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portugal dos pequeninos

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João Gonçalves 20 Jan 06

"Está visto" , pelo Rui Costa Pinto.

LAÇOS DE TERNURA

João Gonçalves 20 Jan 06

Cara Constança,
Desarmante, de facto, esta sua fina ternura pelo dr. Soares. Como de costume, eu praticamente subscrevo tudo. Acontece que Soares optou por um combate, sim senhor, mas em geral feio e despropositado. Tal significa que ele perdeu um bocado o pé em relação ao país real, goste-se ou não dele, e eu nem sequer sou dos maiores adeptos. Nesse sentido metafórico, Soares deixou de ser "fixe" no dia daquela inútil exibição cortesã do final de Agosto. Pode ser que no domingo,finalmente e sem explicador, Soares perceba.

O LUXO DA INDECISÃO

João Gonçalves 20 Jan 06

Algumas sondagens mostram que, para além do "exército dividido" de que falava Sócrates, existe um verdadeiro batalhão de indecisos que oscilará entre os dez e os vinte e tal por cento. Este luxo da indecisão merecia melhor estudo. Não tanto em termos eleitorais, mas no que respeita à idiossincrasia portuguesa. Quem é o indeciso? Nestas eleições, sabemos que fundamentalmente se arrasta pelo eleitorado tradicional do PS, "dividido" por três candidatos, Soares, Alegre e o próprio Cavaco. Todavia, e se olharmos bem nos olhos desses indecisos, vamos encontrar, bem lá no fundo, o português "profundo". O português que não gosta de dar a cara, o português que não se compromete, o português que sobrevive, o português oportunista, o português que "nunca é nada" e que gosta de, se possível, ser tudo, o português "suave", da carreirinha certinha, o português que se levanta todos os dias da sua imaculada cama onde nunca se passa nada de transcendente para além do sono. Este português é, no essencial, aquele que, mediante o seu trabalho de formiguinha anódina e anónima, constroi todos os dias um Portugal mais pequenino. Julgando-se subtil e decisivo na sua indecisão, este português cobarde é o melhor retrato de um país-caranguejo, cheio de respeitinho e sempre em diminutivo.

... SE PODE SER HOJE?

João Gonçalves 20 Jan 06

"Vimos de um longo período eleitoral, estamos há um ano em campanha, para quê adiar para amanhã se pode ser hoje?"

Marcelo Rebelo de Sousa, Viseu, 19.01.06

CAVACO E SOARES

João Gonçalves 20 Jan 06

"Soares não saiu da presidência em triunfo. Principalmente, não saiu com poder nem no partido, nem no Estado. O seu tempo em Belém não vai provavelmente ficar na história e, se ficar, fica por razões que sem dúvida não o lisonjeiam: até 1991, como a época do esplendor do "cavaquismo" e da "modernização"; depois como a guerra com um "cavaquismo" em decadência. Claro que Soares "normalizou" o regime, afastando Eanes da política e com ele o "socialismo militar", de que o PRD seria o hipotético instrumento. Mas não infuenciou muito a revisão constitucional de 1989 (um passo decisivo), que era na altura inevitável. Quanto ao que sobra - a transformação material do Estado e do país - pertence a Cavaco."

Vasco Pulido Valente, Público, 19.01.06

SENTIDO DO VOTO - 3

João Gonçalves 20 Jan 06

Quando se olha para a famosa - porque esquizofrenicamente perseguida por Manuel Alegre - sondagem da "Eurosondagem", percebe-se a vacuidade do homem. Tanta agitação por umas miseráveis décimas. Por outro lado e ao lado de Soares, Sócrates vem falar de um "exército dividido". O país merece seguir em frente apesar desta escaramuça paroquial que não lhe interessa. Sobretudo por causa disso.

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