Tucídides, autor da História da Guerra do Peloponeso
Com este título, o Diário de Notícias de domingo passado, incluia um texto de Umberto Eco cuja oportunidade, para este "Portugal dos Pequeninos" que estamos infelizmente a viver, me parece indiscutível. Gira em torno de um trecho de Tucídides, retirado da sua História da Guerra do Peloponeso. À falta de link naquele jornal, forneço outro que descobri em espanhol. O ensaio começa assim:
A primeira vez que ouvi falar em Carlos Kleiber foi na casa de José Ribeiro da Fonte, há muitos, muitos anos. Discreto, inimigo da vulgaridade, Kleiber não gravou profusamente. Preferia o risco da performance aoartificialismo dos estúdios onde sempre se revelou um apurado músico. E o que gravou, é muito, muito bom. Nesse longínquo serão em Campo de Ourique, ouvimos, entre outras coisas, uma histórica gravação (live) dos anos 70 do Otello de Verdi, em vinil, efectuada no Teatro Alla Scala de Milão. Kleiber dirigia um trio de luxo: Domingo, Capuccilli e Mirella Freni. Conheço e possuo várias gravações do Otello, mas ainda hoje considero insuperáveis as vozes de Domingo e de Freni no dueto que encerra o I Acto. Encontrei, muito depois, em Roma, essa versão gravada já em CD. No catálogo da Deutsche Grammophon há algum Kleiber operático e sinfónico altamente recomendável. Melhor do que eu, eventualmente o Crítico musical falará disto. Eu limito-me a registar o desaparecimento, também bem ele envolto na discrição que o acompanhou toda a vida, de um dos maiores chefes de orquestra e músicos do século XX.
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