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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

COR-DE-ROSA

João Gonçalves 18 Ago 04

Especialmente para lhe "cuidar da imagem", Santana Lopes contratou a "sua Sara Pina", uma tal Marta, arrancada às "relações públicas" da revista Lux. Esta moça junta-se a outras duas pequenas e, todas juntas, formam o "gabinete de comunicação" do primeiro-ministro. Lopes não resistiu e cedeu ao submundo de não-pessoas que ele adora frequentar. São sempre os mesmos e estão normalmente todos em revistas como a Lux, que se lêem intermitentemente em salas de espera. Não precisava deste "filtro", nem que fosse por uma questão de decoro da "função". Para além disso, Santana Lopes é inegavelmente "a" melhor imagem dele e do governo que comanda. Para a "divulgar", dispensava bem esta fútil despesa. Bastava-lhe ser ele próprio, o sempre "correcto", o sempre "elegante", o da vida eternamente "cor-de-rosa".

BOHEMIAN RAPSODY

João Gonçalves 18 Ago 04

Is this the real life?
Is this just fantasy?
Caught in a landslide
No escape from reality
Open your eyes
Look up to the skies and see
I'm just a poor boy, I need no sympathy
Because I'm easy come, easy go
A little high, little low
Anyway the wind blows,
doesn't really matter to me, to me
Mama, just killed a man
Put a gun against his head
Pulled my trigger, now he's dead
Mama, life had just begun
But now I've gone and thrown it all away
Mama, ooo
Didn't mean to make you cry
If I'm not back again this time tomorrow
Carry on, carry on, as if nothing really matters
Sends shivers down my spine
Body's aching all the time
Goodbye everybody - I've got to go
Gotta leave you all behind and face the truth
Mama, ooo - (anyway the wind blows)
I don't want to die
I sometimes wish I'd never been born at all
I see a little silhouetto of a man
Scaramouch, scaramouch
will you do the fandango
Thunderbolt and lightning - very very frightening me
Gallileo, Gallileo,
Gallileo, Gallileo,
Gallileo Figaro - magnifico
But I'm just a poor boy and nobody loves me
He's just a poor boy from a poor family
Spare him his life from this monstrosity
Easy come easy go - will you let me go
Bismillah! No - we will not let you go - let him go
Bismillah! We will not let you go - let him go
Bismillah! We will not let you go - let me go
Will not let you go - let me go (never)
Never let you go - let me go
Never let me go- ooo
No, no, no, no, no, no, no -
Oh mama mia, mama mia, mama mia
let me go Beelzebub has a devil put aside for me
for me
for me
So you think you can stone me and spit in my eye
So you think you can love me and leave me to die
Oh baby - can't do this to me baby
Just gotta get out - just gotta get right outta here
Ooh yeah, ooh yeah
Nothing really matters
Anyone can see
Nothing really matters - nothing really matters to me
Anyway the wind blows...


(Queen)

DUPLA VÍTIMA

João Gonçalves 18 Ago 04

No Público de ontem vinha a breve história de Sara Pina, a assessora de imprensa da PGR que "pôs a boca no trombone". É licenciada em comunicação social por uma Escola da especialidade do Porto. Fez uma pós-graduação em "direito da comunicação" (em que mais poderia ser?) e ali defendeu uma "tese" cujo tema era "A deontologia dos jornalistas portugueses". Quem diria! Sara, agora com 34 anos, frequenta o curso de direito, certamente inspirada pelos quatro anos de convívio com as luminárias do Palácio Palmela. Alguém que a conhece bem, disse ao jornal que a rapariga é "expontânea, enérgica e muito dedicada ao trabalho". Como ela, há milhares de "saras pinas" espalhadas por este país, igualmente "expontâneas e enérgicas", flhas e filhos de uma geração permanentemente a despontar para o "sucesso". Abundam nas redacções dos jornais e das televisões, e pelam-se por um lugarzinho num "gabinete". Foram certamente estas "virtudes", aliadas à sempre premiada ambição, que devem ter impressionado quem a convidou para o papel de porta-voz institucional da Procuradoria. À conta de uma indesculpável indiscrição, foi atirada para a rua, com uma delicadeza de sacristia, pelo seu chefe máximo. A mesma escadaria que a levou à intimidade com os meandros processuais e, consequentemente, com o "poder", foi a mesma pela qual saiu apressadamente e sem glória. Não aprendeu nada lá dentro. À força de querer mostrar-se subtil e insinuante, acabou por ser vítima da sua própria insensatez e da duplicidade alheia. Uma dupla vítima, afinal.

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