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portugal dos pequeninos

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UM ATREVIMENTO DE MEDÍOCRES

João Gonçalves 19 Jan 06

"A alegria dos alegres é uma doença como qualquer outra, uma espécie de vício que desordena a vida e a falsifica. Gente alegre todo o dia. Gente que ama profunda e desorganizadamente a vida. Não tinha opinião sobre isso, mas reconhecia que era preciso ter algum ressentimento contra a vida, em algum lugar, em algumas horas, em certos dias. O bom humor permanente é um atrevimento de medíocres."

Longe de Manaus, de Francisco José Viegas (Edições ASA)

GRAU ZERO

João Gonçalves 19 Jan 06



Não acredito que este cavalheiro aqui à esquerda fique à frente daquele aqui em cima. Não só não acredito como não o desejo, apesar de não votar em nenhum dos dois. A recandidatura de Soares foi um erro. Todavia, não se deve premiar o absoluto grau zero da política.

VIAGENS NA MINHA TERRA

João Gonçalves 19 Jan 06

Ainda gostava que alguém me explicasse por que é os candidatos decidiram dedicar grande parte dos seus quilómetros de campanha por terras e terreolas perfeitamente inúteis, eleitoralmente falando, em vez de tratar do litoral e dos grandes centros. A três dias das eleições, e com o devido respeito pelo "bom povo", o que é que Cavaco Silva, por exemplo, anda a fazer pelos montes e vales nesta altura do campeonato? Ou o que é que andou Soares a fazer perdido nas montanhas e na neve durante uns dias? Ou Louçã, o crente, no deserto algarvio?

"GENTE QUE VAI VOTAR NO ANÍBAL" - 2

João Gonçalves 19 Jan 06

Ler, no HardBlog do JMAC, "um post sem a palavra foda-se" . Em certo sentido, é um "follow up" deste aqui citado.

A SEMANA QUE VEM....

João Gonçalves 19 Jan 06


... é dele.

LER

João Gonçalves 19 Jan 06

O Crítico - neste caso, o Henrique Silveira, que é matemático - acerca das "sondagens" diárias do Diário de Notícias. Logo mais vêm outras sondagens, a da Universidade Católica e, se for em parceria com a SIC, a do Expresso/"Eurosondagem", a tal com que Alegre tristemente embirra.

O SENTIDO DO VOTO - 2

João Gonçalves 19 Jan 06

"Portugal, bem vistas as coisas, está um estaleiro. Os últimos dois anos, em vez de terem contribuído para reorganizar esse estaleiro, em vez de se terem traduzido num aumento de exigência à nossa disponibilidade para sermos portugueses (na grandeza e na pequenez, na euforia e no quotidiano) e ao nosso sentido de responsabilidade, deixaram o país mergulhado em ressentimentos e fugas. Votar num candidato presidencial, nestas circunstâncias, não é votar num símbolo mas escolher um diagnóstico o mais correcto possível da situação em que nos encontramos. Se, na segunda-feira encararmos o resultado das eleições presidenciais com esse pressentimento de normalidade, poderemos dizer que este ciclo político está em vias de ser encerrado. Lamento, mas a política também quer dizer isso."


Francisco José Viegas, in Jornal de Notícias

O SENTIDO DO VOTO - 1

João Gonçalves 19 Jan 06


O Paulo Gorjão faz a sua declaração de voto. Não concordo com todos os pressupostos dessa opção - a "teoria dos cestos", nomeadamente, ou a mera consideração das hipóteses Soares e Alegre - todavia, como é patente pelo que aqui se tem escrito, subscrevo-a. Ao fim de muitos anos a votar na "direita" - leia-se, no PSD - decidi, por causa da debandada de Barroso e do episódio Santana, votar em Sócrates. Digo-o assim, porque mais do que votar no Partido Socialista, foi a personagem racional, fria e determinada de José Sócrates quem mais fez pela minha contribuição para a maioria absoluta do PS em Fevereiro último. Apreciei a forma como conquistou, diante do país, a liderança do partido contra dois candidatos medíocres. Aliás, a triste figura que Alegre anda por aí a fazer, cheio de empáfia e pendurado em sondagens, tem também subjacente a tentativa de desforra tardia contra um secretário-geral social-democrata que jamais conseguiu engolir. Já Soares é um caso mais sério. Sócrates, mantendo a "grace under pressure", não podia deixar de aparecer. Soares colou-se-lhe no verão como uma lapa justamente para tentar desfazer o lance "moderado" e vagamente autoritário - no sentido clássico e nobre de demonstração da autoridade do Estado depois do desvario "santanista"- que conduz o primeiro-ministro. As outras "esquerdas", nesta eleição, encarregaram-se do resto. Por mais voltas que se dê, Soares e Sócrates constituem um binómio inverosímil. Não defendo essa superficialidade oportunista de dizer que Sócrates se dará melhor com Cavaco. Porém, sei perfeitamente - sabe e pressente o país - que não se daria melhor com Soares. E isso é que importa. Parte da maioria absoluta de Sócrates, a conquistada ao "centro" e à "direita", é sensivelmente a mesma que empurra agora Cavaco Silva para a maioria do próximo domingo. Ao contrário de Cavaco, que anuncia que a sua vitória não será a derrota de ninguém, eu entendo que será importante nomear os derrotados. Porque os vai haver. E muitos.

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