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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

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João Gonçalves 3 Set 03

LER
....o grande equívoco, um belo e bem escrito post sobre os nossos romancistas, no Abram os Olhos. Eu acho que ele "vê" melhor porque está longe disto.

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João Gonçalves 3 Set 03

DA FRANÇA E DA ALEMANHA

Poucos dias antes de morrer, a 6 de Janeiro de 1996, François Mitterrand, no seu leito da Rua Frederic LePlay, em Paris, escrevia afanosamente e à mão o seu "testamento político", que viria a ser o livro, não terminado, "Da França e da Alemanha" (Ed. Círculo de Leitores). Mitterrand defendia uma União Europeia assente no "eixo" franco-alemão. Nada de extraordinário, já que a illha do Sr. Blair nunca pesou excessivamente nas contas dos então líderes do "eixo" que, relembremos, se davam muito bem com a Sra. Thatcher. Nas recentes peripécias iraquianas, o "eixo" honrou a memória de Mitterrand e não foi tomar o pequeno almoço com o Sr. Bush. Vem isto a propósito de um post do JPP. Ele queixa-se de que nós, pobres coitados, andamos neste aperto para cumprir o famigerado Pacto de Estabilidade e Crescimento - destinado, consta, a peneirar ainda mais os países do sul da União -, enquanto que a França e a Alemanha passam incólumes por sobre a meta fixada do déficit público, com a aparente tolerância de Bruxelas. JPP fala em humilhação se não tomarmos uma atitude de firmeza. Eu respeito imenso e quase sempre as posições de JPP, nestas e noutras matérias. Mas ele, bem melhor do que eu, sabe o que é que nós verdadeiramente pesamos nas contabilidades de Bruxelas e da União Europeia. Para bem ou para mal, a França e a Alemanha são grandes países e, como tal, têm desígnios e ambições que nos escapam por inteiro. Ou seja, mandam. A nossa indigência periférica não estará nunca à sua altura e jamais se ultrapassará por sermos muito certinhos nas contas, muito obedientes ao Pacto ou por nos mostrarmos "firmes e hirtos" nas reacções. Ninguém nos vai dar mais importância por isso.

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João Gonçalves 3 Set 03

AMIGOS

Li, numa notinha do Diário de Notícias, que o José Pacheco Pereira tinha escrito no Abrupto que o CDS/PP era uma entidade unipessoal, vergada (o termo é meu) ao Dr. Portas, confundindo-se os respectivos entes. O JPP é, no universo político (ou meta-político) nacional, das poucas pessoas que melhor conhece o líder do PP. Juntamente com ele e com Carlos Candal, disputou eleições em Aveiro, nos idos de 95. Por isso domina razoavelmente o "populismo" nada atípico de Portas, cuja propedêutica teve o seu melhor avatar justamente em Aveiro. Parece que o PSD se prepara para uma coligação formal nas eleições europeias de 2004, e que JPP já se dispôs a sair para não perturbar a estupenda mais-valia representada pelo partido de Portas. Quando Marcelo reinava efemeramente no PSD, achei que era boa ideia dar o braço ao CDS, já que Guterres ameaçava sorridentemente eternizar-se. O que se seguiu é conhecido. Nessa altura, Barroso não estava para se preocupar com o "pequeno partido" à sua direita, nem para andar com Portas "às cavalitas". Como escrevi ontem, na política, uma mão lava a outra, e o Dr. Portas está onde está, imaculado. À minha estima intelectual e política pelo JPP desagrada a sua eventual saída do PE por causa dos "amigos do CDS", na terminologia de Barroso. Ele é dos "nossos". O que sempre apreciei no PSD foi a sua vocação maioritária, "à Cavaco", como o JPP. Não me interessa para nada este tropismo de coligação, por causa de um homem ou de um punhado de "amigos". Oxalá não se revelem, para Barroso, "amigos da onça".

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