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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

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João Gonçalves 31 Dez 03

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DESENCANTO-uma sociedade com pés de barro

Arderam as casas, a vegetação e os animais perante o olhar impotente de poderes públicos, centrais e autárquicos. A subsistência de muitas famílias mais desamparadas ficou comprometida. Ruiram pontes e abriram buracos gigantescos em sítios onde a natureza foi contrariada pelo betão e pela estupidez humana. As auto-estradas, um suposto paradigma de segurança, matam diariamente e os automobilistas tontos matam-se ingloriamente nelas. Em quase todas as regiões do País foi erguido um estádio de futebol para a vã glória de um evento de três ou quatro semanas, em 2004. Pelo contrário, continuou a degradação do património, com livros raros a apodrecerem, com as bibliotecas desvalidas, com os museus sem recursos, com os teatros moribundos, tudo aparentemente à espera de que chegue à "cultura" o milagreiro modelo da "gestão empresarial societária", tão em voga e tão inteiramente pago pelo mesmo orçamento de Estado. Só uma sociedade culta pode ser verdadeiramente livre, exigente e sofisticada. Porém, por detrás de cada casa incendiada, de cada buraco aberto, de cada ponte caída, de cada auto-estrada assassina, esconde-se uma miséria profunda, a oficial e a dos costumes. O brilho de um sucesso pífio, exibido lá fora para consumo das estatísticas, oculta uma sociedade de pés-de-barro, profundamente indigente e atrasada, onde as "estruturas" e os "equipamentos sociais" falham constantemente, a "massa crítica" não existe e a frivolidade bronca é campeã. A incredulidade geral, a descrença e a falta de confiança não se afogam em champanhe nem com doze passas. Que não subsistam ilusões. O País embotado que vai procurar adormecer entorpecido mais logo, para acordar ilusoriamente numa "vida nova", será o mesmo quando o sol de 2004 abrir. Até amanhã.

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João Gonçalves 30 Dez 03

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DESENCANTO- o voyeurismo doentio

Este ano fica assinalado pelo bombardeamento constante da opinião pública com notícias, eventos e factos, uns importantes e outros sem importância nenhuma, que encheram as primeiras páginas dos jornais, dos tablóides, das revistas, e com voz privilegiada, os jornais televisivos. A pobreza confrangedora do material noticioso juntou-se à exploração miserável de instintos primários e de analfabetismos seculares, pela especulação maliciosa e especulativa dos objectos analisados. A demagogia e o mau-gosto andaram de mãos dadas com a avidez doentia das audiências. O caso emblemático do ano foi , e é agora com maior intensidade, o processo da Casa Pia. Depois de se ter passado pela fase dos palpites e dos pré-julgamentos sob a forma de comentários, passando pela falta de serenidade de alguns protagonistas reais ou eventuais, com a divulgação da "acusação" entrou-se num momento de extrema promiscuidade no qual já está instalada a competição para ver quem é que consegue desvendar o pormenor mais sórdido. Numa acusação tão "exaustiva", só estranho que não apareça à cabeça o Estado, a quem a guarda das crianças molestadas estava confiada, e que falhou rotundamente anos e anos a fio quanto à salvaguarda dos seus direitos, aspirações e segurança mínima. Mas disto ninguém se lembra porque não "pega" noticiosamente .Este voyeurismo malsão não contribui para a maturidade cívica. A comunicação social portuguesa, forma contemporânea de soberania, salvo raras excepções, não quer distinguir a palha do grão, seja para não molestar "interesses", seja no seu próprio "interesse", ou seja ainda por pura e atrevida ignorância. Entretanto, com um ar pseudo grave, vai ajudando ao aviltamento geral, "lançando lama para a ventoínha".

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João Gonçalves 30 Dez 03

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DESENCANTO- a ascensão do radicalismo populista

Os meus virtuais leitores poderão achar que eu tenho um qualquer tipo de obsessão contra o pequeno partido à direita do PSD e contra o seu lider, o dr. Portas. Não tenho. Aliás, felicitei quase sempre o Paulo Portas pelos seus sucessos políticos e, num acesso espúrio inicial, até me manifestei disponível para colaborar. Tínhamos sido colegas de universidade e de jornais, e eu achava alguma graça à persistência petulante e audaciosa da criatura. Também admirava a sua inteligência rápida e aquilo que eu julgava ser uma forma "outra" de ser conservador em política. No entanto, não foi preciso esperar muito tempo para se perceber que a intuição de Durão Barroso dos idos de 97 a 99, relativamente ao PP, era acertada, e daqui em diante limito-me a ser objectivo. Com a chegada ao poder, o PP resvalou para um radicalismo beato-populista que, numa coligação em que a ideologia não é a característica mais forte do partido maioritário, marca como uma farpa o desempenho "intelectual" desta coligação. Como a generalidade dos protagonistas da dita não se distingue pela sua consistência política ou outra, é relativamente fácil a esse radicalismo beato-populista fazer o seu tranquilo caminho, sem que o dr. Barroso, que é insuspeito na matéria, expire sequer um vago murmúrio. Encerrada a intervenção no "caso Moderna", que o "moderou" perante a liderança da coligação, Portas, assim que pôde, voltou ao seu melhor. Exibe o dr. Félix como uma espécie de campeão reformista na área social e do trabalho, o qual se veio revelando, afinal, um vago "herói" do catolicismo social, ancorado a um novo código de trabalho que ficou "entre as dez e as onze" e que assiste, impotente, ao crescimento do desemprego. Elogia a dra. Cardona, cujo desempenho na Justiça tem merecido a avaliação que se conhece dos respectivos operadores, como se viu no recente Congresso. E colocou uns rapazes, uma menina e uma senhora em secretários de Estado que, de uma forma geral, têm feito ao País o favor de passarem despercebidos. Quanto ao próprio, para além de ser o "timoneiro" ideológico da governação e de ter a seus pés alguns escribas serventuários, o que já é obra, gere a pasta que lhe coube com "chá e simpatia" qb, o que sempre agrada aos militares, pelo menos durante algum tempo, permitindo-se fazer algumas "flores" com as "fatias" que a Praça do Comércio vai dando. Nada de particularmente entusiasmante. Resta ver se, em 2004, esta supremacia ideológica populista se mantém ou se se retrai. O "pensamento" popular acerca da imigração, faz esperar o pior. A prazo, se calhar curto, poderá tornar-se numa "mancha" que contaminará desnecessariamente uma coligação sem nervo e sem chama, onde o partido em que votei, e que foi o mais votado, parece estar a "ver" e a "deixar passar os comboios", conduzidos por uma pequena "locomotiva".

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João Gonçalves 29 Dez 03

INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DESENCANTO

Dou início, por toda esta semana, ao meu "balanço" do ano. Por todas as razões, é um ano para esquecer por completo. Lembro-me de que, há dois anos, após a abrupta despedida de Guterres, nas mensagens de ano novo que enviei, desejei quase invariavel e provocatoriamente um "bom ano laranja". Que grande barrete! Em dois anos apenas, o pior que eu via no "último Guterres" é já praticamente melhor que o "melhor" que vejo no "regime actual". Para simplificar, ou D. Barroso pensa a sério em mudar o governo, ou o País terá que começar, também muito a sério, a pensar em mudar Barroso. Com este "mote" avançamos para algum detalhe subsequente. Por agora, recomendo a leitura do Jumento para um "balanço" de outro género. Ao fim de seis meses de blogue, ainda não me tinha ocorrido que o Dr. Pedro Roseta é, de facto, um verdadeiro ecologista. Vão até ao palheiro e percebam porquê.

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João Gonçalves 28 Dez 03

UM RIO SILENCIOSO


Clint Eastwood, o realizador de Mystic River, baseado no livro homónimo de David Lehane

Depois de meses a fio de bravatas em torno da pedofilia doméstica, parece-me que o grande texto produzido pelo assunto está na revista Única do Expresso de 27 de Dezembro de 2003, e é da autoria de Clara Ferreira Alves. Chama-se Dirty America e, sendo aparentemente sobre um dos grandes filmes do ano e dos últimos anos, Mystic River, de Clint Eastwood, é muito mais sobre o outro e verdadeiro "lado" da pedofilia, o do sofrimento silencioso cuja "consequência atravessa várias gerações e amputa as suas vítimas, decepando-lhes a ingenuidade e a inocência". De acordo com C. Ferreira Alves, este filme, entre outras coisas, tais como podermos assistir a soberbas interpretações, designadamente de Sean Penn, dá-nos "um entendimento maior, inteligente e directo" do crime da pedofilia sobre o qual, ao contrário do que pensam tantas das nossas luminárias de serviço, ainda há muito para aprender. E já agora, contrariamente à tirada infeliz do primeiro ministro no jantar de Natal da Casa Pia, a pedofilia trazida agora aos escaparates e às televisões, jamais será um mal que veio por bem...

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João Gonçalves 27 Dez 03

LEVANTA-TE E RI

Li nos jornais a "mensagem de Natal" que Durão Barroso nos dirigiu. Talvez por não haver muito mais para oferecer, o primeiro-ministro recorreu ao jargão. Estamos no bom caminho- normalmente estamos sempre no bom caminho, seja qual for o governante -, o rumo traçado é o único possível, sabe-se que há dificuldades, mas há uns sinais- muito ténues, mas "sinais" - de que para o ano isto começa a melhorar e preocupa-o o desemprego, nada que os tais "ténues sinais" não possam vir a atenuar em breve. Depois, fazendo a ligação entre o combate ao desemprego e o "futuro", Durão Barroso lembrou-se dos "jovens" e, numa catalinária meio despropositada, passou a elogiar a "energia" da nossa juventude como exemplo a seguir pela sociedade em geral para que, nem que seja virtualmente, possamos ultrapassar mais depressa o estado depressivo e larvar em que estamos depositados. Com o devido respeito, D. Barroso não podia ter escolhido pior exemplo. Os "jovens" que o atrem estão-se seguramente nas tintas para a coisa pública e os lugares-comuns produzidos não ajudam. Todos os estudos, sociológicos, sondagens e outros, ultimamente publicados, são reveladores dos "interesses" dessa camada social que tanto entusiasma o chefe do Governo. Seja universitária, liceal ou outra, o certo é que a nossa juventude, com algumas honrosas excepções, não se recomenda a ninguém. Espreita-a um futuro razoavelmente negro no qual ela própria não se deverá distinguir. Ao apelar à "juventude" e ao seu "entusiasmo", e no actual "estado da arte", Durão Barroso só lhe pode querer estar a dizer, por entre os escombros e com um amável sorriso: "levanta-te e ri". Não há muito mais a esperar.

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João Gonçalves 26 Dez 03

O DOUTOR JIVAGO


Boris Pasternak, o autor de O Doutor Jivago

Nas minhas divagações nocturnas pelos infinitos canais de televisão, a maior parte dos quais sem qualquer interesse, seja qual for o ponto do globo de onde emite, sucedeu-me ir parar a um que apenas passa cinema, sem legendas. Estava em emissão O Doutor Jivago, de David Lean. Lembro-me dos cartazes gigantescos que o anunciavam em reprises sucessivas, nos extintos Monumental e Império. Faziam então furor a música de fundo e o enlace amoroso pouco ortodoxo, protagonizado por Omar Sharif e Julie Christie, o Yuri e a Lara do livro de Boris Pasternak. Contudo, O Doutor Jivago é mais do que isso. É um trágico "fresco" acerca dos equívocos dolorosos sempre gerados nos grandes períodos de transição. Neste caso, entre o fim do período czarista e o triunfo da revolução bolchevique. O livro é muito duro na caracterização da "revolução" e da despersonalização que a acompanhou. Como diz um personagem a dada altura, a Revolução acabou com a ideia de vida pessoal. Pasternak pagou cara a sua ousadia literária no mundo de trevas instalado por Estaline. Quando se apercebeu da natureza desse mundo e esse mundo se deu conta da escrita "introspectiva"e da poesia de Pasternak, dedicou-se à tradução. Só em 1957 vem a escrever O Doutor Jivago que era claramente impublicável na Rússia estalinista. Conseguiu passar o manuscrito para Itália, à sucapa, e só quase 30 anos após a sua morte é que pôde ser editado na então URSS. Em 1958, Pasternak foi forçado pelo regime a renunciar ao Prémio Nobel da Literatura desse ano, que lhe tinha sido atribuído. No seu pathos, O Doutor Jivago permanece como um dos grandes "romances" do século XX, constituindo um olhar profundo, imaginativo e complexo sobre a realidade emergente da Revolução de Outubro, nas suas contradições e na repercussão destas nos seus principais protagonistas.

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João Gonçalves 24 Dez 03

UM OUTRO NATAL...

...com DAVID MOURÃO-FERREIRA


É o braço do abeto a bater na vidraça?
E o ponteiro pequeno a caminho da meta!
Cala-te, vento velho! É o Natal que passa,
A trazer-me da água a infância ressurrecta.

Da casa onde nasci via-se perto o rio.
Tão novos os meus Pais, tão novos no passado!
E o Menino nascia a bordo de um navio
Que ficava, no cais, à noite iluminado...

Ó noite de Natal, que travo a maresia!
Depois fui não sei quem que se perdeu na terra.
E quanto mais na terra a terra me envolvia
E quanto mais na terra fazia o norte de quem erra.

Vem tu, Poesia, vem, agora conduzir-me
À beira desse cais onde Jesus nascia...
Serei dos que afinal, errando em terra firme,
Precisam de Jesus, de Mar, ou de Poesia?


...com ALBERTO CAEIRO


Meto-me para dentro, e fecho a janela.
Trazem o candeeiro e dão as boas noites,
E a minha voz contente dá as boas noites.
Oxalá a minha vida seja sempre isto:
O dia cheio de sol, ou suave de chuva,
Ou tempestuoso como se acabasse o Mundo,
A tarde suave e os ranchos que passam
Fitados com interesse da janela,
O último olhar amigo dado ao sossego das árvores,
E depois, fechada a janela, o candeeiro aceso,
Sem ler nada, nem pensar em nada, nem dormir,
Sentir a vida correr por mim como um rio por seu leito.
E lá fora um grande silêncio como um deus que dorme.


....COM MÁRIO CESARINY


É preciso dizer rosa em vez de dizer ideia
é preciso dizer azul em vez de dizer pantera
é preciso dizer febre em vez de dizer inocência
é preciso dizer o mundo em vez de dizer um homem

É preciso dizer candelabro em vez de dizer arcano
é preciso dizer Para Sempre em vez de dizer Agora
é preciso dizer O Dia em vez de dizer Um Ano
é preciso dizer Maria em vez de dizer aurora


....com AL BERTO


dizem que em sua boca se realiza a flor
outros afirmam:
a sua invisibilidade é aparente
mas nunca toquei deus nesta escama de peixe
onde podemos compreender todos os oceanos
nunca tive a visão de sua bondosa mão
o certo
é que por vezes morremos magros até ao osso
sem amparo e sem deus
apenas um rosto muito belo surge etéreo
na vasta insónia que nos isolou do mundo
e sorri
dizendo que nos amou algumas vezes
mas não é o rosto de deus
nem o teu nem aquele outro
que durante anos permaneceu ausente
e o tempo revelou não ser o meu


....com ALEXANDRE O'NEILL


Estamos todos bem servidos
de solidão.
De manhã a recolhemos
do saco, em lugar de pão.

Pão é claro que temos
(não sou exageradão)
mas esta imagem do saco
contendo um pequeno «não»

não figura nesta prosa
assim do pé para a mão,
pois o saco utilizado,
que pode ser o do pão,

recebe modestamente
a corriqueira fracção
desse alimento que é
tão distribuído, tão

a domicílio como
o leite ou o pão.
Mas esse leitor aí
(bem real!) já diz que não,

que nunca viu no tal saco
o tal «não».
Ao que o poeta responde,
sem maior desilusão:

- Para dizer a verdade,
eu também não...
Mas estava confiante
na sua imaginação

(ou na minha...) e que sentia
como eu a solidão
e quanto ela é objecto
da carinhosa atenção

de quem hoje nos fornece
o quotidiano «não»,
por todos os meios, desde
a fingida distracção,

até ao entre-parêntesis
de qualquer reclusão...

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João Gonçalves 23 Dez 03

DOIS LIVROS
De J.M. Coetzee, por acaso Prémio Nobel,
e, na realidade, um grande escritor contemporâneo que
detesta a mundanidade tagarela
: Youth


De Martin Amis, a sua (prematura) autobiografia, uma escrita original, com alguma ironia e com figuras conhecidas pelo meio: Experience (há uma tradução na Teorema)

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João Gonçalves 22 Dez 03

A CULTURA DOS PEQUENITOS



Pelo rádio do carro, percebi que terminava a "Coimbra Capital da Cultura 2003". Vieram às ondas radiofónicas várias "personalidades" ligadas ao evento fazer o costumado balanço. O Sr. Presidente da Câmara exultava, de um lado, o comissário da dita Capital da Cultura exultava menos, por outro lado. Lamentava este fundamentalmente a gestão financeira da coisa, presume-se que por parte do Ministério de Pedro Roseta, que também falou. Do que me foi chegando desta Coimbra 2003, parece-me que o evento ficou dentro dos padrões da "mediania baixa" em vigor para o sector, sem se que saiba se e quando se vai seguir a "nova capital". Talvez por isso se tenha optado por levar a efeito a performance de encerramento no "Portugal dos Pequenitos" ,de Bissaia Barreto. De alguma maneira, ficou tudo em família. A benefício de inventário simples, este ano encerra-se, no sector da cultura, sob o signo do "muito pequenito". Um orçamento "pequenito", uma gestão caseirota e merceeira "pequenita" e uma visão global da coisa tão "pequenita", tão "pequenita" que nem completamente agachados conseguimos "entrar" nela. Para quem ainda se lembra, na Lisboa 94, o responsável pela "promoção" era o agora adjunto ministro, o Dr. Arnaut, que o Dr: Barroso quer que "ajude" a "promover" o Governo. De facto, este sector - a cultura-, como tantos outros, precisa decididamente de "crescer", sem fanfarronices nem temores "anti-intelectuais". Quando escrevemos "cultura", pensamos em qualquer coisa que tem a ver com a qualidade de vida de todos e de cada um de nós, e com a maioridade cívica da comunidade. Com a mentalidade "pequenita" e saloia não vamos rigorosamente a lado nenhum, podem ficar descansados. Uma "leitora identificada", como se diz na gíria, enviou-me um mail do qual retiro o seguinte excerto: concordo quase sempre com as suas opiniões, e lembro-me neste momento daquele em que referiu as diferenças entre as qualidades de Sá Carneiro e as de alguns de hoje!!..... Que distância.... E lembro-me também daquele em que refere Magalhães Godinho.... Sabe que, nesse dia, fui à Livraria Sá da Costa e disse à senhora que me atendeu que queria comprar os Ensaios de Magalhães Godinho. A senhora olhou para mim e perguntou: Quem é esse senhor? É português??
Perceberão, alguma vez, os responsáveis por esta "cultura de pequenitos", de que falamos quando falamos de cultura?

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