A este poema Fernando Pessoa deu o título de "Natal". Percebi-o melhor quando o vi citado num ensaio de Maria Alzira Seixo, há muitos anos. Podia perfeitamente servir de pórtico ao célebre livrinho de José Gil ou a qualquer meditação séria ou barata acerca de "Portugal, hoje". Não tenho pachorra para comentar o que não há para comentar e, muito menos, para "forjar" comentários. Vão bons os tempos para voltar, por exemplo, à filosofia ou à poesia. Os "blogues" também deviam apreender as virtudes do silêncio e da interrogação, tentando ser menos tagarelas. Já há para aí tanto comentador, ou não há? "O Erro mudou"?
Nasce um Deus. Outros morrem. A Verdade Nem veio nem se foi: o Erro mudou. Temos agora uma outra Eternidade, E era sempre melhor o que passou.
Cega, a Ciência a inútil gleba lavra. Louca, a fé vive o sonho do seu culto. Um deus novo é só uma palavra. Não procures nem creias: tudo é oculto.
Ana Gomes anda preocupada com as "amarras". O meu amigo Mário - também ele um transumante no eixo Lisboa-Bruxelas - fala em "desafios estruturantes". Que diabo quer ele dizer com isto? Que a blogosfera, esmagada pelo "absolutismo socrático", subitamente "boazinha" e chata, passe a espremer "postas" sociológicas?
Saúda-se o regresso da azougada Ana Gomes - ainda se lembram dela...? - numa "posta" inconfundível publicada no Causa Nossa. Estou à vontade porque, indirectamente, votei nela nas "europeias". E gosto sempre de a ver assim, solta, muito fresca, "sem amarras". Bem lá ao longe.
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