UMA QUESTÃO DE POSIÇÃO
O CDS/PP é uma coisa que não deve ser confundida com o Centro Democrático e Social, fundado em 1974, e que contava com dirigentes como Diogo Freitas do Amaral, Adelino Amaro da Costa, Francisco Lucas Pires ou mesmo Krus Abecassis. Fosse por morte, fosse por pura debandada, a geração fundadora foi desaparecendo, dando lugar à nova toponímia- PP - e aos respectivos próceres, capitaneados, primeiro por Monteiro e Portas e, depois de varrido Monteiro, só por Portas. Psicanaliticamente, o "eu fico" começou ali. Se os atentos a estas coisas bem se lembram, o sinuoso percurso da nova entidade PP, deu praticamente para tudo, designadamente para ajudar Guterres contra o PSD e para evitar que Cavaco chegasse a Belém em 1996. As contradições de Monteiro e a ambição faraónica de Portas, conduziram à separação e à invenção da teoria do "braço direito". Longe dos bons tempos da solidão maioritária de Cavaco, o PSD, primeiro com Marcelo, e depois com Barroso, começou a ensaiar o transporte de Portas "às cavalitas". De facto, quando Barroso, num congresso qualquer dos muitos que Marcelo fez, lhe disse para não lhe pedir que andasse com o "Dr. Portas às cavalitas", estava longe de imaginar a que dorso ele se iria encostar. Com as últimas eleições legislativas, Barroso decidiu mesmo "preocupar-se com o pequeno partido à sua direita", fazendo "tábua-rasa" da melhor "doutrina " cavaquista. É, pois, esse CDS/PP que está no Governo da Nação, e que tem distintos militantes como o Sr. Silvio Cervan. Este, numa entrevista a O Independente, diz o seguinte: Maria José Nogueira Pinto é um dos nossos melhores activos. Eu espero que a entrevista continue para a semana. É imperioso que Cervan revele quem são os passivos e, já agora, os versáteis. Afinal, é tudo uma questão de posição.
O ATENTADO
As FP-25 muito provavelmente não dirão nada à maior parte dos nossos jovens vizinhos bloguistas ou a eventuais leitores dessa geração. Tratava-se de um bando que associava objectivos políticos folclóricos a atentados com bombas e com armas de fogo. Fez várias vítimas mortais, entre as quais uma criança. Foi sujeito a uma investigação competente por parte da PJ, que também teve os seus mortos, e seguiu-se um processo judicial complexo que, ao que parece, terminou agora com a condenação de alguns dos chamados "arrependidos" e a absolvição dos outros criminosos. Estamos num ano manifestamente infeliz para a Justiça. Mais uma vez, os formalismos jurídicos atentaram contra aquilo a que eu chamaria uma elementar e bem formada consciência jurídica. Esta rapaziada das FP-25, de onde sempre emerge o pseudo-ingénuo Otelo, merecia pior sorte. Mas isso é uma conversa para um País a sério.
UM SINAL
Reuniram-se ontem , para jantar e conversar, ex-Chefes do Estado Maior do Exército. O pretexto foi a saída de Silva Viegas de CEME, a semana passada, e o incómodo sentido pela actual situação das FA's e do Exército, em particular. A tropa tem coisas que aprecio: códigos de honra e princípios de lealdade. Quando andei em Cavalaria, percebi isso perfeitamente, apesar de estar a cumprir serviço militar obrigatório. Nunca me senti incomodado, antes pelo contrário. O sinal ontem dado por estes homens, que mandataram um antigo Presidente da República, Ramalho Eanes, para falar com Jorge Sampaio e Durão Barroso acerca da questão "forças armadas", é, julgo eu, qualquer coisa para levar a sério. Em democracia, as forças armadas estão naturalmente subordinadas ao poder político democrático. Não têm, porém, que ser aviltadas e desprestigiadas por quem desconhece noções básicas de princípios, de honra e de lealdade.
Meu Caro,Bons olhos o leiam.O ensaio de Henrique R...
Encontrei um oásis neste dia, que ficará marcado p...
Gosto muito da sua posição. Também gosto de ami...
Não. O Prof. Marcelo tem percorrido este tempo co...
Caríssimo João, no meio da abundante desregulação ...