CARLOS PAREDES, OS VERDES ANOS
Carlos Paredes foi meu vizinho durante anos. Quando nos cruzávamos na rua, contava sempre com a sua saudação fraterna ("como é que vai o meu amigo?") e com uma breve troca de impressões sobre o quotidiano. A sua música, porque de um grande músico falo, está inscrita nos labirintos esconsos de Lisboa. Vai fazer falta a sua imensa humanidade e a sua sábia humildade. Vivemos um tempo do sucesso das não-pessoas, meras embalagens de cartão com duas pernas. Não é nem nunca foi esse o tempo e o modo de Carlos Paredes, o homem e o cidadão. Na primeira esquina da minha rua, vou continuar a espreitá-lo no seu passo inconfundível , com o mesmo sorriso tímido e generoso dos eternos verdes anos.
Meu Caro,Bons olhos o leiam.O ensaio de Henrique R...
Encontrei um oásis neste dia, que ficará marcado p...
Gosto muito da sua posição. Também gosto de ami...
Não. O Prof. Marcelo tem percorrido este tempo co...
Caríssimo João, no meio da abundante desregulação ...