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portugal dos pequeninos

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João Gonçalves 8 Ago 03

A INSUSTENTÁVEL LEVEZA II

1. No meio da catástrofe, aparece, via tv´s, o presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil. O senhor garantiu que os fogos que estão ainda por aí, são já os "normais para a época". E acrescentou que fez uma visita a vários locais sinistrados, falou com muitas velhinhas e pediu à comunicação social que não mostrasse imagens dos incêndios no seu esplendor de morte - as palavras são minhas -, mas antes desse imagens de um bombeiro ou outro, de uma mangueira, enfim, uma versão "música do coração" do combate aos fogos. Eu ouvi e espero que seja repetido várias vezes, para que se acredite. Num País a sério, ou mesmo em África, este cavalheiro já estaria na rua. Aqui, não só ainda mexe, como dá conferências de imprensa palonças. Será que a culpa é só dele?

2. Por que é do mesmo País da desatenção burocrática que deixou morrer Ruy Belo, em 1978, e por vir a propósito, são dele estas frases, bem recordado que está no destaque do Público: "No meu país sem olhos e sem boca / O que é preciso é que não doa muito".

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João Gonçalves 8 Ago 03

DJEMAA EL FNA

Com este calor insuportável, mais vale ir até lugares onde há do mesmo, mas com mais graça e cosmopolitismo. A uma hora e picos de avião, ou mesmo de carro, deixando o vulgar Algarve para trás, chegamos a Marrocos, o reino de Mohammed VI. A cidade menos interessante, por ser a zona mais industrializada e "ocidentalizada" ,no pior sentido do termo, é Casablanca. Qualquer das cidades ditas imperiais, é fabulosa. Eu prefiro Fez, Meknes e Marraquexe. Tânger é uma sombra daquilo que foi nos anos 50 e 60, embora a parte velha e a contemplação do porto sejam ainda tentadores. E sabe sempre bem revê-la pela pena e pela fala de Paul Bowles. Muitos europeus, sobretudo franceses, compraram casas perto do souk de Marraquexe. Um dos seus mais famosos habitantes, que trocou Paris, Madrid e Barcelona por Marraquexe, há muitos anos, é o escritor espanhol Juan Goytisolo. Tem uma história muito interessante, contada na primeira pessoa, nos dois livros de memórias, Coto Vedado e En los reinos de Taifa. É dele este texto ( ver articulos ) sobre a Praça mais famosa de Marrocos, a Djaama el Fna, de Marraquexe. El Fna é um desses sítios no Mundo de onde não apetece sair e onde apetece sempre voltar. Um sítio onde há serpentes, berros, comércio vário, turistas apardalados, movimento, e muita, muita vida. Um sítio onde há calor, muito calor, o que vem do corpo e o que é próprio do terreno. Que Ala seja, pois, louvado.

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