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portugal dos pequeninos

Um blog de João Gonçalves MENU

Faz hoje um ano que foi "lançado" o livro da foto. Foi apresentado por José Pacheco Pereira. Uns dias depois houve eleições europeias e, poucos meses a seguir, umas legislativas. A epígrafe era - é - "Portugal, um Estado de coisas sem ponta por onde se lhe pegue". Nada do que lá consta se alterou. Portugal e o estado das coisas continuam famosamente a não ter ponta por onde se pegue nelas. Só Pacheco - quem o diria a um ano atrás! - vota agora (imagino que circunstancialmente) ao lado de parte daquilo que o livro ilustra e critica. Talvez devesse estar satisfeito com a "actualidade" dele. Mas precisamente o ele estar tão actual é que me desgosta.

Adenda: O próximo juntará alguns "apontamentos" acerca de um equívoco chamado literatura portuguesa contemporânea. Mais acentuadamente, "actual". E outros (poucos) sobre a que aprecio fora daqui.

1 comentário

De Anónimo a 03.06.2010 às 10:34

Sr Joao Goncalves
Sou leitor assiduo do seu blog, com o qual partilho da maioria das opinioes, nao tenho por habito fazer comentarios, sou reservado, geralmente so dou a minha opiniao quando me solicitam,o meu comentario incide sobre o facto do veiculo de comunicacao que usamos para dar a conhecer as nossas opinioes a (internet), a questao que coloco no ar e a seguinte existe centenas de Blogers que nao se conformam com a degradacao a que Portugal esta a sofrer ate que ponto a internet nos amansou a todos e e uma ferramenta de descompressao da revolta social, vale a pena pensar nisto, antigamente as pessoas saiam a rua, existia mais sangue a ferver, hoje as pessoas estao cheias de sedativos, talvez eu tambem seja covarde, ja desisti de Portugal, tenho 28 Anos, duas licenciaturas, abandonei Portugal a 2 anos e comecei a minha vida do zero, o pais investiu em mim eu acho que investi ainda mais, mas fazendo uso proverbio (quem esta mal que se mude) foi o que eu fiz e estou feliz com a minha decisao, sinto me em Paz, mas sempre que vejo desagradaveis noticias de Portugal o sangue ferve, mas isto so vai ser na minha geracao,a geracao com meia dose de anestesia porque as geracoes vindouras ja tem dose e meia, conclusao se fosse possivel ser apatriado eu ja tinha pedido esse estatuto porque pagar impostos e criar filhos em Portugal JAMAIS, e a minha ideologia

Cumprimentos
Duarte

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