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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

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João Gonçalves 25 Jun 03

BLOGUE

A inveja é um sentimento assaz vil, porém confesso que gostaria de me ter lembrado de um título sugestivo como o do Quarto do Pulha.

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João Gonçalves 25 Jun 03

E TUDO MONSANTO LEVOU

Até ir depôr no caso Moderna, Paulo Portas mostrava-se circunspecto, receoso, discreto, e fugia dos jornais e das tv's como o diabo da cruz. Barroso trazia-o no bolso. Era demasiada contenção para tamanha figura. Aparentemente liberto de incómodos, o amigo do dr. Braga Gonçalves não perdeu tempo em regressar ao seu melhor estilo. Disse uns gracejos versejantes nas jornadas parlamentares do PP nos Açores, mostrou-se magnânimo para com o seu colega da Administração Interna por causa dos blindados para a GNR ir para o Iraque ( quanto não vale ser íntimo do Sr. Rumsfeld ) e despediu Maria Barroso Soares da Cruz Vermelha, invocando regulamentos e -que bom gosto - a sua nomeação pelos socialistas. Porém, não resistiu a exibir a sua habitual arrogância demagógica com este mimo: "o único cargo vitalício é o do povo português". Fátima Felgueiras não teria dito melhor.

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João Gonçalves 25 Jun 03

RESISTIR

Quando alguém diz bem aquilo que nós também pensamos, não vem mal ao mundo a citação. Verdadeiramente, julgo que tudo já foi mais ou menos dito, e com mais ou menos inspiração e verdade. É por isso que me são simpáticas as perspectivas pragmáticas e contingenciais a que já fiz referência neste blogue. Nestes dias em que se tem assistido à sobreposição das vontades partidárias mais reles sobre situações muito concretas - Cruz Vermelha e Casa da Música, por exemplo - não resisto a colocar aqui parte do artigo de António José Teixeira, hoje, no Diário de Notícias, cujo título é..."Resistir à mediocridade". Ora aí vai.

"Os tempos vão desconfiados. Intolerantes. Contam-se cabeças, fidelidades. A crítica torna-se insuportável, não a incompetência. Os aparelhos partidários, sedentos de mando e posição, espreitam lugares, os que restam. As hierarquias da situação pedem cabeças. Sem pudor. Há sargentos atentos à dissonância. Fazem-se julgamentos sumários com uma desfaçatez a querer dar ares de naturalidade. Se alguém pisou o risco da crítica fora do local apropriado e, pior do que isso, não é dos «nossos», deve pôr-se na rua, clamam voluntariosos algozes. E se algum dos «nossos» tem a veleidade de elogiar um infiel deve merecer tratamento idêntico. A cegueira de espírito não tem contemplações. Pouco importam razões, créditos, projectos e resultados. Importa a partidarite, a mesquinhez, a inveja do telemóvel, o empurra a ver se saltas... Salta que vem aí patriota! O jogo não é original, tende a repetir-se ao ritmo da alternância da clientela. Não há reforma que resista ao poder da mediocridade

A mediocridade não é um exclusivo português.

Uma boa parte das universidades dos EUA impõe códigos de conduta que desafiam a racionalidade. Mais de 1500 escolas, conta um repórter do El País, censuram o «politicamente incorrecto». A Universidade de Yale proíbe «olhar outra parte do corpo que não seja a cara quando se fale com alguém». O mesmo se diga de «inflexões de voz, que denotem insinuações sexuais quando se elogie a roupa ou o aspecto de alguém». O código de conduta de Harvard pune «comentários pejorativos, epítetos ou referências a estereótipos sociais». Em Berkeley pode falar-se contra sujeitos colectivos, «não contra indivíduos». No Texas, impede-se a expressão de «opiniões impopulares» e distribuição de jornal ou panfleto com «uma mensagem não autorizada». Expressão não censurada só é permitida num perímetro de 7 m. de diâmetro. Há muitos protestos, acções judiciais, há quem tema que este ambiente esterilize ideologicamente a actual geração."

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João Gonçalves 25 Jun 03

AMAR O MAR

Há aquela frase idiota: somos um País de marinheiros.Há, de facto, um País que tem uma belíssima fronteira marítima, e com uma zona económica exclusiva cobiçada pelo outro lado da fronteira terrestre. Parece que quem levou a sério o "sigamos o cherne..." do O´Neill, foram os espanhóis. Mas não é disso que venho falar.Nós temos Sophia de Mello Breyner Andresen, graças a Deus, em boa hora lembrada num belo blog (ou blogue), Mar Salgado.


Pátria

Por um país de pedra e vento duro
Por um país de luz perfeita e clara
Pelo negro da terra e pelo branco do muro
Pelos rostos de silêncio e de paciência
Que a miséria longamente desenhou
Rente aos ossos com toda a exatidão
Dum longo relatório irrecusável

E pelos rostos iguais ao sol e ao vento
E pela limpidez das tão amadas
Palavras sempre ditas com paixão
Pela cor e pelo peso das palavras
Pelo concreto silêncio limpo das palavras
Donde se erguem as coisas nomeadas
Pela nudez das palavras deslumbradas

Pedra rio vento casa
Pranto dia canto alento
Espaço raiz e água
Ó minha pátria e meu centro

Eu minha vida daria
E vivo neste tormento





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João Gonçalves 25 Jun 03

A PERGUNTA

Já tinha pensado nisto, mas eis que deparo com uma pergunta oportuna em Tubo de Ensaio : está alguém a contar o número de soldados da "coligação" mortos depois do "fim" da guerra do Iraque?

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