para mais alto do que podem os mortais/agora, tacteia, atingido pela cegueira".

"O CHOQUE DAS CIVILIZAÇÕES - 3"

João Gonçalves 12 Fev 06

"Manyon [Julian. jornalista do Spectator] perguntou há uma semana a Abu Tir, outro chefe do Hamas: "Vão acabar com as missões suicidas contra civis?". E Abu Tir nem sequer fingiu: "Se o ocupante tem medo dessas operações, que saia da nossa terra". É com esta gente que, atrás de Chirac e de Putin, Freitas do Amaral se prepara para "dialogar". Um "diálogo" que dispensa a garantia do reconhecimento de Israel e da extinção do braço armado do Hamas. Pior ainda, um "diálogo" que desfaz gratuitamente a posição comum da América e da "Europa"na matéria. O homem perdeu a cabeça."

Vasco Pulido Valente in O Espectro

"O CHOQUE DAS CIVILIZAÇÕES" - 2

João Gonçalves 12 Fev 06


O Paulo Gorjão, sempre generoso, sugeriu-me a leitura do "original" de Samuel Huntington. Cá está, com as ressalvas que a patine do tempo e a "história" mais recente aconselham."Western ideas of individualism, liberalism, constitutionalism, human rights, equality, liberty, the rule of law, democracy, free markets, the separation of church and state, often have little resonance in Islamic, Confucian, Japanese, Hindu, Buddhist or Orthodox cultures. Western efforts to propagate such ideas produce instead a reaction against "human rights imperialism" and a reaffirmation of indigenous values, as can be seen in the support for religious fundamentalism by the younger generation in non-Western cultures."

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