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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

O HOMEM UNIDIMENSIONAL

João Gonçalves 1 Fev 06

"O dr. António Costa, ministro da GNR e das Polícias, que anunciou o seu cartão [de cidadão] com a vaidade provinciana do indígena numa conferência com Bill Gates, também disse que não o move o menor "preconceito contra o Estado" e garantiu que não "abdicará" de nenhum serviço e de nenhum funcionário. Inesperado, não é? Na América e na Inglaterra, ainda não existem documentos de identificação universal (como coisa distinta da carta de guiar, por exemplo) legalmente obrigatórios."
Vasco Pulido Valente in O Espectro

DA TRAIÇÃO

João Gonçalves 1 Fev 06

"Há homens que não suportam a ideia da amizade por verem nela apenas uma submissão ao de quem são amigos. E a forma de lutarem contra tal submissão é traírem. Há homens em quem a traição é assim a forma inata de afirmarem uma independência que não têm" (Vergílio Ferreira, Conta-Corrente 4)
In Almocreve das Petas

DEBAIXO DO VULCÃO

João Gonçalves 1 Fev 06

"The tragedy is not in time but in our hearts."

SOLDADO RASO

João Gonçalves 1 Fev 06

"Manuel Alegre meteu a esquerda num grande sarilho e o seu milhão de votos parece que não vai servir para nada. Nem sequer para lhe dar estatuto na AR. Vice-presidente com um milhão de votos? Antes soldado raso. Pior só um movimento cívico saído desta confusão."

Medeiros Ferreira in Bicho Carpinteiro

"LENA" E "TERESA"

João Gonçalves 1 Fev 06


Antes de passar para o canal Fox Life para consumir a minha dose diária de "Will & Grace", crivaram-se-me ontem os olhos numas moças portuguesas que queriam casar. Uma com a outra, naturalmente. O argumentário é conhecido e o nosso colega Grave Rodrigues compôs o ramalhete jurídico. Também o António me ajudou a reflectir: "a temperança não pode ser a prioridade portuguesa nesta altura". Segundo percebi, o homem da conservatória, firme e hirto como mandam a lei e os costumes, deu um "tempo" a si próprio para "fundamentar" a decisão previsível de não casar as referidas moças. Até Alberto Costa, o ministro, apareceu a dizer que a conservatória deve aplicar a lei civil com toda a diligência, concluindo igualmente pela inviabilidade do "sonho" das criaturas. Já por várias vezes exprimi aqui a minha desconfiança em relação ao instituto jurídico do casamento. Estranho a intervenção de um papel nas relações íntimas entre duas pessoas. Julgo que o essencial dessas relações nada tem a ver com a forma. Não é por muito mendigarem um "casamento" civil que a "Lena" e a "Teresa" alteram a natureza das coisas. Quer a natureza propriamente dita, quer a natureza do seu respeitável sentimento mútuo. Pelo contrário, este folclore mediático em que parece que participaram umas "dezenas de pessoas" que nada têm a ver com a relação das raparigas, só contribui, aos olhos da opinião pública (pense-se dela o que se pensar), para apoucar a pretensão. Em matéria de relações entre pessoas, sejam elas quais forem, eu sou um privatista impenitente. Defendo a tutela jurídica de situações confirmadas pelo tempo, todavia não me comove a ideia do casamento para as "proteger". Já é suficientemente má para os chamados heterossexuais, como todos os tribunais por esse país podem confirmar sem necessidade de certidão passada. A apetência por mulheres, por homens ou por ambos resolve-se normalmente entre quatro paredes. Incomoda-me tanto a exibição pública da "homossexualidade" como da "heterossexualidade". Detesto o associativismo sexista, seja de que “lado” for, bem como a retórica da discriminação. Julgo, aliás, que a pulsão anti-segregacionista é negativa. Há pessoas que adoram espremer por aí a sua "diferença" e exibi-la como um troféu. Não é pela pilhéria e pelo mau-gosto que se consegue ser respeitado. É, sobretudo, não tentando chamar frivolamente a atenção para a circunstância de que existem "diferenças" onde elas manifestamente não devem existir. Nesta matéria, mais vale, no “corpo” e no “espírito”, viver apenas o lado privado da vida de cada um.

TUDO BONS RAPAZES

João Gonçalves 1 Fev 06

Ouvem-se os ilustres membros da comissão política do PS a perorar e não se percebe como é que Sócrates "encaixa" neles e eles "encaixam" em Sócrates. Os mais delirantes já falam em "começar" a preparar as eleições presidencias por causa dos "erros". Felizmente tudo indica que Sócrates escolheu governar e que remeteu estas criaturas para o limbo onde normalmente vivem, muito aconchegadas a Almeida Santos, o eterno fantasma da "honra" socialista. Duvido que tivessem entendido o que aconteceu. Também não lhes interessa. Afinal, entre eles e Alegre, ausente a jantar no Chiado, qual é a diferença?

BLADE RUNNER

João Gonçalves 1 Fev 06


Hoje acordei assim, a pensar como um "replicante" dissolúvel:
I've seen things you people wouldn't believe: attack ships on fire off the shoulder of Orion,
I watched C-beams glitter in the dark near the Tannhauser gate. All those moments will be lost in time,
like tears in rain.

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