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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

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João Gonçalves 21 Jul 03

UMA BOA IDEIA

Informa o Nelson de Matos que Pedro Santana Lopes, no seu comentário de domingo na RTP 1, defendeu a criação de uma comissão parlamentar de inquérito à questão das escutas telefónicas. Esta parte passou-me ao lado, mas o que consegui ouvir, agradou-me. Santana Lopes esteve bem nas referências que fez ao momento por que passa a justiça portuguesa, colocando as principais personagens no seu devido lugar, sem receios nem prosas redondas. Depois, já hoje, pareceu-me que houve, da parte de alguns parlamentares de hordas diversas, algumas reticências à ideia. Sabe-se que as comissões parlamentares valem o que valem. Porém, estando envolvidos nas ditas escutas, como consta,órgãos de soberania ou membros de órgãos de alta instância do Estado, julgo que o poder político democrático, de que emanam, deve estar atento, sem que seja prejudicada a natural separação de poderes e sendo respeitado o princípio da igualdade.É também para isso que se vota e se outorga legitimidade democrática. Eu, que votei Lopes e que aqui o tenho criticado quando acho que merece, gostei de o ver defender a "política democrática", no sentido em que este blogue a tenta defender, pensando em Richard Rorty.

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João Gonçalves 21 Jul 03

OUTRO CAMILO

"A quadra (...), fruto de um feliz repente, foi exarada pela mão do romancista no final do livro de Bernardo Branco, D. Afonso VI e Sua Sereníssima Esposa e comunicada pelo dr. Falcão Machado, tendo-a eu encontrado manuscrita na biblioteca que foi de Manuel Cardoso Marta." (Natália Correia, Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica, ed. Antígona, Frenesi)

Naquelas eras corruptas,
era severa a justiça,
se as rainhas eram putas,
e os reis tinham frouxa a piça.

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João Gonçalves 21 Jul 03

DO CORPO EM FÉRIAS

Três blogues de Vergílio Ferreira (Conta Corrente, 1, Bertrand Editora)

Aquilo em que se tem mais vaidade é o corpo. Mesmo que aleijado, há sempre um pormenor que nos envaidece. Compô-lo. Arranjá-lo. O careca puxa o cabelo desde o cachaço ou do olho do cu para tapar a degradação. O marreco faz peito. O espelho é para nós o grande dialogante. Passa-se a uma vitrina e olha-se de soslaio a ver como se vai. Uma mulher perfeita (e um homem) não inveja o intelectual, o artista. O inverso é que é. Muitas mulheres (e homens) cultivam a excepcionalidade do seu espírito ou engenho por complexo ou vingança. Quando se não tem já vaidade no corpo, está-se no fim.

A sexualidade não é apenas um problema moral: é um problema fisiológico. Cumpra-se a fisiologia mas não se faça parlapatice com isso. Ou então falem também do cagar, do arrotar, do espeidorrar. Merda para o problema.

O pudor é um sentimento masculino. Quando uma mulher conhece outra, ao fim de dez minutos está já a explicar-lhe como é que o marido trabalha na cama. Ao fim de dez anos ou de uma vida, um homem não explica a outro como trabalha a mulher. É que o homem não é um novo-rico do sexo. Ou respeita a mulher por simples machismo?

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