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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

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João Gonçalves 12 Ago 04

CÁ ESTÃO ELES....



....com os agradecimentos ao Para lá de Bagdade e ao Coiso.


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João Gonçalves 12 Ago 04

SUBSERVIÊNCIA

O Dr. Sampaio, numa daquelas prestações folclóricas que lhe são particularmente caras, andou embarcado na "Sagres". A viagem levou-o até aos Jogos Olímpicos, na Grécia, cuja abertura ocorre agora. No "caminho" escreveu uns "diários de bordo" que um jornal anda a publicar. Não os posso comentar porque, naturalmente, não me apetece lê-los: desde há uns tempos que deixei de levar a sério o que escreve e diz Sampaio. Levou, na embarcação, uns jornalistas e, de manhã na rádio, certamente inspirado pela maresia, debitou umas vulgaridades acerca dos "nossos atletas". Depois, num acesso feliz, recomendou que não se pensasse em realizar Jogos Olímpicos em Portugal, por manifesta falta de "infraestruturas". Mesmo embarcado, Sampaio não quis deixar de se pôr uma vez mais em sentido diante de Souto Moura, o nosso querido "Grande Inquisidor". Não fosse este ficar incomodado, Sampaio mandou emitir uma "nota" onde esclarecia que nada tinha a opôr à "nota" antes divulgada pelo primeiro sobre as "cassetes". Parece que, quando muito, Sampaio apenas "sugeriu" a Santana Lopes que recebesse a veneranda figura. E Lopes também lá se curvou respeitosamente perante o homem, em quem, aliás, "confia" plenamente. Não lhes ocorre, a um e a outro, que quem não confia minimamente neles, e tem manifesto "horror" aos "políticos", é Souto Moura, por eles, "políticos", escolhido. Com o seu sorriso enigmático, ele limita-se a agradecer, ao poder político democrático, a subserviência.

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João Gonçalves 12 Ago 04

UM PRETEXTO

Você confia na justiça, na administração pública, nas empresas, nas universidades, nos jornais, nas televisões, no presidente, no primeiro-ministro, nos ministros, nas oposições, nos amantes, nas amantes, nos colegas, nos amigos, nos condutores, nas bebidas, no que come, nos amores, nos ódios, no que diz, no que omite, no que faz ou no tempo? Eu respondo como Cioran:

Nunca acreditei verdadeiramente no que quer que fosse. É muito importante. Não há nada que eu tenha levado a sério. A única coisa que levei a sério, foi o meu conflito com o mundo. Tudo o resto não é para mim mais do que um pretexto.

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