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portugal dos pequeninos

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João Gonçalves 17 Nov 03

UM BREVE REGRESSO

Disfarçado de "carta ao director", Vasco Pulido Valente regressou ontem, por breves instantes, ao nosso convívio. Foi no Público e acerca do "Equador", de Miguel Sousa Tavares. Verifico, satisfeito, que a verrina permanece intacta, apesar das contrariedades com a saúde. Eu tenho uma leitura diversa do livro de Sousa Tavares, e não o acho "popular". Contudo, porque penso que muito boa gente não deu pela prosa, aqui fica registada a "carta" e os desejos profundos de melhoras.

"Equador" é um romance popular, com a típica obsessão do género pela comida, a roupa, a paisagem, a meteorologia e o sexo. Fora isso, é também uma absurda idealização do autor, entre o patusco e o patético. Esta literatura tem, e merece, o respeito concedido a qualquer indústria alimentar. Mas, para seu mal, e por evidente snobismo, Sousa Tavares decidiu transferir as suas proezas de grande sedutor e a sua famosa "consciência trágica" para o princípio do século passado, época sobre a qual nada sabe. E, claro, a inveja não perdeu a oportunidade. Agora parece que há uma polémica, cuja natureza não se entende, e que Sousa Tavares se apressou a garantir que em "2000 informações histórico-factuais" do seu romance não existem mais do que duas dezenas de erros, já devidamente corrigidos e, de resto, em si irrelevantes. Por mim, uma pergunta: por que razão gasta o PÚBLICO tinta, espaço e trabalho com a incultura quase cómica de Miguel Sousa Tavares? Gostava de perceber. Acredite.

Vasco Pulido Valente

Hospital Amadora-Sintra



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João Gonçalves 17 Nov 03

LER

...na Nova Frente as excelentes "reflexões sobre a televisão", e no T Zero, "as águas paradas do rio", uma breve e oportuna leitura da estação outono/inverno dos blogues.

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João Gonçalves 17 Nov 03

FUNDAÇÕES OU AFUNDAÇÕES?

Numa entrevista ontem editada no Público, o Dr. Monteiro, que preside à administração da Casa da Música do Porto, afirmou que, o mais certo, é aquela estrutura acabar em fundação, na sua opinião, a fórmula jurídica mais adequada ao seu funcionamento. Entre fundações e "empresarializações", os "gerentes" das coisas da cultura - e não só - e as respectivas tutelas, tentam demonstrar-nos que esta é a via da salvação. Por um lado, explicam eles, é mais "barato", uma vez que se alivia o Estado dos encargos com essa maçada que é a "cultura". E por outro, torna a coisa "mais profissional", dado que a "gestão privada" ou equiparada é sucesso garantido. Se isto fosse verdade, estávamos realmente conversados. Ora acontece que não é. Na prática, é o orçamento de Estado e uns poucos mecenas quem acaba por pagar estas "fundações" e estas geniais "empresas". Depois, o facto de se "aproximar" a respectiva gestão do jargão privado, nunca foi , em parte nenhuma do mundo e muito menos em Portugal, sinónimo de "excelência" anunciada. O desastre que foi a Fundação São Carlos, nos anos 90, ajudaria a perceber. Veja-se também o "modelo" Amaral Lopes para a administração do D. Maria que, qual pescadinha de rabo na boca, anda para trás e para diante para ser aprovado. Ou a "reestruturação" em curso no referido S. Carlos. A legislação aprovada entre 1997 e 1998 nem teve tempo para ser integralmente aplicada, estando já a ser inutilmente destruída em prol destes pios princípios da "modinha" neoliberal. Quanto aos actuais e futuros protagonistas destas aventuras, o melhor é nem dizer nada. O Dr. Monteiro é um bom exemplo, fala por si e por "isto". Para tudo não ser tão completamente mau, fica a saudação a Ricardo Pais - que ainda um dia perguntará a si próprio o que é que anda ali a fazer - pela adesão do "seu" D. João do Porto à União dos Teatros da Europa. O mérito é todo dele, e não foi preciso nenhuma mítica "fundação" para lá chegar.

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