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portugal dos pequeninos

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O LUGAR DO MORTO

João Gonçalves 25 Set 04

Santana Lopes também quer o seu "fortezinho" na linha de Cascais para o "lazer" e para os "fins de semana". Segundo o Expresso, foi bem explícito na discriminação das respectivas comodidades. Parece que lhe vai calhar o Forte de Santo António onde Salazar passava os verões pagando do seu bolso ao Exército. Não consigo imaginar quantas voltas dará na sua campa rasa do Vimieiro. Foi lá que se estatelou na famosa cadeira. Lopes, pelo contrário, não precisa de nenhuma cadeira de lona para se estatelar. Basta-lhe abrir a boca e jorrar a primeira ideia que lhe vier à cabeça.

O NOME DA ROSA

João Gonçalves 25 Set 04





Como vários "observadores" e "comentadores" salientaram, o debate provocado pela campanha pela liderança do PS foi útil ao partido e ao país. Se tomarmos por referência a última consulta popular, as eleições europeias, o PS não perdeu o seu glamour e é esperável que estas movimentações o tenham espevitado um pouco mais. "Tudo isto que nos rodeia" a partir da maioria e do governo é tão mau e tão penoso de suportar que o PS pode bruscamente voltar a ser importante. Apesar do meu cepticismo militante e permanente, agora partidariamente "independente", reconheço que o que vai ter de se seguir a esta calamidade passará necessariamente pelo Partido Socialista. O PSD, enquanto insistir na aliança espúria com o PP, reforçando a componente "PPD" e o jargão "neoliberal", não interessa ao glorioso "povo do centro", o tal que dá vitórias e derrotas. A "política democrática" que eu persigo e que expliquei no início deste blogue, por referência ao filósofo Richard Rorty, não se revê na actual perturbação a que alguns chamam "governo". E também não aceita a liderança "ideológica" exercida a partir da maioria por um pequeno partido populista com uma legitimidade eleitoral inexpressiva. É sintomático que, na única vez em que a "coligação" se submeteu a votos, tenha perdido. E os "estudos de opinião", seja para o que for, estabilizam essa tendência constantemente perdedora em que o mais penalizado, a médio prazo, acaba por ser o PSD. Dito isto, falta dar um nome à rosa. Os militantes socialistas escolhem, entre ontem e hoje, o seu secretário-geral e, por consequência, um candidato a chefe do governo. Sem sofismas, eu espero que esse candidato seja José Sócrates. Não é perfeito, não é um "purista" e não é sobretudo um ingénuo, graças a Deus. Em certo sentido, o debate interno também o "melhorou" e obrigou-o a perder o carácter "instantâneo" inicial. Não estamos em tempos de reclamar génios ou esmagadoras figuras. Já não se fabricam. Se eu pudesse escolher abstractamente, tipo "três em um", seleccionava a voz de Manuel Alegre, o voluntarismo de João Soares e o pragmatismo frio de José Sócrates. Em concreto, fico-me pelo último.


P.S: Gostava que esse pragmatismo não desviasse Sócrates do essencial. Por exemplo, Manuel Maria Carrilho deve continuar a ser uma séria hipótese vencedora para a Câmara Municipal de Lisboa. Outros putativos candidatos estão muito bem nos postos para que foram eleitos.

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