Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

...

João Gonçalves 3 Jul 04

MITOLOGIAS

1. Alguns "empresários" fizeram constar, ou alguém por eles, que apoiavam Santana Lopes e que eram contra eleições. Os argumentos são conhecidos. A estabilidade, os sinais da retoma e o futuro da Pátria não aconselham soluções "políticas". Recomendam, acham eles, opções "tecnocráticas" geridas por políticos abertos aos "interesses" e que lhes garantam as maiores venturas privadas. A nebulosa "compromisso Portugal", das jovens promessas empresariais, também se pronunciou no mesmo sentido. Estas enfadantes criaturas não representam ninguém a não ser os seus próprios interesses. Sempre assim foi e sempre assim há-de ser. O sistema constitucional em vigor, do qual Sampaio é tão fiel e cioso guardião, determina a subordinação do poder económico ao poder político democrático, e não o contrário. As amáveis opiniões destes cavalheiros, que não lhes foram sequer solicitadas, não devem, por isso, impressionar.

2. Na mesma linha "informativa", foi posto a correr que Manuela Ferreira Leite tinha feito um mea culpa perante os noventa e tal servos dos Drs. Barroso e Santana Lopes. Simultaneamente foi sugerido que Cavaco Silva "apoiava", a bem da Nação, a hipótese Lopes. Quer uma, quer o outro, pessoas indiscutivelmente bem educadas e bem formadas, tiveram que vir a terreiro desmentir as "boas notícias". Não só Ferreira Leite votou contra Lopes, como mantém tudo o que pensa desta embrulhada e da traição final de Barroso. E Cavaco, que não costuma brincar em serviço, sem dizer muito, já disse praticamente tudo. As "centrais de intoxicação" começam lentamente a envenenar os seus próprios mentores (a este propósito ler o Abrupto).

3. Com a saída airosa de Barroso, acabou, para o PSD e para o País, um ciclo político. E acabou sem poder sequer vir a ser avaliado. Mesmo que a este governo sucedesse outro assente exclusivamente na mesma matemática parlamentar dos Srs. Telmo e Guilherme Silva, não deixava de ser "outra coisa". E daqui a dois anos, era essa "outra coisa" que ia a votos e não o-pelos vistos-"interregno barrosista". Isto significa que estamos perante um novo momento político que requer a única legitimação democrática possível, a do voto. No seu íntimo, Lopes, o instintivo emocional, também deve preferir isto à sua nada espectacular legitimidade administrativa.

...

João Gonçalves 3 Jul 04

SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
(1919-2004)


[Error: Irreparable invalid markup ('<img [...] <br>') in entry. Owner must fix manually. Raw contents below.]

<strong>SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN<br />(1919-2004)</strong><br /><br /><img src="http://www.malhatlantica.pt/netescola/lportuguesa/foto1sofia.jpg" border="0"<br /><br />Nestes dias difíceis e medíocres, Sophia de Mello Breyner, o poeta e a cidadã, é um exemplo transmitido na serenidade aristocrática dos versos, no rigor clássico do verbo e no discurso permanentemente comprometido com a liberdade. Ao entrar definitivamente na <em>substância do tempo</em>, Sophia permanece, para este país sem memória, como uma voz maior, daquela que, por natureza, <em>é o contrário de uma instituição</em>, a poesia.<em>Tive amigos que morriam, outros que partiam/Outros quebravam o seu rosto contra o tempo/Odiei o que era fácil/Procurei-me na luz, no ar, no vento.</em>

Pesquisar

Pesquisar no Blog

Últimos comentários

  • Gabriel Pedro

    Meu Caro,Bons olhos o leiam.O ensaio de Henrique R...

  • Maria Petronilho

    Encontrei um oásis neste dia, que ficará marcado p...

  • André

    Gosto muito da sua posição. Também gosto de ami...

  • Maria

    Não. O Prof. Marcelo tem percorrido este tempo co...

  • Fernando Ferreira

    Caríssimo João, no meio da abundante desregulação ...

Os livros

Sobre o autor

foto do autor