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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

BIRGITT NILSSON 1913-2006

João Gonçalves 11 Jan 06

Trata-se de um dos melhores sopranos "wagnerianos" do século passado. Como outros, está religiosamente preservada em disco. Não se pode passar pelo "Tristão e Isolda" ou pelo "Ring", por exemplo, sem ouvir a Nilsson dirigida por Böhm ou Solti. Quem cantou o excesso e a morte uma vida inteira, tem direito à eternidade.

SEGUIR EM FRENTE

João Gonçalves 11 Jan 06


"Quero criar condições para que o Governo possa governar bem."

Castelo Branco, 11.1.06

O RISO E O SISO

João Gonçalves 11 Jan 06

Ângelo Correia, num "frente-a-frente" com o ensimesmado João Soares - um talento político bastas vezes confirmado nas urnas - "apanhou" bem o "perfil" dos principais candidatos: Jerónimo e Cavaco, "os homens do povo", Soares e Alegre, "os homens da aristocracia" e Louçã, "um homem da igreja". João Soares, do alto da sua infinita subtileza política, entende que um dos motivos que obstam a que Cavaco seja presidente é ele... não se rir. Em compensação, o João, sem querer, diverte-nos bastante.

O AMIGO DE PENICHE

João Gonçalves 11 Jan 06

É um gosto ver o dr. Jorge Coelho e afins louvarem-se em Pedro Santana Lopes para atacar Cavaco Silva e Marcelo. Soares até já chama a atenção para os "avisos" de Santana. Quem diria que, em menos de um ano, se iria assistir ao edificante espectáculo proporcionado por pessoas que se esperava serem as últimas a assumir "dores" alheias por razões de mero oportunismo político? Ou será que o dito Santana Lopes, em menos de um ano, passou de besta a bestial?

LER

João Gonçalves 11 Jan 06

Para os sobre e subalimentados de votos nestas eleições presidencias, recomendo a leitura dos últimos dois posts ("It ain't necessarily so...") de Pedro Magalhães. Como não sou entendido na matéria, reitero a recomendação de sempre: combater a abstenção, cativar indecisos e, voto, voto, só mesmo no dia 22. Noutro contexto - ou no mesmo, conforme as perspectivas -, este post de Bernardo Pires de Lima.

O ROMANCE DO TIDE...

João Gonçalves 11 Jan 06

... a pretexto do Dona Maria II continua, pelos vistos.

UM ACORDAR DIFÍCIL

João Gonçalves 11 Jan 06

Há uns dias que não "comunico" com a Carla. Fui até e encontrei esta frase: "o Miguel Esteves Cardoso é o maior escritor português vivo". Por que raio é que acordou nesse estado?

SEMI-FRIA

João Gonçalves 11 Jan 06

Deu-se muita relevância ao facto de Mário Soares ter admitido que a sua recandidatura poderá ter sido um erro. Horas depois "o erro mudou", a "agenda" também e Soares prometia luta até ao último minuto da última hora. Ao seu lado estava Lacão e é impossível que Soares não tenha pensado se não tinham ninguém melhor para mandar. Parece que a breve descida à Terra de Mário Soares continua a comover algumas pessoas. A mim interessou-me muito mais outra coisa que ele disse. Apesar do "a culpa é minha", Soares fez questão em dizer que tinha sido por causa das "pressões" do PS e, particularmente, do seu secretário-geral que se tinha candidatado no final do verão. Esta "lembrança" visa o que se vai seguir a 22 de Janeiro e não tanto a explicação da derrota que Soares intimamente intui. Soares quer continuar a influenciar o partido de que foi fundador e, para o efeito, quer ter as mãos livres de Sócrates. Não tardará muito tempo e vamos voltar a vê-lo, numa televisão qualquer, a demolir metodicamente o governo e a sua liderança. A vingança já não se serve completamente fria.

A SEGUNDA VOLTA

João Gonçalves 11 Jan 06

Os muito novos talvez não se lembrem. Em 1980, logo a seguir à vitória da AD e no auge das presidenciais que opunham Sá Carneiro a Eanes - Soares Carneiro verdadeiramente não contava -, o então presidente deu uma conferência de imprensa a explicar, entre outras coisas, que o seu "modelo" não se afastava assim tanto do da coligação vencedora. Mário Soares, à altura secretário-geral do PS, amuou e mandou, com a delicadeza habitual, retirar as hostes da comissão eleitoral de Eanes. A maior parte daqueles que hoje mandam ou mandaram no PS, não lhe obedeceram e ficaram com Eanes, com Guterres e Sampaio à cabeça. Soares fez então o inesquecível "número" de "auto-suspender-se" das funções de chefe do partido. Todavia não aguentou estar calado. Em plena campanha presidencial, concedeu uma entrevista à única televisão da época na qual atacou Eanes e subtilmente declarou que votaria sempre num candidato que representasse o "espírito de Abril". Anos depois soube-se que tinha sido Galvão de Melo. Vem isto a propósito da brevíssima ressurreição de Santana Lopes às mãos do ódio de estimação do candidato Soares, a SIC. Já se tinha percebido que Lopes encontrou neste "Soares 3" a melhor representação de si mesmo há um ano atrás. E que isso não passa incólume a insuspeitos apoiantes de Soares que elogiam "a boa forma" de Santana Lopes, ou seja, que já estão por tudo. Até na história foi mimético. Lopes, nesta patética versão multiusos, deu mais uma vez prova de que não entendeu nada do que lhe aconteceu em Fevereiro de 2005. Para o ajudar, o dia 22 de Janeiro será como que a segunda volta do resultado que obteve o ano passado. Será, aliás, a única.

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