O EUROCALMOQuase uma semana depois do Dr. Portas ter feito aquelas declarações
sui generis sobre imigração, no seu comício caseiro, parece que houve finalmente algum sobressalto no partido maioritário e no Governo relativamente ao assunto. E parece que houve quem não tivesse apreciado, embora, como vem sendo costume, não se retirem quaisquer consequências mais sérias do episódio. Este fenómeno da "anestesia" cívica que começou com Guterres, está para durar, ao que tudo indica. Agora, na sua moção ao congresso do PP, Portas diz-se "eurocalmo". Podia ser uma marca de indutor do sono, um sabonete ou um creme depilador. Não, nada disso: é mesmo o adjectivo escolhido pelo líder para caracterizar a postura do "braço direito" em relação às eleições europeias do próximo ano. Portas quer coligação, mas vai dizendo que não se importa de ir singularmente a votos. Daí o "eurocalmo", para que a eventual parceria não pareça demasiado escandalosa. Para quem é adepto da "política democrática" no sentido que lhe tenho atribuído
neste blogue, ou para quem adopte uma perspectiva "republicana" e "europeia" do exercício das funções públicas, ter o Dr. Portas por companhia, naquelas eleições, mesmo em versão "calma", não é seguramente muito recomendável. O melhor mesmo será o "braço direito" ir oportunamente à sua vida.
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